quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O carteiro e os livros

O carteiro que vem da central de correios na Jatuarana me traz as correspondências comuns e livros que pesam menos de 1kg. Ele vem sempre de bicicleta (usa chapéu, óculos escuros e mangas compridas pra se proteger do sol) e me reconhece na rua, quando estou em uma das minhas bicicletas. 

Aconteceu uma vez de chegarem quatro livros comprados e despachados simultaneamente, mas embalados separadamente no correio onde ele trabalha. Mas como eles têm (ou tinham, vai saber) um sistema bem peculiar de entregas, ele me avisou que os livros estavam lá, mas que ele não podia trazer. Fui até a agência, dei de cara com ele e peguei os meus livros.

Quando a Cynthia tava ocupando a casa e eu não, aconteceu de chegarem dois pacotes que o carteiro quis entregar: dois livros pra mim e um pra ela - mas a Cynthia não estava em casa pra receber. Deixou bilhete avisando. Quando a Cynthia foi pegar as encomendas na agência, liberaram o pacote dela, mas não o meu, porque ela não sou eu e ela não tinha o meu RG pra provar que eu sou eu. Argumentou dizendo que morávamos juntas, que o endereço de destino era o mesmo, que eu estava viajando e ela pegaria o meu pacote no meu lugar. Não adiantou. Ao sair da agência, topou com o carteiro. Explicou a situação, ele entendeu e prometeu trazê-los no dia seguinte. Para ter certeza de que ela estaria em casa para receber o pacote, anotou o número de celular dela. E assim os meus livros chegaram em casa.

* * *

O carteiro que vem da central dos correios na Costa e Silva me traz todos os pacotes que pesam mais que 1kg. Esse vem de carro e se espanta com a quantidade de livros que eu compro. Conversamos sobre a rapidez da Fnac, a lentidão das postagens internacionais e suas causas.

Na penúltima entrega, perguntou se era melhor vir de tarde ou de manhã. Respondi que agora que mudou o semestre, mudaram os horários. Levantando o queixo, perguntou (com entonação de afirmação) se eu fazia faculdade. Respondi que eu dava aula e acho que ele obteve uma resposta maior que a pergunta: entendeu por que chegava tanto livro aqui.

* * *

A campainha tocou por volta das 15:30. Tive minhas suspeitas confirmadas quando vi o carro amarelo dos correios estacionado na frente da casa. Abri a porta e vi o carteiro montado em sua bicicleta. Os dois carteiros tinham vindo entregar livros ao mesmo tempo: o da Jatuarana trouxe um pra Cynthia e o da Costa e Silva trouxe dois pra mim.

4 comentários:

Mônica disse...

OI, Lou

Nada a ver com o post: curiosidade de gateira, mesmo. Vc sentiu saudades da Akari? Ou ainda está na fase de que, fora de casa, desliga-se de tudo mesmo?

Ah! Acho que vou fazer propaganda do quarto para quem quiser emprego fora de SP: Márcia foi contratada como intérprete em MG.

bjs

iglou disse...

Mônica,

como eu sabia que a Akari tava bem guardada, nem pensei nela nos primeiros 14 dias. No último dia é que bateu a saudade.

Puxa,a Márcia mal chegou e já se foi? Bom, agora você tem uma amiga em Minas!

Kapa disse...

No outro dia vim aqui e comentei sobre um livro que vi e me fez lembrar o seu blog. Como não vejo o comentario em lugar algum, o mais provável é ter mesmo não o ter publicado.
O livro : Diário da Bicicleta de David Byrne (não li, só me cruzei com ele na Fnac e achei que deve ser interessante)
Hoje lendo a programação cultural aqui da cidade me cruzei com uma reportagem, se ficar com curiosidade espreite: http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/aglx_ago10.pdf
K

iglou disse...

Oi, Kapa
lembro de ter recebido um e-mail do seu comentário, mas confesso que não conferi se ele foi publicado no blog. Era sobre a menina e a lagartixa que estão num quadro descrito por Bernard Schlink, né?

Enfim, o livro do David Byrne foi o estímulo para que se organizasse no Apocalipse Motorizado um festival de produções escritas (poesia, prosa, o que fosse) com o tema 'diários de bicicleta'. Eu mandei dois relatos (um de viagem e outro de terapia através da bicicleta), mas não levei o prêmio (que era o livro do David Byrne).
Toda essa estória explica por que também eu ainda não li esse livro.