domingo, 23 de setembro de 2007

São Paulo

Boti me acompanhou na madrugada do dia 14 de setembro de Nijmegen até Schiphol, o aeroporto internacional de Amsterdam. Sentados no trem, vimos o sol nascer.

No aeroporto, o moço do check-in notou que eu tinha 59 kg nas duas malas. Eu vim pra Holanda com 64kg distribuídos em duas malas, mas logo depois mudaram os limites e só permitiram que se transportasse 46kg em duas peças. O limite de peso não vem escrito em lugar algum, então eu não pude provar pro moço que eu tinha vindo com 32 em cada mala, e portanto deveria ser capaz de levar 32kg em cada peça, já que se tratava da mesma passagem. Ele sabia que estes números não vêm escritos em lugar algum, e acreditou na minha palavra, avisando que eu tinha sorte e que da próxima vez...

Desembarquei em GRU com 2 malas totalizando 59kg, uma mochila pesadona nas costas e um par de muletas na mão. Apesar de me locomover devagar, fui uma das primeiras a sair da alfândega, porque as minhas extra-heavy suitcases vieram em primeiro lugar.

Olga e Simão vieram me buscar, mas demoraram 1 hora e meia pra chegar até o aeroporto. Trânsito na marginal.
A marginal, e depois a 23 que vira Interlagos foram os primeiros choques. Nossa, quanto carro! Que nervosismo atrás do volante, pra que freiar em cima, não deixar o outro entrar na frente, costurar no trânsito? Reparei que a maioria dos outros carros tinha amassados, arranhões e raspões na lataria. Reparei que havia luzes na cidade toda, e que muitos estabelecimentos estavam abertos de noite. Reparei que havia gente em pé nos ônibus. Mais gente em pé do que gente sentada. Notei que há sacos plásticos, garrafas pet, papel e latas espalhadas por toda a cidade.

Aqui é sujo, simples e meio recauchutado. Aqui é Brasil.

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