domingo, 28 de agosto de 2016

sábado, 27 de agosto de 2016

Visita ilustre

Edna Castro, grande teorizadora sobre Amazônia, esteve em Porto Velho e passou por aqui. Participou de conversas com pesquisadores, deu Aula Magna para o curso de Ciências Sociais e participou de uma mesa com o Luis no MIMCAB (Migração, Memória e Cultura na Amazônia Brasileira). Como Luis e eu tínhamos feito o documentário Entre a Cheia e o Vazio (de que Edna participou), ela me considerou como cineasta e trouxe uma caixa cheia de filmes dela e da filha dela. Já pensamos em articular uma mostra de cineamazônia!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Festinha

De olho no bolo. Foto: Berenice Tourinho
Apesar da previsão de 27mm de chuva, fizemos churrasco e chamamos umas 30 pessoas. Veio metade disso, o que foi bom, porque coube todo mundo confortavelmente dentro de casa quando começou a tempestade.
Foto: Berenice Tourinho
A integração entre os nossos convidados, vindos de universos sócio-culturais tão distintos, foi o mais bacana de observar.
Foto: Berenice Tourinho
E achei bom também deixar a Agnes no colo da Ana Carolina (muito empenhada em segurar a menina sem que ela chorasse e bastante curiosa em relação à maternidade) e da vizinha (já mãe de crianças maiores, que ganhou fama aqui de "encantadora de bebês").

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

4 meses

Ói nóis aqui traveis
Como passa rápido!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Regularizou

Ontem entreguei o último vidro de leite congelado pra Iracema, do Banco de Leite Humano. No auge da minha produção, ela levava 4 vidros de 300ml por semana, o que dá um pouco mais de um litro. Daí baixou pra 2 vidros grandes e um pequeno, 2 grandes, e ontem ela levou um pequeno que passei a semana inteira enchendo.

Com muita dó de deixar de doar, expliquei que não está mais sobrando leite, que Agnes toma tudo. A melhor hora pra tirar leite é de madrugada, mas eu não consigo mais acordar antes dela, pra tirar leite. Iracema entendeu perfeitamente e disse que a grande maioria das doadoras só vai mesmo até o terceiro mês de vida do bebê, que é quando a produção de leite se ajusta às necessidades da criança.

Por um lado me sinto aliviada, porque é uma tarefa a menos no meu cotidiano (e agora, mais pro fim, quando eu tirava leite antes de dormir, saía tão pouquinho que eu dava risada, mas também agoniava: quantas vezes vou ter que tirar ainda, pra encher aquele copo?), mas por outro lado me sinto mal em relação às crianças que deixam de receber o meu leite. Espero que outras mães assumam o meu lugar.

domingo, 7 de agosto de 2016

Shantalla e banho de balde

Ontem Agnes e eu participamos de uma oficina no Araripe de Shantalla (massagem indiana no bebê) e ofurô, que é o nome chique para banho de balde. Éramos sete mães com seus respectivos bebês com idades entre 1 e 5 meses. Imagina a choradeira em coro. Quando um começava, os outros embalavam a chorar.
Foto: Isabela
A massagem eu já sabia fazer, mas não fiz muito, porque Agnes me dava a entender que apenas tolerava a massagem nos membros (barriga e cabeça não tinha jeito).
Foto: Isabela
Ali no Araripe não foi muito diferente. E lá o mais interessante pra ela eram os outros bebês. Ela chorava, eu pegava no colo e ela ficava olhando todo mundo. Se deitasse, ela chorava de novo.
Foto: Isabela
O banho de balde absolutamente não foi relaxante (do tipo que o bebê dorme) pra nossa pequena. Ela ficava se divertindo, batendo na água. Mais ou menos como ela faz quando toma banho de banheira.

Quando chegamos em casa, ela dormiu por 3 horas direto - o que nunca acontece de dia.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Seminário do PIBIC

Hoje teve início o Seminário Final do PIBIC (Programa institucional de Bolsas para Iniciação Científica). Este ano, o PIBIC completa 25 anos na UNIR. Eu apresentei um projeto sobre linguagem na afasia e quatro Planos de Trabalho, executados por cada um dos meus orientandos. Dois são da Medicina e dois das Letras. O PIBIC dura 1 ano e eu engravidei, fiquei de repouso e de resguardo nesse tempo. Os meninos tiveram que desenvolver sua autonomia - tanto para ir a campo e interagir com sujeitos afásicos como para fazer suas leituras.
Fábio

Fábio estudou a relação do sujeito afásico com sua afasia e percebeu que afasia é muito mais que um distúrbio de linguagem, mas uma questão social. Estudante de Medicina, percebeu como o diagnóstico e a tipificação da afasia não ajudam a compreender o sujeito afásico, nem a desenvolver terapias compatíveis.
Maurício
Maurício se concentrou nos gestos de um dos sujeitos afásicos - tema muito pouco estudado por linguistas, já que não concentra no verbal, mas na comunicação não-verbal. A maior dificuldade dele foi encontrar bibliografia que tratasse do gesto que acompanha ou substitui a fala/ a palavra. Estudante de Letras que está aprendendo Libras, entendeu que os gestos do sujeito afásico são como os nossos gestos de cada dia.
Stefânia
Stefânia entrevistou duas fonoaudiólogas para entender como elas lidam com o diagnóstico de afasia dado pelo médico e como elas fazem a avaliação de linguagem para desenvolver a fonoterapia. Entendeu que os testes de linguagem avaliam muitas coisas, até mesmo linguagem, mas nunca a linguagem toda, apenas fragmentos ou tarefas (repetir palavras, circular palavras, enumerar coisas etc.). Estudante de Medicina, envolveu-se com as questões de terapia individualizada.
Emanuelly
Emanuelly estudou o que chamamos de "linguagem possível", ou seja, estratégias linguísticas do sujeito afásico para contornar seu problema de linguagem. O achado mais interessante do trabalho dela foi quando, envolvido numa brincadeira em que o sujeito afásico tinha que dizer o nome dos objetos que apalpava numa sacola preta, o sujeito afásico indicou o número de sílabas da palavra que dá nome ao objeto. Estudante de Letras que também estuda Libras, ficou sinalizando com o Maurício os nomes dos objetos dentro da sacola.
A mais jovem pesquisadora
E apesar de eu estar de licença maternidade, a presença do orientador era imprescindível. Eu poderia ter pedido para alguém me substituir, mas quem é que estuda afasia na UNIR? Fomos com a Agnes, que já foi apresentada a meio mundo.
O quarteto fantástico
Estou bastante orgulhosa dos meus orientandos que não iniciei no fazer científico em si (discutir ciência, afinidades teóricas, ensinar a técnica de escrever: como citar, como referenciar etc.), mas que eu certamente envolvi num grande problema que eles gostaram bastante de debulhar. Senti que os dois de Medicina se envolveram bastante com os sujeitos afásicos e suas realidades e que os de Letras se envolveram com os dados que estes sujeitos lhes ofereceram.

Foram feitas muito poucas perguntas por parte da banca, e foram dadas mais orientações técnicas ("isso não é conclusão, mas resultado", "Na metodologia você não deixa claro que se trata de um estudo de caso" etc.). Isso tem a ver com a área em que os trabalhos foram inscritos: Vida e Saúde. Os professores da banca eram mais familiarizados com questões de genética, saúde do trabalhador e biologia que afasia e portanto aproveitaram pouco os trabalhos dos meus orientandos.