terça-feira, 31 de agosto de 2010

Jogo de cintura

Durante a preparação da I Semana de Humanidades, chegamos a pensar em desistir de tudo. Mas aí aprendemos que não é pra se desesperar quando as coisas desandam: é preciso aprender a negociar.

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Estou dando minicurso sobre o "erro" em aquisição de linguagem. Havia 30 vagas, e muitas pessoas não conseguiram se inscrever. Os que me pediram pra entrar foram negados, os que simplesmente entraram, ficaram. No fim, a lista de presença contou 49 participantes.
* * * 

A 'exibição de curtas' concorria com 'atividades culturais', e como não estávamos sabendo da confirmação do concerto de violão, programamos uma hora e meia de animações. Confirmado o concerto, reprogramamos nosso repertório para a metade do tempo.

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O último evento da noite era uma conferência sobre o espaço na literatura fantástica. A professora começou a contar um conto de Saramago, em que um rei fica incomodado com tantos mortos enterrados em todos os cantos do reino e decide construir um cemitério central, para onde serão removidos todos os cadáveres pretéritos, atuais e futuros. Nesse momento, apaga a luz. Durante meio minuto reina indecisão. Daí ela pergunta se todos a ouvem, mesmo sem microfone. Sim, e nem precisa gritar.

Os celulares, a tela do computador dela (e viva as baterias de computador) e a vela que o Ricardo pôs aos seus pés iluminaram a conferencista. Quando ela disse que mostraria as imagens do power point dela quando a luz voltasse, a luz voltou.

domingo, 29 de agosto de 2010

Ajuntando o espírito

a boa notícia de ontem
era que hoje ia chover
não choveu

a má notícia de hoje
é que amanhã é segunda-feira
inevitavelmente.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

E os bons costumes

Teve reunião da equipe juntada, misturada e aglomerada que está envolvida na organização da Semana de Humanidades na Unir. Como o campus continua interditado, as pessoas se reuniram no auditório da Reitoria (é, com R maísculo mesmo, pra impor grandiosidade) que fica no centro.

Cheguei de bicicleta, entrei e saí algumas vezes, e quando entrei acompanhada de um professor de Arqueologia, ele me disse que numa ocasião anterior tinha sido mandado pra casa, trocar de roupa, porque na Reitoria (imponente, esse R) não se podia entrar de bermuda. Dei risada e achei um absurdo regularem a roupa das pessoas num prédio da universidade. Duvido que minissaia seja um problema. Bermuda é que é.

Entrou um moço de bermuda. Seguindo o aluno até o palco do auditório, vinha a recepcionista, dizendo que era pro rapaz voltar pra casa e trocar de roupa, que na Reitoria não podia, que tava escrito lá, que ela tinha mandado um moço pra casa no dia anterior e que esse moço tava lá naquele dia e que ia pegar mal pra ela se o moço visse o rapaz de bermuda. O menino disse que morava longe e que não sairia do auditório, afinal a pilha de pastas era grande.

Assisti à cena na maior tranquilidade, em pé atrás da mesa, passando fios por buraquinhos de crachá e enfiando papéis em pastas. Logo depois que a mulher voltou à recepção, chegaram mais meninos de bermuda - e bufando. Paulo olhou pras minhas pernas e se indignou: Como você conseguiu entrar aqui? Talvez o problema não seja a bermuda em si, mas a triangulação bermuda + aluno + homem.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Revolução

Engraçado como o cineclube deLírio às vezes se dobra sobre si mesmo. Quando fomos expulsos aos gritos pela professora loira tingida, o filme que estava passando era Onde sonham as formigas verdes, um filme de resistência dos aborígenes contra os tratores, empreiteras e construtoras.

