terça-feira, 31 de agosto de 2010

Jogo de cintura

Durante a preparação da I Semana de Humanidades, chegamos a pensar em desistir de tudo. Mas aí aprendemos que não é pra se desesperar quando as coisas desandam: é preciso aprender a negociar.

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Estou dando minicurso sobre o "erro" em aquisição de linguagem. Havia 30 vagas, e muitas pessoas não conseguiram se inscrever. Os que me pediram pra entrar foram negados, os que simplesmente entraram, ficaram. No fim, a lista de presença contou 49 participantes.
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A 'exibição de curtas' concorria com 'atividades culturais', e como não estávamos sabendo da confirmação do concerto de violão, programamos uma hora e meia de animações. Confirmado o concerto, reprogramamos nosso repertório para a metade do tempo.

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O último evento da noite era uma conferência sobre o espaço na literatura fantástica. A professora começou a contar um conto de Saramago, em que um rei fica incomodado com tantos mortos enterrados em todos os cantos do reino e decide construir um cemitério central, para onde serão removidos todos os cadáveres pretéritos, atuais e futuros. Nesse momento, apaga a luz. Durante meio minuto reina indecisão. Daí ela pergunta se todos a ouvem, mesmo sem microfone. Sim, e nem precisa gritar.

Os celulares, a tela do computador dela (e viva as baterias de computador) e a vela que o Ricardo pôs aos seus pés iluminaram a conferencista. Quando ela disse que mostraria as imagens do power point dela quando a luz voltasse, a luz voltou.

Um comentário:

bill disse...

Uau,
deve ter sido bem performático!

:D