quarta-feira, 16 de agosto de 2017

The long way home

Agnes conseguiu dormir em todas as viagens de avião, inclusive nesse bercinho acoplado à parede da cozinha do avião que cruzou o oceano. O berço era bem do tamanho dela e ela tinha pouco espaço para se virar, esticar e dobrar.

Ficamos muitíssimo aliviados ao saber que mesmo tendo sido comprados em separado, os voos de Bremen a Frankfurt e de Frankfurt a Guarulhos podiam ser conjugados. Isso significava então que as nossas malas foram despachadas em Bremen e não tiveram que ser resgatadas e despachadas em Frankfurt, mas seguiram direto pra GRU. Não era só a questão prática, mas também o tempo: tínhamos pouco tempo em Frankfurt e aquele aeroporto é imenso.

Em São Paulo pegamos (eu pela primeira vez) um Uber pra casa da Olga. Que viagem... O cara perguntou se eu sabia o caminho, eu disse Marginal Tietê, Pinheiros, Interlagos e sobe pro bairro. Ele decidiu seguir as instruções do GPS. Fomos margeando toda a periferia da Zona Leste, feia e sem verde, cheia de buracos e quebradas. Daí saímos em Diadema, margeamos a represa Billings e quando eu me localizei, porque lembrei do caminho que se fazia pra casa da Fini Polzer (que fazia o melhor Apfelstrudel de São Paulo), ele pegou outras curvas pra trás e demorou mais meia hora pra sair na rotatória do Hospital Pedreira. Cheguei dizendo pra Olga que trafegamos por caminhos que nem ela conhece.

Essa foi, pra nós, a pior viagem, porque estava claro que o motorista não sabia pra onde estava indo. Custou menos que o ônibus, mas demorou mais que o dobro.

Despedida da casa dos avós

Pouco antes de partirmos de Bruchhausen Vilsen, meus pais ainda tocaram música para Agnes. Minha mãe na clarineta, meu pai no violão, tocaram e cantaram algumas canções, dentre elas uma especial, que eles batizaram de "Canção para Agnes" (Du bist Du).

Deve ter contribuído para acalmar a menina, porque a viagem de volta foi bem tranquila.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Universum

Eu tinha muito boas lembranças do Universum, o museu interativo e científico que fica na Universidade de Bremen, onde estudei por um ano (1999). Luis topou, Philip também, então fomos todos explorar a nova exibição.
Tudo mudou, mas ao mesmo tempo a ideia permanece a mesma. O museu pode ser comparado a um grande parque de diversões, e se aprende brincando.
Agnes logo entendeu a pegada do museu e passou a se divertir, apertando botões e esperando se surpreender.

Foi aqui que ela mais se empolgou e vibrou. Andava e gesticulava, provocando imagens bem psicodélicas.
Gostamos muito da experiência!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Papai chegou!

Oma, Opa, Agnes e papai. Churrasco de comemoração
Havíamos nos separado em Frankfurt: eu segui com Agnes para Bremen e Luis foi de trem a München, visitar a prima e família. E a saudade foi crescendo conforme o tempo ia passando. Ao final de uma semana, Agnes dizia papai papai papai pras paredes.
Minha dupla preferida
Enquanto papai estava longe, Agnes foi dando seus primeiros passos desassistidos, aumentando cada vez mais os percursos e diminuindo as paradas no meio do caminho. Agnes ganhou confiança para caminhar sozinha na casa dos avós. Luis ficou muito impressionado com o desenvolvimento rápido dela.

sábado, 5 de agosto de 2017

Maria-Fumaça

Esperando o trem
Em Bruchhausen Vilsen tem um trem (que faz parte do Museu) que funciona de fim-de-semana. Apita, cospe fumaça fedorenta e fica cheio de turistas da terceira idade.
O trem
Embarcamos e seguimos para Asendorf, a poucos quilômetros daqui. O trajeto durou mais que o previsto e Agnes começou a gritar de fome, mas isso foi na volta. Na ida, ela curtiu as sensações de andar de trem-museu.

Os campos de trigo
As fotos são de Karin Rosenbaum.

No jardim

As fotos são de Karin Rosenbaum.


Brombeeren. Ela gosta mais de Heidelbeeren (mirtilo).

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A bateria da máquina fotográfica

Danke, Ulla!
Eu tinha esquecido o carregador da bateria da minha máquina fotográfica e tirei a última foto (antes da bateria acabar) no zoológico de Frankfurt. Daí a minha tia (Ulla) mandou um zap perguntando se ainda estamos vivos, porque não vinha mais nenhuma foto. Contei do carregador e passei a usar mais o celular.

Na casa dos meus pais não tinha nenhum cabo que fizesse a bateria recarregar dentro da máquina, e o carregador Canon que a minha mãe tinha era de outro tamanho. Fomos na loja de fotografias e máquinas fotográficas de Bruchhausen Vilsen e a moça me disse que não tinha nem cabo nem bateria pra vender, mas que com sorte eu acharia alguma coisa em shoppings de informática tipo Mediamarkt ou Saturn.

Sexta-feira era dia de visitar o Philip em Bremen, então eu podia correr atrás de bateria. Mas não foi preciso, porque de manhã chegou um pacote pelo correio contendo um carregador universal. Minha mãe logo concluiu que isso era coisa da Ulla. E era mesmo. Ulla, a resolvedora de problemas.
Foto tirada com a minha máquina no trailer do Philip
Assim Agnes teve tempo de tocar violão, baixo e outros instrumentos cujo nome não me recordo. Esse da foto, por exemplo, foi o Philip que fez com base numa botija de gás.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Spielplatz

Isso é um instrumento musical
Os meus pais estão conhecendo novas facetas de Bruchhausen Vilsen ao levar a pequena Agnes para os parquinhos locais.

Agnes se divertiu muito tirando diversos sons desses metais que compõem um xilofone. Se divertiu mais ainda com a areia (até o ponto de enfiar areia na cara) e gritava de alegria com a água, apesar de gelada.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Freibad

Todas as fotos desta postagem foi Opa que fez.
Hoje de tarde Agnes experimentou duas coisas completamente novas: piscina e caixa de areia.
Quando ela tentou comer a areia, tiramos a menina de lá, mas até então tava legal de ver ela se admirando com a areia que escorria pelos dedos, que escondia o pé dela, que podia ser moldada.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Bruchhausen Vilsen

Comendo mirtilo. Foto: Walter Rosenbaum
Eu não tinha visto a casa pronta ainda (e provavelmente ainda falta um pouco pra ela ficar de fato pronta) e fiquei admirada com o tamanho do jardim. Agnes se interessou muito mais pelas frutinhas que ela colheu e comeu aos quilos.
Comendo framboesa (Brombeere). Foto: Walter Rosenbaum
A recepção em Bruchhausen Vilsen foi muito calorosa. Agnes estava sendo acompanhada pelos meus pais de longe, via Skype, e agora a interação real se tornou possível. Estão encantados com a menina, com a alegria dela, como dorme, come e brinca bem.
Brincando no escritório do Opa. Foto: Walter Rosenbaum
Agnes e os avós