Ontem, quando as atividades no campus já tinham sido suspensas, foi decidido que daríamos início à nova temática chamada Revolução. E veio gente pra assistir Soy Cuba. Quando o filme acabou, éramos os únicos no campus. O portão estava trancado e havia um guarda plantado na guarita. O ônibus só passava de hora em hora e não entrava na universidade. Voltamos todos de carona com gente que nem tava na sessão, mas esperou a gente terminar a discussão pós-filme. Participar do cineclube ontem foi um ato revolucionário.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aularana

Lembro de poucas palavras em tupi que aprendi no curso do Navarro, mas lembro muito bem de alguns sufixos. -uera, por exemplo, que aparece em Ibirapuera (árvore velha) e Anhanguera (diabo velho), significa 'velho'. -rana, que só lembro de ter visto num título de Guimarães Rosa (Sagarana), significa 'aquilo que não chegou a ser nem será'. Pense numa comida que desandou ou numa obra abandonada.

As atividades na Unir Campus foram suspensas de novo, de quarta a sexta. De quarta tem cineclube, quinta e sexta tenho aulas. Aularana, porque os meus alunos de Arqueologia e Medicina já têm 3 presenças marcadas além daquela única aula que dei: na primeira semana tiveram trote, na segunda semana dei aula, semana passada teve fumaça e essa semana tem fumaça de novo. 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Contra-intuitivo

Meu chefe me ligou dizendo que tinha um "pepininho" pra mim. Nunca tinha ouvido essa palavra no diminutivo. No neutro (pepino), aumentativo (pepinão) e superlativo (pepinaço) eu já tinha visto, mas nunca no diminutivo. Minha intuição já me dizia que um pepino no diminutivo é uma coisa azeda e espinhuda.

Passei o dia no gabinete da reitoria, corrigindo redações de vestibular. Abacaxi! Não pepino.

O tema era sobre a devastação da Amazônia e a pecuária. Minha intuição de falante me dizia que pecuária se escreve com acento, mas no enunciado da prova ela estava sem. 

Minhas expectativas em relação às redações eram que escrevessem sobre a conscientização, a fumaça, o pulmão do planeta, gerações futuras e gado e pasto. Contra as minhas expectativas, li redações em tom panfletário sobre o progresso, desenvolvimento, giro da economia, atendimento às demandas de carne bovina, frigoríficos, trator derrubando árvore, tanques de peixes, estado do Amazonas e plantação de café.

As construções de palavras intuitivamente possíveis, no entanto não dicionarizadas, me divertiram: desmatação, planejação, reflorestação, tanto flora como fauna são ambamente ricas, garimpagem de ouro e agravação do problema.

As grafias pouco ortodoxas me assombraram: equitáres, habitate, abtati, desmaziadamente desastroza, extinsão, voraxidade, quaze, haja vista intão, cem nenhum controle. Mais uma prova de que as pessoas confiam na intuição de que a escrita reflete a fala.

As conclusões contra-intuivas chacoalharam nossas bases, crenças e fé na bondade humana:
Será que existiria pecuária sem a Amazônia?
Pecuarista tem visão do futuro. 
A pecuária se avança
A própria natureza, através de tempestade de raios, acaba queimando as matas.
Concluímos que o maior culpado do desmatamento é o homem.
O aquecimento global já está aqui.
Sem a Amazônia, o que será do nosso futuro?
Se acabarem as florestas, o que respiraremos?

Por fim, as formulações inusitadas foram uma aula de intuição e contra-intuição:
desmatamento das matas
exclusivamente quase toda
causa muitas consequências
legalizadas perante a lei
onde todos é muita gente
aumento populacional das pessoas
vem surgindo diariamnete, dia-a-dia

O tiro de misericórdia foi: vamos esperar e rezar para Deus, ele sim sabe o que fazer, porque nós somos apenas coadjuvantes aqui na terra.

