quinta-feira, 30 de junho de 2016

Parei de comprar fraldas

Ontem chegaram as últimas fraldas de pano que comprei pela internet. Agora que Agnes tem 21 fraldas de pano modernas, nunca mais precisarei comprar fraldas (porque mesmo para os dias pós-vacina, ainda tenho muitas fraldas descartáveis).

Optei pelas fraldas ecológicas porque não vazam (importante!), deixam a pele respirar, não assam, não poluem o planeta com excesso de lixo e acompanham o crescimento da criança, de modo que economizamos dinheiro. Passei muito tempo pesquisando fraldas de pano na internet e acabei experimentando e optando por duas marcas: Nós e o Davi e Dipano. Existem outras marcas, como Fralda Madrinha, Fralda Bonita (de Gramado!!!), Fio da Terra e Morada da Floresta.

Agora Agnes tem grande variedade de tecidos à disposição - tanto internos como externos. Ok: as fraldas de pano pocket são compostas por duas partes: a capa e o absorvente.

Nós e o Davi:

As "fresquinhas" têm a capa externa em material de biquíni (a parte colorida) e a parte interna em dry-fit. Esse tecido me parece ser o mais bem escolhido para interiores de fraldas, porque deixa o líquido passar (e ser absorvido pelo absorvente), segura o resto e solta o cocô facinho na água. A Nós e o Davi tem absorventes em melton (parece uma flanela) que precisam ser dobrados no meio e inseridos no bolso da fralda (por isso pocket).
Interior de dry-fit
 As de pano vêm com duas possibilidades de interior: algodão e microsoft.
Interior de algodão
Interior de microsoft
Essa da foto de cima é uma "noturna", um pouco maior, com absorvente mais comprido. Ainda não colocamos na Agnes, porque ela é muito grande e parece envergar a coluna da menina. A capa externa das noturnas é em minky, que parece fleece. Se aquece de noite, não sei.

Nós e o Davi fica em Santa Catarina e assim que as fraldas chegam, eles mandam textos e vídeos instrutivos de como cuidar das fraldas (como lava, seca, dobra etc.).

Dipano:

As fraldas Dipano todas têm a capa externa em PUL (que é uma sigla), que é um material que não se produz no Brasil. Todos os interiores das capas dessa marca são em microsoft. O que as diferencia (além da cor ou estampa) é o fecho. Comprei as de velcro para facilitar a vida do Luis.
Fecho de velcro
Porque as de botão têm muito botão pra escolher:
Fecho de botão
Dipano fica em São Paulo e eles mandam dois absorventes para cada fralda. Como não precisa dobrar esses absorventes e eles não me arrepiam quando molhados, prefiro usar todos os absorventes Dipano (inclusive nas fraldas Nós e o Davi).
Agora a máquina de lavar trabalha todos os dias. A maquinada da noite (com enxágue duplo) é a das fraldas da Agnes.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

MaRvada vacina

Assim que nasceu, Agnes tomou pelo menos três vacinas: BCG (contra tuberculose), hepatite B e gripe H1N1 (que eu também tomei, não teve jeito). A marca no braço dela infeccionava e sarava, até ela completar 2 meses.

Aos 2 meses iniciou-se o calendário de vacinas dela. Por coincidência, Luis tem uma aluna, Thaís, que é vacinadora. Quando Luis viajou, Thaís e eu fomos no posto onde ela trabalha, pra tomar 4 vacinas: três agulhadas na perna e gotinhas na boca. Difteria, tétano, coqueluche, meningite, poliomielite, pneumonia, otite e rotavírus. Não sei como tudo isso está distribuído, mas Thaís disse que a última injeção, a mais dolorida, continha 5 vacinas.

Claro que Agnes chorou, claro que ela berrou. Esperamos que ela se acalmasse e entramos no carro. Logo ela adormeceu, exausta. A vacinadora do posto tinha dito que nos 4 dias seguintes a criança vai eliminar os vírus pelas fezes (e tem umas vacinas aí com o vírus vivo) e que por isso eu tinha que jogar as fraldas fora logo, não deixar no lixo no quarto. E tinha que dar banho depois de cada cocô, o que significaria uma boa média de 5 banhos por dia durante 4 dias. E Luis viajando.

Me dei conta que eu não poderia continuar usando as fraldas ecológicas e precisava voltar a comprar fraldas descartáveis. Com Agnes dormindo no carro, comprei R$ 100,00 em fraldas. Thaís disse que quando Agnes acordasse, ia chorar muito, porque a vacina "dá reação" em muitas crianças. Se ela tivesse febre, era pra dar paracetamol.

Chegamos em casa e Thaís fez compressa fria nas pernas da Agnes que, apesar do susto, sorria pra nós. Thaís foi embora e Agnes adormeceu de novo.

