domingo, 25 de setembro de 2016

Despedida de Gramado

Luis veio nos buscar em Gramado e a melhor forma de nos despedirmos da família e do frio foi no Serra Grill (só pra manter a rima).
Helena e Agnes

Dieter e Denise

Gerhard
Denise, Luis e Agnes
Agnes Maria e Marie Agnes

sábado, 24 de setembro de 2016

Frio em Gramado

Ruth e Agnes na loja de roupas para bebês
As piores partes da nossa estada em Gramada se resumem aos momentos em que Agnes ficava exposta ao frio: as trocas de roupa (especialmente de manhã) e depois do banho, depois de sair da banheira e antes de secar na toalha. Ela tremia e chorava e esperneava de frio.

Ruth me levou numa loja de roupa de criança e dei um banho de loja na menina. Comprei roupas de frio que eu não acharia em Porto Velho. Escolhi números maiores que ela, pra que durem até a nossa próxima grande viagem, no fim do ano.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Rosélia

Helena (quase 7 anos, filha do Dieter e da Denise), Agnes e eu fomos passear no jardim dos vizinhos.
- Sabe como chama essa flor, Helena?
- Rosa.
- Não, rosa não dá em árvore. Isso é uma camélia.
- Vamo levar uma camélia pra minha vó? Acho que ela vai gostar.
- Vamo, pega essa aqui.

Mais adiante:

- E essa flor aí, Helena, como chama?
- Não sei.
- É igual essa que você tem na mão, mas só que branca.
- Ah! Rosélia!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Kleppa Novoa e o velho Kleppa

Agnes e Harro
Fomos visitar Harro no asilo. Ficou contente em conhecer a neta e ficou com vontade de nos visitar num clima quente.

A última vez que eu tinha telefonado com ele, anunciei nossa ida.
- Vocês, quem?
- Agnes e eu.
(murmurou)
- Marie Agnes, Agnes.
(exclamou)
- A pequena Agnes!

Se é Alzheimer, eu não sei. Toda vez pergunta onde eu moro e quem é o Luis, mas lembrou que a filha que eu tava esperando (conversei mais com ele quando tava grávida) se chama Agnes Maria.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Primeira grande viagem

Pela primeira vez, viajamos com a nossa pequena Agnes de taxi, avião e ônibus. Em Porto Alegre nos separamos: Luis seguiu pra Chapecó, onde participa (e também organizou) do IV Encontro Internacional de Ciências Sociais e Barragens e eu segui com a menina pra Gramado.   
Pela primeira vez na vida Agnes sentiu frio (trocar fralda e tomar banho agora são processos muito mais ágeis e conto com a ajuda dela!), viu um gato e conheceu a avó de 97 anos. Todos aqui estão encantados com a menina. Tudo é diferente, mas Agnes é curiosa e está levando bem a mudança de casa, clima e pessoas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

5 meses

Hoje não teve tradicional foto com Maria Nayara porque ela ficou sem carro e não pode passar aqui.

Agnes já fica em pé, ensaia todos os dias pra cantar na ópera chinesa, senta, se equilibra, passa objetos de uma mão pra outra, baba muito e é linda. Nesse mesversário de 5 meses eu senti um dentinho afiado vindo na gengiva de baixo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O resgate da Amarilda

Damian, Guará e Jairo formam o trio de artesãos da Arirambas. Estão quase sempre juntos e moram bem perto um do outro.

Damian estava indo de bicicleta para a igreja, atravessando a cidade de norte a sul, quando viu a Amarilda pedalando pela zona sul. Seguiu o rapaz que entrou num salão de beleza, constrangeu o moço na frente de todo mundo, pedindo explicações pela bicicleta amarela.
 
Damian
O rapaz afastou Damian do salão e das clientes, mas Damian não largou. Ligou pro Jairo, que teve a Amarilda roubada, avisando que tinha encontrado a Amarilda e deu o endereço onde tava. Jairo imediatamente ligou pra polícia, mas o policial disse que não iria até o local porque Jairo não estava no local. Jairo ligou pra mim, pedindo pra eu ligar pra polícia. Liguei e ele perguntou se eu estava indo no local. Disse que não, porque eu tava com a minha bebê no colo. Já desanimou. Demorou um tanto e disse que o endereço não existia. Mas pro Google Maps o endereço existia.