domingo, 22 de agosto de 2010

Cotidiano

Quando minha gata me acorda de manhã,
sinto o gosto da poeira parada.
Meu humor vê o mundo branco 
e espera o sol dissipar a fumaça.
As parcas folhas amareladas pelo sol
são depenadas pelo vento.
Chove cinzas de queimada
e o banho frio lava a terra suspensa.
De noite se vê os limites do feixe de luz.
Antes de dormir, rezo por um milagre e
sonho com cheiro de chuva e mata molhada.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Palhaço Xuxu

Quando me disseram que haveria circo em Porto Velho, me animei toda. Quando comentaram que era na cachoeira do Teotônio, me empolguei pacas. Quando informaram o horário da apresentação, entrei em conflito com os meus botões, enrijeci a coluna e lamentei que eu tinha cineclube no mesmo horário. Daí as atividades no campus foram suspensas e entrei em estado de graça, porque dava pra ver o Palhaço Xuxu sem conflito de horário.
Pegamos a estrada, passamos a Unir, entramos numa estrada de terra, fomos acompanhados pelo olhar das árvores, passamos por uma vila, levantamos mais um tanto de poeira na estrada marrom e já vimos a lona de circo. 

Em setembro a Cachoeira de Teotônio será descaracterizada em função das usinas hidrelétricas. Não fomos até a beira do rio porque era de noite. Não vimos os ribeirinhos em suas casas que deixarão de existir, mas sentamos debaixo da mesma lona que os ribeirinhos que serão remanejados para a vila na beira da estrada. Rimos junto com as crianças enfeitadas para o evento da noite.
Não que o circo me desperte memórias da infância feliz, nada disso. Descobri o circo depois de atingir a maioridade, divindo a casa com um palhaço. Reconheci alguns números e ideias engraçadas e conversei com o meu palhaço preferido sobre eles. Juntando essa conversa com questões de autoria, tenho a impressão que um número de circo é como uma piada: circulam por aí. Uns sabem contar piadas muito bem, outros nem tanto. Mas no final das contas, não é a piada que impressiona, e sim o modo como foi contada.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

É grave

O reitor da Unir suspendeu as atividades no campus por três dias, devido à fumaça das queimadas. Hoje, quinta e sexta não haverá atividades de ensino, pesquisa e extensão na Unir Campus. A notícia saiu na página da Unir hoje mesmo. A partir das 15:00 de hoje não circularão mais ônibus ligando o Campus com a cidade.

Na Unir Campus o problema da fumaça das queimadas é mais grave que na cidade, porque do lado do campus fica o lixão da cidade. Uma das estratégias de não permitir que a montanha de lixo cresça indefinidamente é queimar tudo. 

E haja pulmão pra suportar tanta poluição. Já ouvi dizer que a poluição em Porto Velho está pior que a de São Paulo. Ouvi dizer também que no ano passado havia 400 focos de queimada no inverno e que nesse ano tem 5.000. O nariz parece petrificado, a garganta engole essa fumaça, a cabeça dói.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Queimadas



Essa queimada aconteceu ontem, dentro do condomínio em que moro. Não sei o que as pessoas têm na cabeça. Não senti nenhum movimento no sentido de apagar o fogo, o que me leva a suspeitar que a queimada tenha sido intencional, não um acidente. Imagino que todos saibam que queimada é crime ambiental. Não só porque acaba com a vegetação local, mas porque polui o ar, já que não queimam apenas mato (queimam lixo tipo plástico, pneu e outras coisas).

Todos reclamam da fumaça, alguns anunciam que vão usar máscaras, outros de fato compram e usam máscaras. Eu ando acordando meio grogue, provavelmente por causa dos gases tóxicos contidos na fumaça que toma conta do ambiente. Tudo (roupa, cabelo, toalha pendurada no banheiro) cheira a queimada. O ar seco é cinza.

Em tempo: temperatura 33°C, umidade relativa do ar de 27% e visibilidade ruim. A chuva seria um milagre muito bem-vindo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Regulagens antigas

Como hoje não precisava levar muito material e eu tinha que estar na Unir às 8:00, - quando o sol ainda não morde a gente, - resolvi ir de Caloi 10 e mochila nas costas. Tive que encher o pneu da frente mais um pouco antes de pegar a estrada.

