vai crescer!
sábado, 28 de dezembro de 2024
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
Preparação para o Natal
Neste ano, Agnes ganhou um calendário de advento bem diferente - e muito apelativo! Desde o dia 01 de dezembro, ela vem abrindo janelinhas a cada dia e descobrindo pedras semipreciosas. Achei bacana como ela manteve a contagem dos dias e a alegria de descobrir com o pai que pedra era aquela.
domingo, 22 de dezembro de 2024
Terceira pessoa
Agnes é constantemente corrigida por mim quando diz "eu se esqueci", "eu se limpei", "eu não se lembro". Ela sempre se mostrou impermeável às minhas admoestações. Daí ela ganhou um celular e ficou doidinha querendo interagir pelo WhatsApp. Ela escrevia, eu respondia. Quando deixei de responder, ela escrevia em maiúsculas: MERRESPONDE!
Usei esse dado como parâmetro e passei a corrigir: você não escreveu SE RESPONDE. Ela ria, mas continuava usando a terceira pessoa pra se referir a si.
Até que um dia essa história veio à tona na mesa do almoço e Agnes se defendeu: mas eu sou a terceira pessoa! Você é a primeira, ele é a segunda e eu sou a terceira pessoa!
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
MUSA
No último dia, tínhamos a manhã livre. Topei o passeio no MUSA com a Veronica, a professora da véspera. Eu achava que o MUSA era um museu. Está mais pra jardim botânico. Me chamou atenção o fungário.
O sol morde a cara da gente, nem dá pra ficar muito tempo no topo da torre.
Fiz muitas fotos no borboletário. Porque era difícil capturar uma boa imagem das borboletas inquietas.
Essas duas fotos são da mesma borboleta. Fui a última do nosso grupo guiado a sair do borboletário...
Gostei das trilhas, de andar em grupo, de estar na floresta.
sábado, 14 de dezembro de 2024
Pra amarrar tudo
O que mais me surpreendeu foi reconhecer, entre as modelos que usavam vestidos do estilista Maurício Duarte, uma moça da aldeia e outra moça do curso.
Eu tinha conhecido o Maurício (de azul) na condecoração do Ailton Krenak. Dessa vez pude ver como ele usa o artesanato pra pensar os vestidos/roupas. O desfile fazia parte de outro projeto da FAS e, como pros indígenas a circularidade faz sentido, juntou tudo.sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
Difícil acesso
Não sei bem se a comunidade Três Unidos pode ser descrita como de difícil acesso. São 3 horas de lancha com o rio seco (é preciso saber navegar entre o capim).
Não vi qualquer veículo sobre rodas na aldeia - nem bicicleta. Onde a gente andava, era areia.
A vivência
Dormimos dois dias em Três Unidos, aldeia kambeba. No segundo dia, os alunos do Programa Kuntari Katu, que estão em processo de formação para se tornarem negociadores em espaços como as COPs, desenvolveram mini projetos em grupos menores.
Defender um projeto - mesmo que num teatro - foi importante para lhes dar a dimensão de como discutir questões de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Os alunos são dos seis biomas brasileiros, então a vivência de cada um era única.
Foi massa participar dessa missão, aprender e rir com eles.
O último grupo interagiu com a equipe MPI como "financiadores".
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
Japim
Acordei bem antes do despertador ou qualquer barulho humano. Acordei ao som de pássaros desconhecidos.
Depois entendi que a pousada tinha sido batizada em referência a eles e que o restaurante, sumimi, levava o nome kambeba desses pássaros pretos e amarelos que emitem sons peculiares até no voo.
Ida à aldeia
Estou há mais de um ano no MPI e pela primeira vez tenho uma passagem emitida pelo ministério. A viagem de avião foi até Manaus, onde descansamos por algumas horas antes de começar o módulo 2 do curso de formação de jovens lideranças indígenas para negociar projetos na COP 30 de Belém. O nome do curso foi tirado do nheengatu e significa falar bem: kuntari katu.
No dia seguinte, fomos de ônibus cheio até a sede da FAS - Fundação Amazônia Sustentável, que havia captado recursos numa COP passada pro curso acontecer. Como a FAS é ligada aos bancos, o discurso do mercado de crédito de carbono está muito mais presente que demarcação de territórios e garantia de direitos.
