domingo, 30 de setembro de 2007

Jardim Botânico

Domingão, dia de pegar a estrada de bicicleta, porque o volume de carros é menor. Assim ouço menos buzinadas, concorro com menos carros nas vias de acesso e vou mais tranqüila. Olhei pra Rosa, minha Caloi 10, e notei que o pneu da frente estava no chão. Quando montaram as bikes, a Amarilda também tava com um pneu furado. Hm. Como eu tinha enfiado na cabeça que eu ia de Rosa e não Amarilda, remendei a câmera e bravamente enchi o pneu fininho na bomba de mão.

Peguei a estrada pra Mogi, a Adhemar de Barros, entrei em Jaguariúna e tomei um caldo de cana. E agora? Volto pra casa? Sigo pra Amparo, Pedreira e volto pela D. Pedro? Resolvi continuar, em direção a Amparo, e logo vi placas indicando o Jardim Botânico. Opa! É isso mesmo! As placas acabaram, e dei de frente com uma fazenda enorme. Deve ser aqui, só preciso achar a entrada. Achei uma entrada, mas logo percebi que se tratava de propriedade privada. Perguntei ao guardinha onde era o Jardim Botânico. Ele riu e me informou que estávamos no bairro chamado Jardim Botânico.
- E agora, como faz pra voltar pra Campinas?
- Tem dois caminhos: ou cê pega a estrada aqui e sai na Motorola da estrada de Mogi, ganhando tempo, ou cê volta pela cidade e dá aquela volta toda, aí fica a seu critério.
- Mas essa bicicleta não é boa pra estrada de terra.
- Não é muito não, é um quilômetro, só.
Foi um quilômetro de caminhada, porque além das pedrinhas, tinha muita areia na estrada. Bom, aproveitei o passeio para fotografar a paisagem.
A maior parte do caminho era delimitada por cercas dos dois lados. Atrás das cercas se estendem fazendas enormes.
Vi queimadas que provavelmente não aconteceram por acaso. Essa ainda soltava fumaça.
Vi esse Ipê velho, quase sem flores.
Quando cheguei na Motorola, veio o asfalto e calor que vem de baixo. Dos lados, canaviais. Me senti em Ribeirão Preto, a cidade mais quente do estado de São Paulo e forte produtor de cana.
Já na estrada de Mogi, parei pra fotografar a Paineira. Quando eu era criança, colecionava este algodão e fazia travesseiros pras bonecas, com as quais eu nunca brincava. Ao menos dormiam bem...

Antes do pedágio, topei com um pé de Cinamomo. Maravilha! Essa é a árvore da minha terra! No Rio Grande do Sul o ar tem cheiro de Cinamomo...

Cigarras: casa vazia


Som de cigarra cantando até morrer. Casca de cigarra agarrada na árvore. E viva a vida pacata de Barão Geraldo!

sábado, 29 de setembro de 2007

Onde ponho a minha bicicleta?