O ar até tava friozinho, nem cheguei a suar. A mochila não incomodava tanto, mas se as alças que ficam penduradas nas laterais não me açoitassem nas descidas, teria sido melhor. O selim foi descendo com o meu peso e eu fui me sentindo macaco de circo em bicicleta pequena. Na última subida, tive que pedalar em pé pra ter força. 

Nem troquei muito de marcha, nem explorei o potencial de velocidade da magrela. Fui trançando uma rota por entre as pedrinhas, cacos de vidro e outros lixos do acostamento. E como ela é mais leve que a Amarilda, senti bem o deslocamento de ar causado pelos caminhões que passavam por mim em alta velocidade.

Na volta pra casa, fui ajustando a altura do selim e pedalando, mas o nariz dele ainda estava muito alto. Já na BR, o pneu da frente começou a anunciar cada pedrinha com um impacto meio seco e surdo. Descer a maior ladeira com o pneu murcho assim poderia ser perigoso. Troquei a câmara rapidinho, sem ter achado o material que furou a câmara. 

Em casa, fui remendar a câmara. O furo estava numa dobra da borracha perto da válvula. A cola do remendo nem pegou. Pelo fato de não ter encontrado nenhum material cortante no pneu, e ter tido que encher o pneu de manhã, concluo que o furo já era antigo. Para sanar o desconforto da posição na bicicleta, puxei o selim todo mais pra frente. 

Depois que fui e voltei, é que consegui regular a bicicleta.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cortina de fumaça




Às 8:00 da manhã, uma cortina de fumaça esconde o mundo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Smoke on the water

No fim de semana não se via a outra margem do Rio Madeira, de tanta fumaça. De ontem pra hoje o vento levou muita fumaça embora. O horizonte de Porto Velho não está muito diferente do horizonte de São Paulo na estiagem. Um véu cinza borra as bordas da cidade. Lá é a poluição, aqui é a fumaça das queimadas. 

O tempo está muito seco. Se o calor fosse úmido, chovia. Mas não há nuvens de água (só de fumaça e poeira) no céu.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Antes do sol nascer

O despertador tocou às 6:00, mas eu já estava em stand by desde às 4:30. Meu primeiro dia de aula. Começaria dando aula de Língua Portuguesa na Medicina de manhã e daria aula de Redação e Textualidade na Letras de tarde.
Caminhando pelos corredores vazios da Medicina senti o clima de volta às aulas no segundo semestre. No departamento deles, descobri que os estudantes de Medicina pros quais darei aula são calouros e estão recebendo trote nessa primeira semana.

A alvorada está estranha. Não sei se é fumaça, poeira ou neblina, mas um véu leitoso encobre o céu.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O carteiro e os livros

O carteiro que vem da central de correios na Jatuarana me traz as correspondências comuns e livros que pesam menos de 1kg. Ele vem sempre de bicicleta (usa chapéu, óculos escuros e mangas compridas pra se proteger do sol) e me reconhece na rua, quando estou em uma das minhas bicicletas. 

Aconteceu uma vez de chegarem quatro livros comprados e despachados simultaneamente, mas embalados separadamente no correio onde ele trabalha. Mas como eles têm (ou tinham, vai saber) um sistema bem peculiar de entregas, ele me avisou que os livros estavam lá, mas que ele não podia trazer. Fui até a agência, dei de cara com ele e peguei os meus livros.