Enquanto isso, Damian foi com o cabeleireiro até a casa dele, conversou com a mãe dele e passou também esse endereço pro Jairo. O rapaz tinha ficado com medo da ameaça de ser confrontado com a polícia, não sabia que a bicicleta era roubada e queria ajudar a resolver a situação. Jairo me ligou dizendo que era pra eu ir até a portaria aqui da Vila que Damian passaria com o rapaz e a bicicleta, pra eu reconhecer a bike e dizer se era mesmo a Amarilda. Disse que não era pra eu dar nenhum centavo pro rapaz do salão, que dizia ter pago R$ 500,- nela.

Fui na portaria e esperei um bocado. Um segurança foi chamado pra me dar apoio caso eu precisasse. O guarda me deu o telefone dizendo que era o meu esposo. Luis me pediu pra voltar pra casa, porque Jairo tinha ligado dizendo que Damian tinha os endereços todos, mas que tava difícil de convencer o cara a vir até aqui. Voltei e tentei fazer a Agnes dormir. Quando eu tava amamentando, tocou o telefone de novo. Era Damian, dizendo que estava chegando na portaria.

Entreguei a Agnes pro pai e fui voando pra portaria. Damian estava lá e a tempestade se formando. O rapaz tinha um irmão cadeirante que tava vindo junto, de carro, e eles deviam ter se atrasado. Com os primeiros pingos grossos chegou o cabeleireiro de carro. Durante a conversa a chuva engrossou e ele nos convidou a entrar no carro. Os vidros embaçaram imediatamente.

O rapaz ficou assustado quando soube quanto eu tinha pagado pela bicicleta dez anos atrás e que Jairo quase perdeu a vida por ela. Comprou a bike no bairro da Balsa (onde agora fica a ponte, de onde Jairo foi jogado no rio Madeira). Queria me devolver a bicicleta, só não queria ficar no prejuízo. Baixaria o preço pra R$ 300,-. Pedi pra ver a bicicleta (apesar de confiar plenamente que Damian não se enganaria) e fomos pra casa do rapaz. Ele e o irmão cadeirante foram de carro, eu segui esse carro e Damian foi de bike. Adivinha quem chegou primeiro? Damian.

O rapaz de nome composto por partes de nomes entrou no portão e voltou com a Amarilda. Ela já não tinha mais as duas correntes, nem o bagageiro (nem o alforje Ortlieb à prova d'água). O selim (que o rapaz chamava de sela) tava bem baixo e a combinação de marchas um horror. Desmontamos a roda da frente e colocamos a Amarilda no meu porta-malas. Damian tava atrasado e se foi pra igreja. Eu paguei os R$ 300,- que eu tinha conseguido sacar de manhã num caixa eletrônico que não tinha fila nem cartaz avisando que não fazia saque (os bancários estão em greve, os caixas eletrônicos estão disputadíssimos).

Voltei pra casa pensando que coragem Damian teve pra resgatar a Amarilda. E eu tive que pagar o resgate.

domingo, 11 de setembro de 2016

Video da oficina


A resistência das comunidades ribeirinhas e de pescadores aos grandes projetos: paralelos e pontos de apoio.
Reserva Arirambas, 10 de setembro de 2016
Som: Motion Trio.

sábado, 10 de setembro de 2016

Oficina na Reserva Arirambas

Biojoias em diferentes estágios
Começou hoje uma série de oficinas na Reserva Arirambas. São quatro sábados e um domingo em torno de biojoias e formas de resistência aos grandes projetos implantados aqui (refiro-me às usinas e à ponte da 319).
Fomos recepcionados com café da manhã

Pescador do mar e ribeirinho
Do Rio de Janeiro veio um pescador da Baía de Sepetiba, atingido pela siderúrgica TKCSA para dar seu depoimento. Os paralelos foram muitos.
Nosso almoço
Depois de uma roda de conversa com os moradores mais antigos da comunidade sobre como era o Maravilha antes das usinas e da ponte (e da própria estrada da beira) teve peixe assado, moquiado e de caldeirada.
A casa do Jairo
O tempo está quente e seco, com cheiro forte de fumaça. Agnes suava em bicas, quase não dormiu e tá no terrível pós-vacina rotavírus, que exige que ela seja banhada toda vez que faz cocô e que use fraldas descartáveis (que convidam ao banho, porque vazam que é uma desgraça). Por isso tudo voltamos para o conforto do lar depois do almoço.
Reconheço Narcísio, Flor, Ivo e Miguel

Como ela não vai ser comilona?
Amanhã tem mais, com direito a trilha na mata para reconhecer árvores que dão as sementes usadas para confeccionar biojoias.
Guará na mesa

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Cadê a Amarilda?