Depois de um ano algumas coisas mudam, é preciso admitir. Eu ia com a Amarilda no Shop. D. Pedro e deixava ela no estacionamento de motos e bicicletas. Eu sabia que a Amarilda estava em boa companhia, sendo vigiada, e ela me rendeu até uma amizade inesperada com o Leandro, que trabalhava na guarita.
Fui no D. Pedro e puxa, não tem mais estacionamento pra motos onde eu o calculava. Perguntei pro motoqueiro onde era o estacionamento. Lá embaixo. Beleza. Fui. Não há nenhuma placa indicando que aquela é a entrada para o estacionamento de motos. Tinha um estacionamento de motos bonitão, coberto, com guarita e cancela e até tabela de preços. Perguntei se bicicleta também pagava. Não, mas cê é funcionária? Então não é aqui. Tá vendo aquela casinha verde lá longe, depois da pista de kart? É lá. Bufando, fui lá. Nenhuma placa indicando o estacionamento de bicicletas. Nenhum telhadinho pra proteger a Amarilda do sol escaldante. Nenhuma bicicleta no estacionamento de bicicletas. Portão fechado. Chamei o guardinha na casinha verde. É aqui que eu ponho a minha bicicleta? Olha, moça, esse é o meu primeiro dia aqui, então eu acho que o certo seria você pôr ela lá com as motos, porque não tem diferença, né. A única diferença é que a moto tem motor, não é, e a bicicleta não tem motor. Então, o moço de lá me mandou pra cá, por isso que eu tô aqui. Ah, foi? Então prende a sua bicicleta aí, que eu olho ela.
Voltei lá no estacionamento de motos e notei que há lá uma parede com armários. Se o cabra traz um cadeado, tem onde guardar o capacete, que genial! Ei! Ciclista também usa capacete!!! Conversei de novo com o mesmo guardinha. Homem, não é possível que eu seja a única pessoa que vem de bicicleta pra esse lugar! Cadê as outras bicicletas? Tão ali, mas ali a entrada é de funcionário. Funcionário passa o cartão e a cancela abre. Você não é funcionária daqui, não pode deixar a bicicleta ali. Olhei pro estacionamento de bicicletas de funcionários. Não tinha sombra nem telhado, muito menos armário.
Então quer dizer que só funcionário e eu vem de bicicleta pro Shopping D. Pedro!

Sibipiruna

Outra árvore de grande porte que está em flor é a sibipiruna. Tem uma na frente de casa. Se não tivesse, a nossa vida seria menos grudenta. Sim, porque não só as flores, como também as folhas têm uma cola que gruda na sola do sapato, até quando trazidas pra dentro de casa. Aí a cola perde o seu efeito e as folhas e flores se espalham pelo chão clarinho da casa.

Jacarandá


Por que não registrar o que está em flor agora, neste momento? Jacarandás deixam um tapete lavanda-perfumado embaixo de si e alegram ruas inteiras, quando enfileirados.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O botão que desliga

A vida em república, além de todas as coisas boas que oferece, é uma constante prova de tolerância. Não é só o espaço físico que é dividido, são também as coisas, os tempos e os hábitos. Dividir espaço pesa menos no bolso, certamente, mas tem os seus incovenientes, atrelados aos hábitos da pessoa com que se divide o quarto, por exemplo. Enquanto a colega de quarto dorme, não posso trabalhar no quarto. Dividir o único cabo da Internet é um exercício de paciência de todas as partes envolvidas. Esses são exemplos que exigem a tolerância dos moradores da república. Outros exemplos, como a apropriação indevida de bens privados, mal uso alheio de bens privados (a maioria dos bens privados destinados ao uso público é minha), louça suja se acumulando na pia e a TV ligada sem que haja uma alma viva na sala são coisas que me irritam. Deixo a louça suja na pia e o meu medidor Fuca que virou instrumento de percussão de lado para me concentrar no botão que desliga a TV.

Me irrita profundamente que as pessoas têm um certo receio de apertar o botão que desliga a caixinha que projeta imagens e sons. Por que desligar a TV ao sair da sala é um gesto tão definitivo? Por que o vazio se instancia na casa toda quando a TV é desligada? Esse vazio não é interpretado como alívio, mas como abandono. Sem TV, não há companhia. Por que o ser humano é tão carente assim, que tem medo de desligar a TV?

Por que se deixar embalar no sono pela TV? Eu sempre desligo a luz antes de dormir, e creio que a maioria das pessoas também faz isso. Mas quem deita num dos 4 sofás da sala da Oca não se preocupa em desligar a TV antes de adormecer. E o pior é que a pessoa acorda quando eu vou lá, desligar a caixinha falante. O que a TV está substituindo para essas pessoas que não gostam de desligá-la? A mãe que conta estórias de ninar? A/o amiga/o ou companheira/o que conta o que lhe aconteceu durante o dia? A imaginação do que fazer com seu tempo livre?