Quando a Cynthia tava ocupando a casa e eu não, aconteceu de chegarem dois pacotes que o carteiro quis entregar: dois livros pra mim e um pra ela - mas a Cynthia não estava em casa pra receber. Deixou bilhete avisando. Quando a Cynthia foi pegar as encomendas na agência, liberaram o pacote dela, mas não o meu, porque ela não sou eu e ela não tinha o meu RG pra provar que eu sou eu. Argumentou dizendo que morávamos juntas, que o endereço de destino era o mesmo, que eu estava viajando e ela pegaria o meu pacote no meu lugar. Não adiantou. Ao sair da agência, topou com o carteiro. Explicou a situação, ele entendeu e prometeu trazê-los no dia seguinte. Para ter certeza de que ela estaria em casa para receber o pacote, anotou o número de celular dela. E assim os meus livros chegaram em casa.

* * *

O carteiro que vem da central dos correios na Costa e Silva me traz todos os pacotes que pesam mais que 1kg. Esse vem de carro e se espanta com a quantidade de livros que eu compro. Conversamos sobre a rapidez da Fnac, a lentidão das postagens internacionais e suas causas.

Na penúltima entrega, perguntou se era melhor vir de tarde ou de manhã. Respondi que agora que mudou o semestre, mudaram os horários. Levantando o queixo, perguntou (com entonação de afirmação) se eu fazia faculdade. Respondi que eu dava aula e acho que ele obteve uma resposta maior que a pergunta: entendeu por que chegava tanto livro aqui.

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A campainha tocou por volta das 15:30. Tive minhas suspeitas confirmadas quando vi o carro amarelo dos correios estacionado na frente da casa. Abri a porta e vi o carteiro montado em sua bicicleta. Os dois carteiros tinham vindo entregar livros ao mesmo tempo: o da Jatuarana trouxe um pra Cynthia e o da Costa e Silva trouxe dois pra mim.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Der Weg ist das Ziel

É apertado. É muita gente ocupando um espaço desconfortavelmente diminuto. É barulhento, mas o ruído é considerado normal. Funciona como um mecanismo de relógio. O que faz tudo funcionar é a competitividade, a certeza da individualidade, a vontade de vencer - antes mesmo de garantir a sobrevivência. Caminhar aqui significa sumir na massa, acompanhar o fluxo, abrir caminho com os cotovelos. Formas de autodefesa são salto alto pontudo, máscara colorida no rosto, sorriso automático, trava nos vidros, insul filme, buzina estridente e lataria robusta; mas acima de tudo, o medo. Por causa dele, as ações são desconexas, a necessidade de entretenimento é enorme e o foco fica pulverizado. Caminhar aqui significa armar-se constantemente contra os outros.

Também estou armada. Estou munida de memórias, conversas e inquietações. Aos poucos, vou me desprendendo da massa e caminhando por conta própria. Eu decido por onde vou e em que ritmo. O ponto ou o tempo de chegada não importam. É preciso caminhar. Conforme posiciono pé ante pé, percebo como a sola do sapato se desfaz. Deixo um rastro de borracha e os meus pés sentem o asfalto, a terra úmida, a grama macia. As alças da mochila rasgam na altura dos ombros e deposito o peso das costas no chão. Caminho com mais velocidade e leveza, sinto que meus joelhos são molas. As mãos se incham ao lado do corpo, equilibrando a coluna vertebral. Já não há mais pensamento. Já não existe palavra alguma. Sou um corpo em movimento que obedece às irregularidades geográficas, forças eólicas e um relógio biológico.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ciclos

Em Porto Velho pode-se observar um ciclo, que não corresponde necessariamente às estações do ano. Das chuvas eu me lembro muito bem e a seca estamos sentindo agora. Na transição das chuvas pra seca tem o período da poeira e na transição da seca pras chuvas tem a fumaça (das queimadas).

À procura de uma sombra

Akari farejando passarinhos. 
Pouca coisa não foi queimada pelo sol ou pelo fogo. As árvores estão perdendo suas folhas, a grama parou de crescer: há pouca sombra pra se refugiar desse sol bravo.

domingo, 1 de agosto de 2010

De volta

Baterias recarregadas
Pronta pra trabalhar 
Curiosa pra ver mudanças
E vamo que vamo!