Amarilda foi roubada no dia 02 de setembro em cima da ponte da BR 319, que passa por cima do rio Madeira. Deve ser a única Canadian amarela em Porto Velho. Se alguém avistar, por favor avise.

domingo, 4 de setembro de 2016

Nossos dois milagres

Jairo diz que nasceu de novo. Então ele e Agnes estão mais ou menos com a mesma idade.

sábado, 3 de setembro de 2016

"Não vai ser o rio Madeira que vai me levar"

Jairo ligou de manhã dizendo que tinha uma notícia ruim pra dar: tinha sido assaltado e roubaram a minha bicicleta, os folders e o banner. E ele foi jogado no rio Madeira de cima da ponte.
Demorei a digerir tudo isso. Recentemente emprestei a minha bicicleta amarela pro Guará, que está morando na casa do Jairo, pra ele não ficar tão isolado. Aí Jairo voltou pra ajudar a preparar as oficinas que faremos na reserva Arirambas a partir do fim de semana que vem. Pegou os folders e o banner com o Luis pra divulgar na comunidade Maravilha e, de noite, ao atravessar a ponte, aconteceu uma série de eventos que a gente custa a entender.

A ponte não tem acostamento dos dois lados, apenas de um, e mesmo assim ele some no pé da ponte, quando se chega do outro lado. Isso significa que ciclistas poderiam trafegar pelo acostamento para ir da cidade para o outro lado do rio - mas não de volta -, mas teriam que compartilhar a via com os carros na hora em que a ponte chega no chão. Existe uma calçada estreita para pedestres que compartilham o espaço com ciclistas. Não existe iluminação na ponte inteira.

Jairo estava pedalando a bicicleta na calçada quando avistou um grupo de pessoas. Quando passou pelos 4, foi agarrado pelas costas e jogado por cima da grade pra dentro do rio Madeira. Teve uma queda de uns 30m, mergulhou fundo na água escura, subiu à superfície e foi rebocado por um garimpeiro que achou que se tratasse de um suicida. Boca Rica foi trazendo o Jairo até perto da margem e Barba Azul o trouxe para terra firme.
Jairo conversando com um barqueiro à procura de Barba Azul. Olha a altura da ponte. O rio está seco, aumentando ainda mais a distância entre ponte e água. Foto: Luis.

Jairo não lembra bem como chegou na casa da mãe na noite de ontem. O raio X não mostra fraturas, mas ele está com dores na perna, cotovelo inchado e tórax dolorido. Nunca vi o Jairo tão quieto. Ele sobreviveu a uma tentativa de homicídio. Eu gosto muito da Amarilda, mas ela não vale a vida do Jairo. Ele que cresceu na barranca do rio Madeira, tirou sua matéria-prima do rio, ele que sempre soube navegar pelo Madeira até as usinas assumirem o controle da vazão, não perderia a vida no rio Madeira.

Hoje Luis e Jairo voltaram na ponte com a televisão. Encontraram os dois que resgataram o Jairo e fizeram uma matéria que infelizmente não saiu no Jornal local de hoje. Talvez segunda-feira.

domingo, 28 de agosto de 2016

sábado, 27 de agosto de 2016

Visita ilustre

Edna Castro, grande teorizadora sobre Amazônia, esteve em Porto Velho e passou por aqui. Participou de conversas com pesquisadores, deu Aula Magna para o curso de Ciências Sociais e participou de uma mesa com o Luis no MIMCAB (Migração, Memória e Cultura na Amazônia Brasileira). Como Luis e eu tínhamos feito o documentário Entre a Cheia e o Vazio (de que Edna participou), ela me considerou como cineasta e trouxe uma caixa cheia de filmes dela e da filha dela. Já pensamos em articular uma mostra de cineamazônia!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Festinha

De olho no bolo. Foto: Berenice Tourinho
Apesar da previsão de 27mm de chuva, fizemos churrasco e chamamos umas 30 pessoas. Veio metade disso, o que foi bom, porque coube todo mundo confortavelmente dentro de casa quando começou a tempestade.
Foto: Berenice Tourinho
A integração entre os nossos convidados, vindos de universos sócio-culturais tão distintos, foi o mais bacana de observar.
Foto: Berenice Tourinho
E achei bom também deixar a Agnes no colo da Ana Carolina (muito empenhada em segurar a menina sem que ela chorasse e bastante curiosa em relação à maternidade) e da vizinha (já mãe de crianças maiores, que ganhou fama aqui de "encantadora de bebês").