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Rosso come il cielo

Aqui vai o link pro filme italiano. Este foi o primeiro filme que eu vi, de volta ao Brasil. Escolhi o Cine Jaraguá pra minha estréia, e o sorriso do moço que controla os bilhetes na entrada foi recompensador: você voltou!

Me identifiquei bastante com Mirco, o protagonista, que sofre um acidente bobo o fica cego. Ele precisa ser removido de sua escola em Pisa para um internato para cegos em Gênova. Tudo muda, não só o lugar. O acidente é encarado como uma tragédia. Mas as pessoas, a solidariedade de outros meninos cegos, a amizade com Franccesca e o modo como ele, um cego, faz cinema, são encarados como um presente.
Além de poder ouvir italiano novamente, ver as paisagens deslumbrantes, as ruelas e pessoas lindas deste país, pude apreciar um bom filme.

É nesta cena do pôster, em que os dois estão em cima da árvore, que Mirco descreve a cor azul: é como vento batendo na tua cara quando você anda de bicicleta.

Dia Mundial na Cidade SEM meu Carro

Passeio Ciclístico é a primeira idéia que vem à mente de qualquer pessoa da Emdec quando pensa em dia sem meu carro. É fácil de organizar, vai ter público, as pessoas gostam, é divertido. Mas não abala as convicções de ninguém. No máximo, aborrece os motoristas que não estavam sabendo que tal rua seria fechada em tal dia e horário prum comboio de ciclistas passar.Pois neste ano o público foi pequeno. Não se sabe se foi porque era sábado às 8:30 da manhã, ou porque o Passeio foi mal divulgado, ou porque está muito quente e seco. Eu diria que não vieram mais de 150 pessoas. O Correio Popular disse que vieram 300 ciclistas.

Eu fiquei encucada com uma coisa: não reconheci nenhum ciclista além de dois cicloativistas. Um era o Ricardo, que eu tinha conhecido no dia anterior, e que tinha vindo de carro pra Lagoa do Taquaral. Boa maneira de celebrar o Dia Mundial Sem meu Carro na Cidade. Vai um desconto pra ele, porque eu sei que ele estava na organização do Pedalando 24 horas Contra o Aquecimento Global, que começaria às 13:00 ali também, na Lagoa. O outro é o Topinel, velho de guerra:
Conversei bastante com o Topinel, que ficou feliz em me ver de volta. Notei que ele sempre se referia ao Carlos. Pensei em chamar o Carlos, eu queria consultar o Carlos, quem deve saber isso é o Carlos. Imagino que pro Topinel deva ser difícil lidar com uma ciclointeressada que não seja homem.
No Largo do Rosário, a praça que liga a Glicério à Barão de Jaguara, colocaram esses destroços de carros. Impactante.
Não sei se este tipo de choque, que te pega pelas tripas, que te sorri horror, é eficiente para conscientizar as pessoas do uso abusivo do carro. Desconfio que não.
A Bateria Alcalina se apresentou na praça, e além deles, os deficientes ligados à PUC dançaram. O Bittencourt sorteou 4 bicicletas (diferentes! Uma era boa, as outras 3 eram de supermercado). Ele estava cansado, porque pedalou os 5 km da Lagoa do Taquaral até o Largo Rosário.
De lá, voltei pra Lagoa do Taquaral, pra dar uma volta em volta da Lagoa. Uma foi o suficiente, porque estava quente, eu não conhecia ninguém além do Ricardo e notei que quem estava pedalando era o povo da organização do evento.

Em suma, o Dia Mundial na Cidade Sem meu Carro não teve muita adesão do público campineiro, nem teve como objetivo fazer com que as pessoas questionassem seus hábitos. O que foi dado ao público presente foi puro entretenimento.

