domingo, 30 de novembro de 2008

Ciclo

Olha o que eu achei nos tomates que tinham germinado nas garrafas pet que tínhamos instalado uns meses atrás. Adoro supermacro!

Pronto




Plantamos salsinha, cebolinha, orégano, coentro, manjericão, tomilho, alecrim, hortelã, malva, cavalinha, carqueja, alface, cenoura e rúcula nas garrafas pet. Nos canos de PVC plantamos tomates, alface, beterraba, cebola e alho. No vaso plantamos guaco, poejo e camomila. No jardinzinho da frente de casa plantamos boldo e tanchagem.

Plantio






Cano de PVC

Os canos de PVC foram furados (3 furos) embaixo, enchidos de pedrisco, manta, areia e terra.

Garrafas pet

Cada um assumiu uma função, e trabalhamos em paralelo. Junior e Caldo substituíram os bambus que já tinham sido afixados há muito tempo (e já estavam castigados pelo tempo) por bambus tratados.
Kenia e eu cortamos as garrafas pet e as lavamos.
Régis, Jana e Du cortaram os arames que vão sustentar as garrafas pet no bambu e os dobraram conforme os buracos nas garrafas.
As mãos do Du.
Renato fabricou ferramentas de furar plástico: um prego espetado num pedaço de bambu que é levado à chama do fogão. O prego quente é inserido no plástico da garrafa pet e faz o furo.
Andréia coordenou a furação dos pratinhos que vão embaixo das garrafas pet. Retiramos os elos de uma corrente pra juntar os pratinhos com a garrafa. O cheiro de plástico e bambu queimado não é muito bom.
Primeiro vem uma camada de pedrisco, depois uma manta de - sei lá o que era aquilo - depois areia, depois a terra. Quando estávamos prontos para colocar a terra nas garrafas, lembramos de furar os fundos das garrafas, pra água escorrer. Falha de planejamento.
Misturamos terra, humus e composto. Pronto, enchemos as garrafas de terra boa.

Composteira

A cada dois dias levamos um pote de sorvete cheio de lixo orgânico pra composteira. Quem leva o lixo deve retirar a grama que cobre a composteira, adicionar o lixo novo, picar as coisas maiores e remexer tudo, pra formar uma massa homogênea. Pra coisa não empastar, adicionamos um pouco de serragem ao bolo. Depois é só cobrir, pra que o sol não resseque a composteira, matando as bactérias que estão processando o lixo orgânico. Essa composteira é aeróbica, ou seja, precisa sempre ser remexida, pras bactérias terem oxigênio. Minhoca não sobreviveria na composteira, porque a temperatura do composto é alta.

Projeto HortOca

Às 8:00 tava todo mundo de pé na Oca. Régis, Renato e Andréia vieram pra implementar a horta na Oca. Ruy, Jana, Du e Chico vieram participar do plantio. Começamos com um alongamento, pra acordar. Saca só o maracujá tomando conta da paisagem do quintal! Renato e Andréia ouvindo o Régis falando sobre o solo.Junior, Caldo e Kenia.Composteira no centro das atenções.
O Projeto HortOca é o piloto do Projeto Canto da Horta, desenvolvido pela equipe do Equilibrius de Campinas. A idéia é implementar e cultivar uma horta (vertical) sustentável numa casa de cidade. Isso significa ter o custo mais baixo possível, usar o mínimo de espaço, aprender sobre a terra, as plantas, plantar e colher alimentos e divulgar a idéia. Nós usamos garrafas de refrigerante, canos de PVC, bambu, arame, pedrinhas, areia, humus, um pouco de terra e composto da nossa própria composteira. Plantamos ervas pra fazer chá (poejo, carqueja, hortelã etc.), pra usar como tempero (salsinha, cebolinha, alecrim etc.) e verduras (cenoura, alface, rúcula).

Interessados: www.equilibrius.com.br
ou (19) 3288 0772
é um centro de Tai Chi Chuan, Acupuntura e Cultura Oriental, ao qual Junior, Régis, Renato e Andréia estão ligados.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O custo da comunicação

Muito tempo atrás, nem lembro mais quando foi, recebemos uma conta de telefone com um valor obsceno: R$ 1.208,55. Somos 6 pessoas nesta república, e nossa conta vem sempre em torno de R$ 200,00.