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

4 meses

Ói nóis aqui traveis
Como passa rápido!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Regularizou

Ontem entreguei o último vidro de leite congelado pra Iracema, do Banco de Leite Humano. No auge da minha produção, ela levava 4 vidros de 300ml por semana, o que dá um pouco mais de um litro. Daí baixou pra 2 vidros grandes e um pequeno, 2 grandes, e ontem ela levou um pequeno que passei a semana inteira enchendo.

Com muita dó de deixar de doar, expliquei que não está mais sobrando leite, que Agnes toma tudo. A melhor hora pra tirar leite é de madrugada, mas eu não consigo mais acordar antes dela, pra tirar leite. Iracema entendeu perfeitamente e disse que a grande maioria das doadoras só vai mesmo até o terceiro mês de vida do bebê, que é quando a produção de leite se ajusta às necessidades da criança.

Por um lado me sinto aliviada, porque é uma tarefa a menos no meu cotidiano (e agora, mais pro fim, quando eu tirava leite antes de dormir, saía tão pouquinho que eu dava risada, mas também agoniava: quantas vezes vou ter que tirar ainda, pra encher aquele copo?), mas por outro lado me sinto mal em relação às crianças que deixam de receber o meu leite. Espero que outras mães assumam o meu lugar.

domingo, 7 de agosto de 2016

Shantalla e banho de balde

Ontem Agnes e eu participamos de uma oficina no Araripe de Shantalla (massagem indiana no bebê) e ofurô, que é o nome chique para banho de balde. Éramos sete mães com seus respectivos bebês com idades entre 1 e 5 meses. Imagina a choradeira em coro. Quando um começava, os outros embalavam a chorar.
Foto: Isabela
A massagem eu já sabia fazer, mas não fiz muito, porque Agnes me dava a entender que apenas tolerava a massagem nos membros (barriga e cabeça não tinha jeito).
Foto: Isabela
Ali no Araripe não foi muito diferente. E lá o mais interessante pra ela eram os outros bebês. Ela chorava, eu pegava no colo e ela ficava olhando todo mundo. Se deitasse, ela chorava de novo.
Foto: Isabela
O banho de balde absolutamente não foi relaxante (do tipo que o bebê dorme) pra nossa pequena. Ela ficava se divertindo, batendo na água. Mais ou menos como ela faz quando toma banho de banheira.

Quando chegamos em casa, ela dormiu por 3 horas direto - o que nunca acontece de dia.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Seminário do PIBIC

Hoje teve início o Seminário Final do PIBIC (Programa institucional de Bolsas para Iniciação Científica). Este ano, o PIBIC completa 25 anos na UNIR. Eu apresentei um projeto sobre linguagem na afasia e quatro Planos de Trabalho, executados por cada um dos meus orientandos. Dois são da Medicina e dois das Letras. O PIBIC dura 1 ano e eu engravidei, fiquei de repouso e de resguardo nesse tempo. Os meninos tiveram que desenvolver sua autonomia - tanto para ir a campo e interagir com sujeitos afásicos como para fazer suas leituras.
Fábio