Inauguração da ciclovia/ ciclofaixa de Barão

Os ciclistas não estão satisfeitos com a ciclovia/ ciclofaixa de Barão Geraldo. Falta sinalização, falta iluminação pública, tem uma descidona que cruza uma rotatória pra os carros, e muitos motoristas não olham para os ciclistas que vêm em alta velocidade, há mais pedestres do que ciclistas na ciclovia. Na ciclofaixa não, porque esta é por vezes do lado esquerdo dos carros, e nenhum pedestre prudente se atreve a se expor tanto ao trânsito. Fora isso, a ciclofaixa começa de repente e acaba no nada, sem aviso prévio, sem indicação do que o ciclista (que está à esquerda dos carros) deve fazer.

Dois dias antes da inauguração da ciclovia, as obras de acesso entre a Praça do Côco e o Tilly Center começaram. Pintaram trechos em que a ciclovia cruza a pista de vermelho (com uma tinta que não promete durar mais que 1 ano), instalaram dois semáforos para ciclistas, fizeram rampas de acesso na Praça do Côco e mudaram o sentido do trânsito naquela rua.

A ciclovia/ ciclofaixa é um projeto de 1996. O projeto foi iniciado em 2006. O Campinas Cicloviável quis participar desta implementação de projeto, mas não foi convidado. As obras aconteceram num período relativamente curto de tempo, mas a sinalização ficou faltando (tanto vertical = placas e semáforos como horizontal = pintura no chão). Falta de material. Aí, dois dias antes da inauguração, o material aparece e a ciclovia/ ciclofaixa parece novinha em folha.

Edison, o prefeito da Unicamp, Thiago Ferrari, o subprefeito de Barão Geraldo, o pró-reitor da Unicamp, Bittencourt, o secretário municipal dos transportes de Campinas e o povo da EMDEC estavam presentes, dando entrevista, dizendo que sabem dos problemas da ciclovia/ ciclofaixa, pedindo paciência e sorrindo pra todos. De público havia 3 pessoas: Natalie, do CicoViável, Ricardo, do Campinas Bike Clube e eu, também do CicloViável. 3 ciclistas formaram o público do lançamento do projeto cicloviário de Barão Geraldo. 3 ciclistas envolvidos no movimento da bicicleta como meio de transporte. 3 cicloativistas, por assim dizer.

Claro que todas as pessoas presentes caminharam a pé pela ciclovia. Deram entrevista na sombrinha da Praça do Côco e foram tomar um côco gelado. Nós três não fomos convidados e ficamos de fora. Resolvemos ir embora. Um amarelinho percebeu que 3 ciclistas pretendiam atravessar a rua pela ciclofaixa e logo se empenhou em parar o trânsito. Só que um carro não parou. Eu contornei o carro, Natalie me seguiu, olhando pro amarelinho e colidiu com o carro. Maravilha!!! Um acidente envolvendo uma ciclista e um carro para coroar a inauguração da ciclovia/ ciclofaixa!!! Nenhuma das autoridades de trânsito se moveu da sombra e côco gelado. Um jornalista veio, tirar foto do dedo sangrando da Natalie, que foi cortado pelo vidro do retrovisor do carro. Natalie logo pediu ao homem que não fizesse sensacionalismo, pediu o contato dele e recusou hospital, ambulância, carona pra casa.

Foi só um dedo sangrando, mas o mais impressionante foram o susto e a paralisia dos homens importantes que não poderiam se mostrar ao lado de uma ciclista acidentada na ciclofaixa em presença de um amarelinho.

Natação terapêutica

Bom, não é hidroterapia, porque eu entro na piscina sozinha. Também não acaba sendo natação, porque eu não sei nadar. Sei não afogar.

Júnior me emprestou os seus pés de pato amarelo-neon e fui na piscina da Unicamp, que fica aberta ao público entre 12:00 e 14:00. Eu fui A SENSAÇÃO na piscina lotada. A pessoa mais branca se aproxima mancando, carregando um par de pés de pato amarelos como se fossem bagres pescados no rio. Entra na água, veste seus peixes, tenta caminhar, vê que a tarefa não é fácil, deita de costas na água e dispara até a outra borda.