Quando ela acordou, chorou por 3 horas. E eu não sabia por que. Troquei fraldas, ofereci o peito mais de uma vez, fiz compressas, nada adiantava. Ela gritava tanto como no dia em que nasceu de cesárea e ficou sem mãe ou peito até a mãe se recuperar da anestesia. Percebi que eu não podia mudar a menina de posição, que todo o corpo dela doía terrivelmente. Pelo whatsapp Luis mandou dar tylenol. Tem aí, ele escreveu. No desespero, abri uma embalagem de remédio em que estava escrito algo com as letras t - y - ol e "paracetamol" e "alívio de dor e febre". Dei 6 gotas, porque Agnes pesa 6 kg.

Parou de chorar meia hora depois e dormiu. Uma hora depois acordou, mamou tudo que tinha nos meus peitos e depois de mais uma hora voltou a gritar de dor. Dei mais cinco gotas, chorando junto com ela, porque imaginei que isso nunca teria fim. Eu não queria entupir a menina de analgésico.

Dormiu no meu ombro e não tive coragem de tirá-la de lá. Conversei com as mães do grupo Araripe sobre essa primeira vacina e foram unânimes: dá reação. O que Agnes não teve foi febre e dor nas pernas - ou se teve, estavam junto e misturados com a dor generalizada. Outra coisa que vem no pacote da "reação" - que ninguém tinha me explicado o que é exatamente - é enjoo. Isso ela também não teve, porque mamou bem. Conversei com o Luis, no meio do congresso, e quase decidi nunca mais vacinar a nossa filha contra nada. O atual programa brasileiro de vacinas conta com 18 vacinas até o primeiro ano de vida. Essa, de três injeções e gotinhas, é repetida aos 4 e aos 6 meses de vida.

Ainda com a Agnes no ombro, pedi pra Berenice um contato de uma pediatra de confiança dela. Conversei com a pediatra e ela disse que não tinha muito que fazer. Quando me enrolei com os nomes do remédio que eu tinha dado (dipirona, tylenol, paracetamol pra mim eram tudo a mesma coisa e coincidentes com aquilo que eu tinha dado a ela), ela alertou que existe um similar do tylenol - não é nem genérico - que não faz muito efeito. Quando finalmente deitei a menina no berço, fui ver o que estava escrito na embalagem do remédio que eu tinha dado: "tyledol (paracetamol) sabor tangerina".

Luis descobriu que pela rede particular existem vacinas acelulares, ou seja, que contêm o antígeno, não o vírus/ a bactéria e por isso não dão reação. Lendo sobre vacinas, descobri que na rede pública algumas vacinas são multidose: uma vacina serve pra muita gente, por isso precisa ser conservada de maneira diferente e contém derivados do mercúrio... Por fim, tem a questão do preço. Uma das mães Araripe escreveu no whats que a vacina de meningite custava, com desconto e sem nota fiscal, R$ 700,00.

O capetalismo é do mal, mesmo. Você quer evitar que seu filho sofra dor no corpo, mas vai ter que pagar (caro) por isso. Depois que tudo aconteceu, percebemos que vacinar a criança não é uma coisa simples e teria exigido de nós um trabalho de pesquisa anterior - que não fizemos porque ninguém nos avisou o que a vacinação envolve.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

2 meses

Maria Nayara, Agnes Maria e MaryLou
Hoje, 16 de junho, Agnes Maria completa 2 meses de vida. Já interage super comigo, sorrindo e emitindo sonzinhos fofinhos. Gosta de sorrir especialmente quando está em fraldas e roupas limpas. Hoje Luis viu a menina tirando a chupeta da boca e segurando-a na mão (ela ainda não consegue botar de volta na boca...).

Primeiro a gente queria fazer festa de 15 dias e convidar todo mundo que a gente conhece, pra celebrar o milagre que é essa menina. Aí o tempo ficou apertado e decidimos fazer festa de um mês. Dois dias antes da suposta festa de um mês, fomos com a Agnes no casamento da Paula e decidimos que ainda era muito cedo pra fazer festa, mas nos propusemos a fazer festa de 50 dias. Aí o pediatra disse que eu não deveria expor a criança, nem sair de casa com ela. Você é mãe, você deve proteger sua filha. Pronto. Agora quem quiser ver a Agnes vem aqui.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sou doadora de leite

Porque eu tenho um tipo de sangue raro (A-), tentei doar sangue mais de uma vez. Toda vez que eu ia no Hemocentro da Unicamp, me mandavam de volta pra casa, com a missão de comer mais feijão porque tem ferro. Diziam que se tirassem sangue de mim, eu ficaria anêmica.

Agora estou produzindo mais leite que Agnes consegue processar. Desde que aprendi a ordenhar o peito, tenho tirado leite todos os dias e jogado fora. Como tem muita gente que por alguma razão não consegue/pode amamentar, me sinto na obrigação de doar esse leite excedente.

