segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Dia Mundial na Cidade SEM meu Carro

Passeio Ciclístico é a primeira idéia que vem à mente de qualquer pessoa da Emdec quando pensa em dia sem meu carro. É fácil de organizar, vai ter público, as pessoas gostam, é divertido. Mas não abala as convicções de ninguém. No máximo, aborrece os motoristas que não estavam sabendo que tal rua seria fechada em tal dia e horário prum comboio de ciclistas passar.Pois neste ano o público foi pequeno. Não se sabe se foi porque era sábado às 8:30 da manhã, ou porque o Passeio foi mal divulgado, ou porque está muito quente e seco. Eu diria que não vieram mais de 150 pessoas. O Correio Popular disse que vieram 300 ciclistas.

Eu fiquei encucada com uma coisa: não reconheci nenhum ciclista além de dois cicloativistas. Um era o Ricardo, que eu tinha conhecido no dia anterior, e que tinha vindo de carro pra Lagoa do Taquaral. Boa maneira de celebrar o Dia Mundial Sem meu Carro na Cidade. Vai um desconto pra ele, porque eu sei que ele estava na organização do Pedalando 24 horas Contra o Aquecimento Global, que começaria às 13:00 ali também, na Lagoa. O outro é o Topinel, velho de guerra:
Conversei bastante com o Topinel, que ficou feliz em me ver de volta. Notei que ele sempre se referia ao Carlos. Pensei em chamar o Carlos, eu queria consultar o Carlos, quem deve saber isso é o Carlos. Imagino que pro Topinel deva ser difícil lidar com uma ciclointeressada que não seja homem.
No Largo do Rosário, a praça que liga a Glicério à Barão de Jaguara, colocaram esses destroços de carros. Impactante.
Não sei se este tipo de choque, que te pega pelas tripas, que te sorri horror, é eficiente para conscientizar as pessoas do uso abusivo do carro. Desconfio que não.
A Bateria Alcalina se apresentou na praça, e além deles, os deficientes ligados à PUC dançaram. O Bittencourt sorteou 4 bicicletas (diferentes! Uma era boa, as outras 3 eram de supermercado). Ele estava cansado, porque pedalou os 5 km da Lagoa do Taquaral até o Largo Rosário.
De lá, voltei pra Lagoa do Taquaral, pra dar uma volta em volta da Lagoa. Uma foi o suficiente, porque estava quente, eu não conhecia ninguém além do Ricardo e notei que quem estava pedalando era o povo da organização do evento.

Em suma, o Dia Mundial na Cidade Sem meu Carro não teve muita adesão do público campineiro, nem teve como objetivo fazer com que as pessoas questionassem seus hábitos. O que foi dado ao público presente foi puro entretenimento.

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