segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Soletrando

Eu não tenho um nome muito óbvio, comum e que se veja por aí todo dia. Ponha o meu nome Google e só vai dar eu nas 6 primeiras páginas. Por isso sempre preciso soletrar o meu nome a quem quiser anotá-lo. Quando a pessoa está munida de papel e caneta, normalmente peço pra eu mesma escrever. Mas quando a pessoa está diante de um teclado, prefiro não me intrometer tanto na tarefa de registrar esse meu nome.

- Seu nome?
- Lou, escreve L – O – U.
Acompanho a pessoa escrevendo ‘Ellen’ e me olhando confusa. Aí eu explico que vou soletrar o meu nome.

O hífen eu já aprendi a deixar de fora do meu nome, porque já vi colocarem apóstrofe e asterisco no lugar. Também já notei que o fim do primeiro nome e o início do sobrenome sempre precisam ser anunciados. Já percebi também que o maior problema é inserir o O entre o L e o U, porque afinal de contas ele não é muito intuitivo. Que sejam dois Ns também não é fácil de processar. Depois que o primeiro nome está garantido, o sobrenome flui melhor. Ainda assim, a letra K é problema para alguns, que preferem escrever C.

Pra ajudar nessa missão difícil que é escrever o meu nome, soletro dando exemplos de uso da letra: N de nariz, mas a pessoa não confia nos próprios ouvidos. M de Maria? T ou P?
Pra me divertir, acho que vou começar a soletrar o meu nome assim, conforme elaborei nas minhas horas de ócio:

L de fácil
O de sorte
U de mau

deixa um espaço, isso, vai, coragem!

A de banana
2 N de saxofone

agora vem o sobrenome, ei, estamos na metade do caminho! Quer fazer uma pausa?

K de Yakisoba
L de mal
E de peixe
2 P de sopa
A de
lambada.

Pronto, terminou. Posso ver?

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