Quiropraxia

Taí mais uma forma de reabilitação. Já fiz drenagem linfática, que era uma massagem no sistema sinfático pra desinchar o pé. Já fiz fisioterapia com o Menno, que na verdade é formado em terapia manual, e me fez presenciar um pequeno milagre: voltei a andar. Fiz também fietsterapie, que foi só pra eu ganhar a minha liberdade e mobilidade de volta. Agora, de volta ao Brasil, quis fazer hidroterapia, mas não achei mais aquela clínica em que eu já tinha feito reabilitação. O Júnior zen da Oca me indicou um amigo médico. Negociamos o preço das sessões e fui lá ver o que o médico podia fazer por mim. Aplicou suas habilidades em quiropraxia. Quiro, palavra grega, que chegou até nós através do latim, significa "mão". O que o Dr. Abel fez foi descolar os meus músculos da batata da perna das suas respectivas capas. Doeu muito. Para tanto, ele pressionava o osso do antebraço sobre os meus músculos, fazendo de seu braço um rolo de macarrão. Doeu pracarai.

domingo, 23 de setembro de 2007

Barão Geraldo

Em casa, só reconheci 2 de 5 moradores e acabei sendo a tapioquense mais antiga. A casa em si também estava diferente: passou por uma reforma e o piso todo foi trocado. Nada mais de taco, agora o piso é frio e branco, pra sujeira se destacar melhor.

As minhas plantas morreram quase todas, nessa seca e poluição desgraçada que tá fazendo aqui.
Mas o maracujá doce que eu plantei um ano atrás está carregadíssimo. A trepadeira fechou a janela do Sales e Gustavo, sufocou as azaléias, subiu até o telhado e se estende pelo muro, olhando pra casa do vizinho. Todo dia eu vou lá no quintal, colher um maracujá docinho.
A minha rosa, que eu também nunca tinha visto florida, está bonitona.
Levei as minhas bicicletas desmontadas e encaixotadas pra bicicletaria e estou feliz da vida com a Amarilda e Rosa.

São Paulo

Boti me acompanhou na madrugada do dia 14 de setembro de Nijmegen até Schiphol, o aeroporto internacional de Amsterdam. Sentados no trem, vimos o sol nascer.

No aeroporto, o moço do check-in notou que eu tinha 59 kg nas duas malas. Eu vim pra Holanda com 64kg distribuídos em duas malas, mas logo depois mudaram os limites e só permitiram que se transportasse 46kg em duas peças. O limite de peso não vem escrito em lugar algum, então eu não pude provar pro moço que eu tinha vindo com 32 em cada mala, e portanto deveria ser capaz de levar 32kg em cada peça, já que se tratava da mesma passagem. Ele sabia que estes números não vêm escritos em lugar algum, e acreditou na minha palavra, avisando que eu tinha sorte e que da próxima vez...

Desembarquei em GRU com 2 malas totalizando 59kg, uma mochila pesadona nas costas e um par de muletas na mão. Apesar de me locomover devagar, fui uma das primeiras a sair da alfândega, porque as minhas extra-heavy suitcases vieram em primeiro lugar.

Olga e Simão vieram me buscar, mas demoraram 1 hora e meia pra chegar até o aeroporto. Trânsito na marginal.
A marginal, e depois a 23 que vira Interlagos foram os primeiros choques. Nossa, quanto carro! Que nervosismo atrás do volante, pra que freiar em cima, não deixar o outro entrar na frente, costurar no trânsito? Reparei que a maioria dos outros carros tinha amassados, arranhões e raspões na lataria. Reparei que havia luzes na cidade toda, e que muitos estabelecimentos estavam abertos de noite. Reparei que havia gente em pé nos ônibus. Mais gente em pé do que gente sentada. Notei que há sacos plásticos, garrafas pet, papel e latas espalhadas por toda a cidade.

Aqui é sujo, simples e meio recauchutado. Aqui é Brasil.