quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Palhaço Xuxu

Quando me disseram que haveria circo em Porto Velho, me animei toda. Quando comentaram que era na cachoeira do Teotônio, me empolguei pacas. Quando informaram o horário da apresentação, entrei em conflito com os meus botões, enrijeci a coluna e lamentei que eu tinha cineclube no mesmo horário. Daí as atividades no campus foram suspensas e entrei em estado de graça, porque dava pra ver o Palhaço Xuxu sem conflito de horário.
Pegamos a estrada, passamos a Unir, entramos numa estrada de terra, fomos acompanhados pelo olhar das árvores, passamos por uma vila, levantamos mais um tanto de poeira na estrada marrom e já vimos a lona de circo. 

Em setembro a Cachoeira de Teotônio será descaracterizada em função das usinas hidrelétricas. Não fomos até a beira do rio porque era de noite. Não vimos os ribeirinhos em suas casas que deixarão de existir, mas sentamos debaixo da mesma lona que os ribeirinhos que serão remanejados para a vila na beira da estrada. Rimos junto com as crianças enfeitadas para o evento da noite.
Não que o circo me desperte memórias da infância feliz, nada disso. Descobri o circo depois de atingir a maioridade, divindo a casa com um palhaço. Reconheci alguns números e ideias engraçadas e conversei com o meu palhaço preferido sobre eles. Juntando essa conversa com questões de autoria, tenho a impressão que um número de circo é como uma piada: circulam por aí. Uns sabem contar piadas muito bem, outros nem tanto. Mas no final das contas, não é a piada que impressiona, e sim o modo como foi contada.

Um comentário:

bill disse...

Que legal.

fiquei com vontade de conhecer esse Palhaço Xuxu.