Eu fiquei escandalizada com essa hierarquização de prioridades: água, energia e internet acima de saúde, educação e direitos. Achei péssimo também o discurso de prosperidade na aldeia - no MPI acreditamos no bem-viver, mesmo que cada um o interprete ao seu modo.
Depois do almoço, fomos de ônibus até o rio Negro, onde embarcamos numa lancha em direção a Três Unidos, a comunidade indígena - kambeba - mais próxima de Manaus em que a FAS desenvolve projetos de empreendedorismo.
A viagem que devia durar 2 horas ultrapassou 3. O barqueiro teve que usar uma lanterna potente pra enxergar o caminho entre as gramas que cresceram no leito do rio seco.Tinha uma bandeira indicando a entrada, mas não foi fácil acertar o caminho na escuridão.
A liderança local veio nos ajudar a desembarcar e tirar as malas do barco.
Havia um restaurante com lanche nos esperando, redário para os cursistas e pousada para nós, equipe do MPI. Eu tive a sensação de estar numa comunidade ribeirinha comprada (escola Samsung, laboratório de informática Americanas, restaurante que FAS incentivou) e enfeitada com plaquinhas coloridas com dizeres edificantes, habitada por indígenas.
O rio Negro está no fundo. O braço que vem pra cá está coberto de vegetação devido à seca do rio. Gostei de comer tambaqui assado, mingau de banana e farinha, ver a chuva amazônica, tomar banho gelado de noite e os japins (sumimi em kambeba). Gostei de ter vindo porque preciso entender a realidade altamente diversa (entre si e diferente de nós) dos povos indígenas. Por fim, essa turma é bastante animada.
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
Sim?
O MPI está com edital aberto para participar de curso de inglês oferecido pela embaixada estadunidense. Pelo edital, a pessoa precisa se encaixar num certo perfil: estar com idade entre 18 e 40 anos, ser indígena, não ter participado de qualquer curso de inglês oferecido pela Embaixada, não ter feito intercâmbio em país cuja língua oficial é inglês, ter disponibilidade para participar de curso online de 4h semanais e ter condições para participar do curso (computador e internet). Para que nós possamos avaliar as inscrições, colocamos todas essas informações num formulário pra pessoa responder. Então, para se inscrever, é preciso responder ao formulário e enviar documentos por email.
Se tiver algum parente aí: https://www.gov.br/povosindigenas/pt-br/assuntos/editais/em-parceria-com-embaixada-norte-americana-programa-oferece-curso-de-ingles-para-liderancas-indigenas-jovens
Estou recebendo respostas de formulário e conferindo o email. O formulário criou uma planilha com as respostas. Passei a me concentrar na coluna referente à pergunta "Você é indígena?", porque o padrão de resposta varia muito:
sim
SIM
sim.
sim!
SIM!!
simmmm
sim munduruku
sim, MURA.
sim, tuxá
sim, povo pataxó
sim. Povo guarani
sim - xukuru
sim (kaingang)
sim, tenho rani
sim, já sou indígena
sou indígena nato
indígena
indígenas
eu sou indígena
indígena do povo kayapó
indígena marubo
tapirapé
não
A Veronique Dahlet considera maiúsculas e repetição de letras como sendo sinais de pontuação (eu não consigo). Pelos modos como cada "sim" foi registrado, posso imaginar histórias de como a identidade indígena é/foi/está sendo construída. O uso recorrente (!) do plural "indígenas" me chamou atenção, bem como o "já sou", que indica um processo individual aí.
domingo, 8 de dezembro de 2024
Bodas de aço
Por incrível que pareça, foi a minha mãe que nos lembrou do aniversário de casamento. 11 anos se passaram desde o casamento - superamos a crise dos 10 anos!
Agnes transformou uma casca que protege o fruto da graviola em coração. E transformou nossas vidas.
domingo, 24 de novembro de 2024
Só sei que nada sei
Chegou um pacote com duas camisetas pra Agnes. Uma tinha uma estampa já conhecida (a menina cresceu e a camiseta ficou pequena), a outra tinha uma estampa que parecia ser quadrinho sem quadrinho e que não fazia sentido. Começa com uma exclamação e termina com uma interrogação. No meio do caminho, o sinal vai entortando e uma noz vai crescendo dentro da cabeça da pessoa. Expliquei que a gente começa cheio de certezas. As crianças, por exemplo, SABEM tudo; e conforme vão se desenvolvendo, vão ficando com dúvidas.
