sábado, 29 de outubro de 2016

Mãe, eu quero brócolis!

É uma delícia ver Agnes comendo com as mãos

domingo, 23 de outubro de 2016

Rotina

Quebras na rotina da Agnes, nossa bebê de seis meses, têm efeitos sobre o sono, os sonhos e agora o intestino.
Quando Marcão esteve nos visitando, Agnes passou a dormir cada vez mais tarde. Quando a gente conseguia fazer ela dormir no horário regular, ela acordava 15 vezes até chegar a hora em que ela tinha adormecido no dia anterior. Depois que Marcão foi embora, ela ainda demorou uma semana pra voltar a dormir (e continuar dormindo) no horário de sempre. A visita do Marcão foi ótima, mas teve esse efeito colateral.

Ontem e hoje passamos grande parte do dia no carro e Agnes usando fraldas descartáveis. Só fez xixi durante todo o tempo que estivemos fora de casa. E como tudo era novidade, não queria mamar também. Não pediu peito nenhuma vez e pior: recusava quando eu tentava oferecer os peitos duros de tão cheios. Foi só chegar em casa e resolveu. Em casa tem fraldas de pano, tem lugar certo pra mamar, tem hora pra mamar e pra dormir.

Mas os sonhos a fazem gritar e chorar. E isso acontece quando a rotina dela é quebrada. 

Guajará-Mirim

Lamentei muito a falta de um zoom decente nessa máquina fotográfica. Do outro lado do rio está Guayaramerín, na Bolívia. Poderíamos ter pego uma embarcação para atravessar o Mamoré, entrado na fila pra trocar dinheiro, pego um bicitaxi e almoçado saltenha na Bolívia. Mas entendemos que demoraria muito e viajar com uma criança de 6 meses exige uma logística e um tempo diferenciados. E tinha saltenha onde estávamos, no porto, em Guajará-Mirim.
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré tinha como propósito transportar borracha boliviana a partir de Guajará-Mirim até Porto Velho. Trata-se de uma obra estadunidense. Metade dos trabalhadores que fizeram a ferrovia morreram (principalmente de malária) durante a obra. A Maria Fumaça fez poucas viagens por causa do mercado da borracha (de repente não valia mais a pena fazer a mercadoria percorrer esse caminho, porque a borracha havia se tornado abundante e barata). Retratos dessa história podem ser vislumbrados na leitura de Mad Maria (tanto a série como o romance), Ferrovia do diabo e Trem fantasma.

Mais assombroso que o intento da empreitada, o número de mortos ou as variações do mercado é o abandono que se observa em volta da estrada de ferro. Na foto abaixo, os trilhos estão escondidos na grama.
Recentemente tivemos visita de um historiador aqui em casa. Numa manhã, Marcão foi a pé do cemitério da Candelária até a praça Madeira-Mamoré em Porto Velho. Não tinha cemitério aos olhos dele, mas mato. Quis seguir pelos trilhos até o centro de Porto Velho, mas os trilhos acabaram, porque partes do bairro Triângulo desbarrancaram, engolindo os trilhos. Chegou no galpão da praça Madeira-Mamoré achando que encontraria um museu e se deparou com barraquinhas de artesanato. A história dessa ferrovia está sendo abandonada e alienada do povo que vive onde ela existiu.

Pakaas

Vieram dedetizar a nossa casa porque estava precisando. Enquanto Luis supervisionava o serviço (e ajudava a matar barata), Agnes e eu tomamos café da manhã na casa do Narcísio. Ele ficou bem feliz com a visita, até trocou a fralda da menina por livre e espontânea vontade. Daí Luis veio nos buscar e atravessamos o estado de Rondônia em direção a oeste. Pasto, boi, vegetação morta por afogamento e/ou fogo formavam a paisagem. Sempre com o rio Madeira à direita, seguimos pela BR 364 até quase Abunã, pegamos a BR 425 que acompanha a curva do Madeira, entramos em Guajará-Mirim e pegamos a RO 370 até acharmos que a gasolina ia acabar. 

