domingo, 27 de dezembro de 2009

Fungos em mim

Um dia eu acordei com uma coisa vermelha na perna. Parecia uma queimada de cigarro. Não doía, não coçava, nem nada. Imaginei que fosse picada de aranha. Aqui tem tanta aranha que ainda não conheço. Deixei estar.

Aquela ferida foi crescendo, parecendo cada vez mais com um vulcão: bordas necrosadas mais altas, interior mais baixo e com a pele branca de tão morta. Ok, era hora de começar a se preocupar. Pensei o que poderia ser. Cheguei a Chagas. Decobri, na Wikipédia, que só podia ser isso mesmo: assintomático, sem febre, mal-estar, vômitos ou diarréia; só as chagas. Pronto. Agora era só esperar a doença se tornar crônica e viver os próximos 20 anos demenciando. Com essa sentença de morte, resolvi me consultar com um especialista.

Procurei por dermatologistas na lista. Ainda pensei que era bom ser fim de ano, porque muita gente já viajou. Eu não teria filas pra enfrentar. Esqueci de considerar a possibilidade de não haver mais dermatologistas na cidade. Fui ligando de um em um. Doutora Margarida já estava de férias, Doutora Rosana também, sobrou um nome japonês: Katsuyo. Eu já sabia que nomes japoneses terminados em -o podem ser femininos, mas mesmo assim me surpreendi quando uma mulher atendeu o telefone. Podia ser a secretária a atender o telefone. A risadinha de japonês, no entanto, não deixou dúvidas: aquela era a dermatologista. Expliquei que ela era a única dermatologista na cidade. Ela esclareceu que justamente por isso não tinha mais nenhum horário vago. Eu disse a ela que eu tinha medo do desconhecido, ela disse que me ligaria de volta quando tivesse tempo.
Quando eu tava na Unir, o telefone tocou. Era ela, dizendo que tinha uma janela de uma hora. Pedi o endereço, anotei o número da casa dela a lápis na parede da Unir, peguei a minha bicicleta e fui. Pouco antes da estrada de Santo Antônio virar mato, liguei pra ela de novo, pedindo que me dissesse de novo o número da casa dela. Voltei uma quadra e toquei a campainha.

Isso é um fungo. Provavelmente vão aparecer outras marcas em outras partes do teu corpo, antes do remédio fazer efeito. A marca não vai mais sair, então tome cuidado com o sol. Fique tranquila, nunca vi Chagas aqui em Rondônia. Em 3 semanas você já está livre desse fungo.

8 comentários:

Juliana disse...

Oi Lou
que coisa hein?
Os fungos gostam de lugar quente e umido.
vc comentou em outro post sobre mofo.
tem um aparelho que ajuda na umidade do ar, neste caso retira o excesso. Tem tb uns potinhos com um pó branco que são vendidos no supermercado eles ajudam tb. pq sugam a água em excesso do ar e vai para o potinho que vc troca qdo enche.
que bom vc ter ido ao dermato e ser medcada.
[]s

iglou disse...

Aaaaaaaaaaaaaaaahahahaha
então é pra isso que serve aquele disco voador ligado na tomada lá no departamento de línguas vernáculas da Unir!!!! Pra tirar a umidade do ar! Muito obrigada pela alumiação!
Beijus!

Anônimo disse...

então, que remédio que vc tomou?
também estou com isso na perna!

iglou disse...

Não lembro o nome do remédio, mas foram dois: via oral e pomada.
Se não puder ir ao dermatologista, mostre sua perna ao farmacêutico, que ele vai saber te ajudar.

amanda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

onsegui o nome da pomada, melhorou em dois dias!

NOVACORT

Anônimo disse...

Mas qual é o nome dessa pomada milagrosa ??podem partilhar ?

Jorge Ramiro disse...

Para mim era o mesmo, era para comida picante. Isso me deu uma erupção. De qualquer forma eu recomendo que você faça uma consulta com o médico. Existem bons centros de dermatologia em Curitiba.