Fábio estudou a relação do sujeito afásico com sua afasia e percebeu que afasia é muito mais que um distúrbio de linguagem, mas uma questão social. Estudante de Medicina, percebeu como o diagnóstico e a tipificação da afasia não ajudam a compreender o sujeito afásico, nem a desenvolver terapias compatíveis.
Maurício
Maurício se concentrou nos gestos de um dos sujeitos afásicos - tema muito pouco estudado por linguistas, já que não concentra no verbal, mas na comunicação não-verbal. A maior dificuldade dele foi encontrar bibliografia que tratasse do gesto que acompanha ou substitui a fala/ a palavra. Estudante de Letras que está aprendendo Libras, entendeu que os gestos do sujeito afásico são como os nossos gestos de cada dia.
Stefânia
Stefânia entrevistou duas fonoaudiólogas para entender como elas lidam com o diagnóstico de afasia dado pelo médico e como elas fazem a avaliação de linguagem para desenvolver a fonoterapia. Entendeu que os testes de linguagem avaliam muitas coisas, até mesmo linguagem, mas nunca a linguagem toda, apenas fragmentos ou tarefas (repetir palavras, circular palavras, enumerar coisas etc.). Estudante de Medicina, envolveu-se com as questões de terapia individualizada.
Emanuelly
Emanuelly estudou o que chamamos de "linguagem possível", ou seja, estratégias linguísticas do sujeito afásico para contornar seu problema de linguagem. O achado mais interessante do trabalho dela foi quando, envolvido numa brincadeira em que o sujeito afásico tinha que dizer o nome dos objetos que apalpava numa sacola preta, o sujeito afásico indicou o número de sílabas da palavra que dá nome ao objeto. Estudante de Letras que também estuda Libras, ficou sinalizando com o Maurício os nomes dos objetos dentro da sacola.
A mais jovem pesquisadora
E apesar de eu estar de licença maternidade, a presença do orientador era imprescindível. Eu poderia ter pedido para alguém me substituir, mas quem é que estuda afasia na UNIR? Fomos com a Agnes, que já foi apresentada a meio mundo.
O quarteto fantástico
Estou bastante orgulhosa dos meus orientandos que não iniciei no fazer científico em si (discutir ciência, afinidades teóricas, ensinar a técnica de escrever: como citar, como referenciar etc.), mas que eu certamente envolvi num grande problema que eles gostaram bastante de debulhar. Senti que os dois de Medicina se envolveram bastante com os sujeitos afásicos e suas realidades e que os de Letras se envolveram com os dados que estes sujeitos lhes ofereceram.

Foram feitas muito poucas perguntas por parte da banca, e foram dadas mais orientações técnicas ("isso não é conclusão, mas resultado", "Na metodologia você não deixa claro que se trata de um estudo de caso" etc.). Isso tem a ver com a área em que os trabalhos foram inscritos: Vida e Saúde. Os professores da banca eram mais familiarizados com questões de genética, saúde do trabalhador e biologia que afasia e portanto aproveitaram pouco os trabalhos dos meus orientandos.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Pediatra

Julho é mês de férias, então não se consegue marcar consulta com o pediatra assim, de primeira. Andei ligando para alguns, e o mais surpreendente é a agenda deles. Quando eu ligo pro ginecologista, por exemplo, a consulta só será realizada dali a um mês. Mas quando eu ligo pro pediatra, é dali a dois dias, para o dia seguinte, às vezes pra dali a algumas horas. A secretária que menos trabalha para marcar consultas atende o telefone para marcar consultas entre 6:45 e 7:00 da manhã e depois entre 13:30 e 14:00. Essa secretária reserva 45 minutos do dia para marcar consultas! Se ligar de manhã, a consulta será de tarde, se ligar de tarde, será na manhã seguinte.

Bom, fomos a um pediatra e voltamos de lá sabendo das medidas da menina. Agnes tem 62 cm e pesa 6,5 kg. Isso significa que, desde que nasceu, ela cresceu 11 cm (quando a média, em 3 meses, é de 7) e quase dobrou o peso.

terça-feira, 19 de julho de 2016

As pipas e o muro

No mês de junho as pipas começam a enfeitar o céu. E continuam dançando com suas rabiolas julho adentro, até o vento parar de soprar.

No condomínio, não havia ninguém empinando pipas. Por causa da fiação, porque não pode ficar no meio da rua - esse pessoal dirige meio sem regras dentro do condomínio - porque a mãe não deixa. Então o menino ia até o gramado que termina no muro que separa o condomínio do resto da cidade. Ficava andando, olhando as pipas empinadas pelos meninos da favela. Às vezes se cansava e sentava na grama, com os olhos fixos nas pipas e na dinâmica delas. Foi se acostumando com as cores e estilos, imaginando a fisionomia de cada dono de pipa do outro lado do muro. Voltava sempre pro gramado, não apenas para ver as pipas no céu, mas também para coletar pipas cortadas que caíam dentro do condomínio.

Quando juntou três pipas dos meninos do outro lado do muro, chamou os amigos pra empinar pipa. Bem no muro. A algazarra foi grande. Talvez as pipas que eles soltavam fossem reconhecidas, o que tornava a disputa ainda mais interessante. Os meninos do outro lado do muro usavam cerol. Os meninos do condomínio não podiam usar cerol, porque a mãe não deixa.