Descobrimos que a nossa linha telefônica tinha sido clonada. Reclamamos na Telefonica, eles concordaram que aquele valor de conta era muito fora do nosso padrão, pediram pra gente discriminar as ligações que não reconhecíamos como nossas (todas para celular) e disseram que nos mandariam outra conta.

Mandaram outra conta, no valor de R$ 1.208,55, que não pagamos. Óbvio. Reclamamos de novo, responderam positivamente de novo. Pedimos pra que resolvessem o problema do gato na nossa conta, que é responsabilidade da Telefonica, não nossa. Será providenciado.

O tempo foi passando, e veio outra conta, referente ao mês seguinte. Quem ligava na Oca, ouvia uma mensagem de caixa postal de um celular Claro. Sabe aquelas coisas modernas de você direcionar a ligação do celular pro fixo... A nova conta ainda tinha umas ligações pros mesmos celulares alienígenas. Tentamos cancelar o telefone, a linha caía, a ligação era transferida, a pessoa era colocada em modo de espera.

Cortaram o nosso telefone porque não pagamos as contas. Não pagamos as contas porque não são inteiramente de nossa responsabilidade. A gente levantava o fone do telefone e não ouvia nada. Silêncio absoluto. O corte do telefone é ruim pra todo mundo. Fora eu, todos os tapioquenses têm celular. Eu tenho Skype, mas continuo sem telefone para contato. Eu posso ligar pras pessoas, e como no Skype estou ainda com o endereço da Holanda, a ligação pra casa do meu irmão ou dos meus pais é muito, mas muito mais barata que a ligação pra rua de trás aqui em Barão, pra pedir água mineral.

Veio uma proposta de parcelamento de dívida, que somava um total de aproximadamente 400 reais. Só que não vinha explicitado a que se referiam esses quase 400 reais. Fomos ao Procon, prestar queixa. Imediatamente recebemos um telegrama da Telefonica informando que a Telefonica tinha tentado entrar em contato conosco e não tinha conseguido. Será que tentaram ligar aqui, no telefone que eles cortaram? Não duvido. Ligamos lá (do orelhão) e disseram que nos mandariam, finalmente, a conta de R$ 1.208,55 corrigida.

Ontem chegou uma conta de R$ 8,21. Não está discrimado a que se refere este valor escandalosamente baixo. Pagamos a conta hoje mesmo, mas isso não significa que já tenhamos telefone. Ainda falta a Telefonica nos mandar a outra conta corrigida e nós pagarmos essa conta. Em todo caso, quando levantamos o fone do telefone, ouvimos o sinal de ocupado. Um passo a mais na evolução.

* * *

Minha mãe queria que eu lhe mandasse um fax. Onde que eu vou mandar um fax? Fui na Unicamp, olhando as placas dos estabelecimentos que fazem xerox, das lan houses e matutando quem oferece o serviço de envio de fax. Na Unicamp encontrei com a Maíra, que me deu a resposta do dilema: Correios. Fui no Correio e a atendente ligou. Desligou ao ouvir o telefone tocando do outro lado. Socorro, tá tocando. Calma, são os meus pais, pode falar português. Voltou lá, ligou, conversou com o meu pai, não enviou o fax e voltou. Disse que não tinha sinal de fax. Tentou de novo, esperou chamar até cair na caixa postal e desistiu. Perguntei se eu tinha que pagar alguma coisa, porque afinal de contas ela tinha completado uma ligação e conversado com o meu pai. Não, eu marco que deu erro. Beleza.

Voltei pra casa, conversei com a minha mãe pelo Skype e pedi a ela que me explicasse como o funcionário dos Correios deve proceder. Voltei ao Correio, pedi pro funcionário apertar o botão verde - aconteça o que acontecer - e o fax foi enviado. Perguntei quanto custava. Pra minha surpresa, deu R$ 13,00. Meu, nem o tempo da ligação nem o custo do papel de fax nem o tempo que o funcionário gastou apertando o botão verde justificam este valor.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Lar, pia entupida

Que coisa. Vi uma enchente de perto, vivenciei um estado de calamidade pública, custei 2 dias pra chegar em casa em segurança, e quando chego sou confrontada com essa pia.

Agora vai

Minha passagem de volta para Campinas estava marcada para domingo às 10:30 da manhã. Como ficamos ilhados no domingo, liguei na rodoviária e a moça da Reunidas me disse: quando você puder sair daí, pode vir aqui.