Hoje veio a mulher do Banco de Leite. Esperei quase três semanas pela vinda dela. Ela me devolveu o meu cartão de gestante e me entregou dois frascos esterilizados num kit coleta: máscaras, toucas, etiquetas e os dois frascos pra semana inteira.
A primeira coleta de leite foi direto no frasco que ela me trouxe. Agora ele está datado e guardado no congelador. As coletas seguintes acontecerão num outro frasco que eu mesma vou esterilizar e o leite será adicionado ao congelado. Até completar o frasco. Aí começa o segundo e logo a mulher volta aqui pra levar esses dois e me trazer outro kit coleta.

sábado, 11 de junho de 2016

Sobre fraldas

Putz papo cabeça, né? Mas é o que me ocupa os pensamentos ultimamente.

No começo, Agnes era recém-nascida e a gente comprava fraldas RN, tanto Pampers como Huggies (da Turma da Mônica). Mas aí comecei a achar que as Huggies RN estavam ficando pequenas e resolvi usar as Pampers tamanho P que a Rafaela tinha nos dado antes da Agnes nascer. Essas eram enormes, a gente demorou um pouco a entender o que era frente e o que era atrás e o pior: elas espalham o cocô. As Huggies tamanho P não são do mesmo tamanho que as Pampers P. Não espalham o cocô, porque a textura do absorvente é similar à do modess. Mas vazam. Na roupa da Agnes e às vezes até na minha roupa.

Se essas são as melhores marcas de fraldas descartáveis, qual alternativa tenho? Fraldas de pano. Não do tipo que dobra segundo os ensinamentos da avó e prende com alfinete, mas ainda assim, fraldas de pano (modernas). Comprei uma pra experimentar. Quando ela chegou pelo correio, fiquei preocupada com o tamanho dela.

A maioria das roupas da Agnes cabe nela com essa fralda de pano. Ela é composta de duas partes: essa que se vê (em material de biquíni com forro dryfit) e uma flanela dobrada, chamada de absorvente, que vai dentro dela.
Pedi mais fraldas porque como são ajustáveis, podem ser usadas até a criança não precisar mais de fraldas; e porque não vazam. O tecido dryfit deixa o líquido passar pro absorvente e o resto fica ali, dentro dos limites da fralda.

A vantagem das descartáveis é que são descartáveis e que o gel dentro da fralda incha quando entra em contato com líquido. Assim eu sempre sei quando é preciso trocar a fralda. A fralda de pano não avisa que a criança fez xixi.

A desvantagem das descartáveis é que são descartáveis. Um pacote acaba muito rápido e pra onde vai esse lixo todo? Outra desvantagem é que vazam ou espalham o cocô (do umbigo à lombar). Por fim, tem a questão do preço: os produtos ecológicos (estou pensando no coletor menstrual e no Biowaschball), você compra uma vez e potencialmente usa pra sempre. O preço de cada fralda de pano (que dura enquanto a criança precisar usar fraldas) equivale ao preço de um pacote de fraldas descartáveis (que acaba em poucos dias).


sexta-feira, 10 de junho de 2016

A função do polegar opositor

Semana passada Agnes descobriu que tem dedos na mão direita. Provou todos e elegeu um como o seu preferido: o polegar opositor, tão comemorado pela humanidade, assumiu a função de substituto de chupeta.

domingo, 5 de junho de 2016

Sorriso, riso e risada

Desde o início, mas provavelmente não ainda na maternidade, Agnes Maria sorri quando mama e quando dorme. Aí depois notamos que ela dá gargalhadas audíveis, mas somente enquanto dorme.

Agora, que ela acompanha a gente com o olhar e já sabe procurar o meu rosto quando a deito no meu colo com as costas voltadas pra mim, ela está direcionando o sorriso e o riso para mim. Especialmente de madrugada, quando ela fica acordada olhando o mundo, eu sento na cama com as costas apoiadas, flexiono os joelhos e sento a menina nesse vale que se forma entre o meu rosto e os meus joelhos. Com os rostos na mesma altura, brincamos de fazer caretas (o repertório dela é bem maior que o meu).

Desculpem o clichê, mas a primeira vez que ela sorriu pra mim, meu coração derreteu e minha alma se iluminou. É sempre a mesma sensação como aquela que senti quando, muito tempo atrás, olhei pra ela no berço e senti, pelo olhar dela, que ela me reconheceu. É como se Agnes percebesse que não sou nem uma extensão dela, nem um suporte que caminha ou um peito que dá leite. É como se ela percebesse que eu sou a mãe dela.

Essa postagem não tem foto dela sorrindo, porque esses momentos ainda são muito raros e curtos.