E as pipas foram cortadas e se balançaram no vento até caírem no território em que tinham sido confeccionadas. Houve júbilo do outro lado do muro, silêncio no condomínio.

sábado, 16 de julho de 2016

3 meses

Agnes Maria, Maria Nayara e merry Lou
Hoje Agnes Maria completou 3 meses de vida. Parece que os horários de sono se estabilizaram: ultimamente ela tem dormido das 18h até meia-noite e depois da 01h às 07h da manhã. Se eu for dormir quando ela acorda no meio da noite (o que aconteceu nos últimos dias, quando meus 4 orientandos PIBIC e eu está vamos finalizando o relatório final), ela não me acorda mais de noite.

Tenho a sensação de entender o que ela precisa quando chora: mamar, dormir, trocar fralda. E conversamos pra caramba numa língua cheia de [uh]s e [ie]s. Essa é a melhor parte do dia: conversar e rir com a Agnes.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

Noturna


Só hoje de noite ela se abre.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Babador

Agnes está babando tanto que decidimos que ela precisa usar babador.

Só ainda não acertamos a posição dele...

terça-feira, 5 de julho de 2016

Saindo da posição deitada

A musculatura da minha menina está se desenvolvendo e ela não deixa mais a cabeça (que deve ser a parte do corpo mais pesada) cair.

Hoje Agnes descobriu que tem dois pés. Pelo menos eu acho que foi isso que aconteceu quando a sentei no meu colo e ela ficou olhando demoradamente para um pé, depois pra outro, arregalando os olhos quando eu mexia num pé dela e sorrindo quando eu encostava a mãozinha dela no pé dela. Disso eu não tenho foto, porque as minhas mãos estavam segurando as dela.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Parei de comprar fraldas

Ontem chegaram as últimas fraldas de pano que comprei pela internet. Agora que Agnes tem 21 fraldas de pano modernas, nunca mais precisarei comprar fraldas (porque mesmo para os dias pós-vacina, ainda tenho muitas fraldas descartáveis).

Optei pelas fraldas ecológicas porque não vazam (importante!), deixam a pele respirar, não assam, não poluem o planeta com excesso de lixo e acompanham o crescimento da criança, de modo que economizamos dinheiro. Passei muito tempo pesquisando fraldas de pano na internet e acabei experimentando e optando por duas marcas: Nós e o Davi e Dipano. Existem outras marcas, como Fralda Madrinha, Fralda Bonita (de Gramado!!!), Fio da Terra e Morada da Floresta.

Agora Agnes tem grande variedade de tecidos à disposição - tanto internos como externos. Ok: as fraldas de pano pocket são compostas por duas partes: a capa e o absorvente.

Nós e o Davi:

As "fresquinhas" têm a capa externa em material de biquíni (a parte colorida) e a parte interna em dry-fit. Esse tecido me parece ser o mais bem escolhido para interiores de fraldas, porque deixa o líquido passar (e ser absorvido pelo absorvente), segura o resto e solta o cocô facinho na água. A Nós e o Davi tem absorventes em melton (parece uma flanela) que precisam ser dobrados no meio e inseridos no bolso da fralda (por isso pocket).
Interior de dry-fit
 As de pano vêm com duas possibilidades de interior: algodão e microsoft.
Interior de algodão
Interior de microsoft
Essa da foto de cima é uma "noturna", um pouco maior, com absorvente mais comprido. Ainda não colocamos na Agnes, porque ela é muito grande e parece envergar a coluna da menina. A capa externa das noturnas é em minky, que parece fleece. Se aquece de noite, não sei.

Nós e o Davi fica em Santa Catarina e assim que as fraldas chegam, eles mandam textos e vídeos instrutivos de como cuidar das fraldas (como lava, seca, dobra etc.).

Dipano:

As fraldas Dipano todas têm a capa externa em PUL (que é uma sigla), que é um material que não se produz no Brasil. Todos os interiores das capas dessa marca são em microsoft. O que as diferencia (além da cor ou estampa) é o fecho. Comprei as de velcro para facilitar a vida do Luis.
Fecho de velcro
Porque as de botão têm muito botão pra escolher:
Fecho de botão
Dipano fica em São Paulo e eles mandam dois absorventes para cada fralda. Como não precisa dobrar esses absorventes e eles não me arrepiam quando molhados, prefiro usar todos os absorventes Dipano (inclusive nas fraldas Nós e o Davi).
Agora a máquina de lavar trabalha todos os dias. A maquinada da noite (com enxágue duplo) é a das fraldas da Agnes.