No primeiro trecho, pela BR 364, passamos pelas duas usinas instaladas no rio Madeira, portanto o linhão era uma imagem constante. Eu já conhecia esse trajeto, porque eu já tinha acompanhado o meu marido até a usina de Santo Antônio, Jacy-Paraná, Nova Mutum-Paraná (a company-town da usina), a usina Jirau, Vila Jirau (onde os reassentados de Mutum-Paraná se firmaram depois de desistirem de viver em Nova Mutum-Paraná) e Mutum-Paraná (extinta e onde Nicinha foi assassinada. Tem uma cruz branca lá lembrando). Tivemos sol e chuva no caminho, inclusive aquaplanagens. Parece que aqui, onde a água é abundante, não sabem lidar com ela.

O resto da viagem foi pra mim em terras desconhecidas. A BR 425 está parcialmente recapeada e sem sinalização, a RO 370 está parcialmente pavimentada (muitos buracos onde tem asfalto e também onde não tem asfalto). Narcísio tinha garantido que haveria placas até o nosso destino final, mas a realidade não foi bem assim. Por sorte ele tinha me mostrado que antes do estádio em Guajará é pra virar à esquerda - e eu lembrei disso quando chegamos lá. Perguntamos para várias pessoas onde era o Hotel Pakaas, porque não acreditávamos que fosse tão longe e que não tivesse placa indicando. Quando finalmente apareceu algo similar a um portão com uma grande placa anunciando o hotel Pakaas, veio a absurda sensação de estar sendo enganado: à 6km - e o problema maior não era a crase. A estrada de chão que se estendia à nossa frente estava densamente ocupada por bois, vacas e bezerros. E a gasolina se acabando.

Na manhã seguinte fomos premiados com o espetáculo do sol nascendo no rio Pacaás Novos. O hotel fica de frente pro encontro das águas (de cores diferentes).
Pacaás escuro, Mamoré mais barrento, ambos seguindo para a direita.
Essa foto é um parêntese na sequência da alvorada. Do outro lado é Bolívia.


Quando Luis se hospedou no Pakaas muitos anos atrás, ficou num quarto no hotel. Parece que hoje não há mais quartos, mas chalés em palafitas (não se caminha no chão).
É uma pena que a manutenção das madeiras e telas seja tão dificultosa (de noite, ao redor das lâmpadas, tem um universo inteiro semovente de insetos variados, por isso as telas), porque a ideia e arquitetura são empolgantes.
E quem olhar no mapa, vai ver que o rio Mamoré, que faz a divisa com a Bolívia, beira o hotel Pakaas. Juntamente com o rio Madre de Dios, o Mamoré forma o rio Madeira (quando os dois se juntam, o resultado é o Madeira). Saímos de Porto Velho, às margens do rio Madeira, atravessamos o estado acompanhando o Madeira e chegamos no rio que desemboca no Madeira.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Na mesa

Agnes come fruta no café da manhã e legumes cozidos amassados no almoço. Até hoje de manhã ela sempre comia no bebê conforto - que já está cheio de formigas.

Compramos uma cadeirinha que é acoplada na nossa mesa ao invés de um cadeirão para bebês. Assim Agnes tem a sensação de estar sentada na mesa com a gente.

domingo, 16 de outubro de 2016

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Banho de piscina

Depois da última vez que a gente levou Agnes no pediatra (65 cm e 7,8 kg, desenvolvimento normal, dentes precoces e possível alergia a leite de vaca), era pra termos emendado a vacina de pneumo que está atrasada. Ao invés de ir no posto, fomos na loja de brinquedos e compramos essa piscininha pra ela.

Daí hoje ela tomou banho de sol e de água fria (coitadinha) ao mesmo tempo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Agnes me dá superpoderes

Além de ser capaz de dormir menos horas que antes (na minha vida sem ela), aguento longos períodos sem ir ao banheiro ou tomar banho. O superpoder mais recente que ela me deu foi o da invisibilidade. Posso contar nos dedos as pessoas que repararam que cortei o cabelo quando me viram com ela. As pessoas que me viram sem ela perceberam. E as que perceberam que o meu visual atrás da Agnes tinha mudado foram elogiadas - constrangendo aqueles que não tinham reparado.