Na segunda nenhum ônibus saía de Balneário Camboriú. Não por causa da enchente, mas por causa dos deabamentos ao longo da BR 101.

Na terça de manhã fui à rodoviária de bicicleta e alforje, pronta pra embarcar. Cheguei cedo e o funcionário da Reunidas me disse que se o ônibus for liberado, o será às 10:30. Fiz companhia para Warley e Caio, que esperavam pelo seu ônibus da Catarinense para São Paulo às 9:40.


Os dois embarcaram, e quando deu 11:00 fui no guichê da Reunidas. Me disseram que o ônibus das 10:30 não tinha sido liberado e que era pra eu pegar o das 20:30. Carimbou mais uma vez a minha passagem amassada e suada e escreveu o número da poltrona. Desiludida, voltei pedalando a Cambriú, na esperança de ainda encontrar gente no Hotel.


Ana e César estavam lá, querendo sair pra almoçar. Fui com eles pro restaurante. Quando eles se levantaram pra ir embora (o ônibus deles sairia às 14:00), entraram os organizadores do evento. Sentei de novo.


Rodrigo, Eliana e Walter ainda estavam em Camboriú. Depois do almoço, chamei prum pedal e Walter e eu fomos apreciar a paisagem lodosa.

Pegamos a balsa para Balneário e fomos até a ponta da praia.
Fizemos hora no hotel e fui pra rodoviária. O ônibus já estava lá. O motorista perguntou se eu ia embarcar com a bicicleta. Respondi como uma criança responde à pergunta: foi essa a bicicleta que você ganhou de Natal? Ele quis que eu embalasse, pra não danificar a bagagem dos outros passageiros, mas o encarregado logo resolveu a situação. Abriu o bagageiro de trás, onde a Amarilda foi sozinha, em pé e montada. Cheguei em Campinas exatas 12 horas depois (isso significa que não tive nenhum atraso ou contratempo na viagem).

Foto que o Walter fez na balsa.

Mundo pequeno

Yuri deu abrigo a sete pessoas. Eu não conhecia o Yuri, nem os outros ciclistas, exceto o Nikola. Quando fiz Santos - Ubatuba com o Luizão, topei com um grupo de ciclistas seniores que pedalavam para Bertioga. Um deles era o Nikola, que eu reconheci pelo uniforme do grupo deles: Pedal da Praia.
A Katherine, vejam só: fala alemão, estudou no Humboldt e é três anos mais nova que eu. Esteve na classe do meu irmão.

Uma vez eu comentei com o Caçapa que 'o mundo é pequeno' Ele me corrigiu: 'a renda é que é mal distribuída'.

***

Yuri ouviu no rádio que uma mulher perguntou se o shopping ia abrir. O locutor ficou uma fera: minha senhora, estamos em estado de calamidade pública e a senhora quer ir fazer umas comprinhas no shopping? Demos risada. Aí o Marcelo teve a idéia de irmos todos no cinema, pra distrair um pouco. Louvamos a idéia, nos preparamos para descer e na rua nos demos conta de que cinema - só em shopping.

Balneário Camboriú

Balneário Camboriú é chamada de 'filha rica' de Camboriú. Era uma coisa só, até que o córrego se transformou na divisa entre as duas cidades. Com o progresso, o córrego sumiu das vistas e a BR passou a ser o 'divisor de águas'. Enquanto Camboriú não tem praia e é agrícola, Balneário tem praia e explora o turismo.
Quando o rio chocolatoso entrou no mar, as águas não se misturaram logo e a faixa marrom ficou visível por um bom tempo.

Ponta da praia, rio entrando, nuvens pesadas pairando sobre a cidade.
Anoitece.
É noite.

Interpraias

Ok, a foto não está lá uma maravilha, mas dá pra acompanhar a chuva chegando.
Respeite a Natureza.
Céu azul, mar verde e muita subida e descida. Pedalei tudo e tenho orgulho das minhas pernas.


Pedra do ovo.

Voltei pela BR 101, que logo no início tem um túnel longo. Um ciclista vinha vindo ao meu encontro nesse espaço estreito, fazendo força e balançando os ombros. Parei pra ele passar e apoiei a mão na parede. Ficou preta.