Ah, tá, eu sei, eu sei.
Perguntei, depois que as duas camisetas estavam lavadas e prontas pra usar, qual camiseta ela queria usar primeiro e Agnes respondeu que queria usar a camiseta da dúvida: É mais a sua cara, mãe.
segunda-feira, 18 de novembro de 2024
Tijuca
Depois de longa temporada de chuva, o tempo abriu hoje. Preferimos evitar as multidões na praia e fomos de metrô e Uber pro Parque da Tijuca.
Muito bom ouvir os sons da Mata Atlântica, respirar o ar úmido da floresta, sentir o corpo lidando com a trilha. E assim nos despedimos do Rio de Janeiro.domingo, 17 de novembro de 2024
Rusalka e a narradora
Luis tinha arranjado ingressos pra ópera. Chegando na porta do Theatro Municipal, descobri que se tratava de uma peça de Antonín Dvorák.
Tentamos ler as legendas pra Agnes no começo, mas confesso que logo fui capturada pela peça. A Disney transformou a ninfa Rusalka na sereia Ariel - a história era conhecida.Gostei do cenário que trazia uma linguagem simbólica. No primeiro ato, o palco central é ocupado por uma estrutura à espera de músicos: cadeiras, suportes de partitura, lâmpadas e cabos. Jezibaba, a bruxa, traz um caderno/livro de partitura enorme que é depositado no púlpito do maestro. Entendo que é a feiticeira que conduzirá a narrativa.quarta-feira, 13 de novembro de 2024
Vínculos excluídos
Fiquei uma semana sem conseguir bater ponto por causa dessa transição, as minhas horas acumuladas - tanto no banco de horas para o recesso como no banco de horas comum - foram zeradas e as minhas fichas de frequência dos meses anteriores não constam. É como se eu tivesse entrado no MPI de novo, sem qualquer histórico.
Pelo que aprendi das outras vezes, nem adianta brigar pelas horas perdidas. Vou ter que provar ao meu chefe que tenho mais de 40 horas (isso dá 5 dias!) acumuladas e vou abatendo essas horas com outro código, tipo serviço externo.
Na UNIR eu tinha dois siapes: recebi o segundo quando virei editora da EDUFRO, porque eu recebia função gratificada. Mas como professor não bate ponto, a mudança de siape não tinha grande relevância na minha vida profissional. Agora, que tenho a impressão de que a minha vida profissional depende muito mais da minha presença no local do trabalho do que da qualidade intelectual do meu trabalho, mudança de siape é um transtorno, porque o tempo que adquiri anteriormente não é registrado no sistema.
quarta-feira, 6 de novembro de 2024
Assessoria Internacional
Cheguei na ASSINT ontem, depois de publicada a minha portaria. Ainda não tenho cadeira, computador, telefone, acesso ao SEI daqui, mas as coisas vão se ajeitando. O MGI está ocupado em me vincular novamente ao MPI, mas dessa vez como assessora técnica lotada na ASSINT, não mais na função de assistente vinculada ao DELING.
Daqui pra frente deixarei de receber os 1.888,- que eu recebia como assistente, mas espero que eu possa contribuir com mais qualidade e menos desgaste para o MPI. Como deixo de ter o cargo/a função, poderei voltar a tirar os 45 dias de férias a que os professores têm direito.
Olhando pra trás, percebo como aprendi muito nesse ano na SEART, mas achei difíceis as relações com o chefe que entende as coisas de outro jeito, a falta de foco e prioridade, a ausência constante dos dirigentes e dou graças aos céus por não ter que ouvir os hinos de louvor cantados por quem trabalha com fone no ouvido e não percebe que está emitindo sons desastrosamente cacofônicos.
quinta-feira, 31 de outubro de 2024
O bolo de despacho
Antes de ir ao evento de retorno do manto, ou seja, no início de setembro, soube que um dos (dois) assessores da Assessoria Internacional do MPI tinha sido chamado pela Ministra pra trabalhar diretamente no gabinete e que o Chefe da Assessoria estava levemente desesperado com o volume de trabalho e a falta de gente pra ir nas COPs, fazer articulação etc. Me ofereci, ele ficou feliz, mas pediu que eu acertasse com o meu chefe.
No mesmo dia, desci, conversei com o meu chefe imediato, o diretor do departamento, e com a coordenadora de políticas linguísticas (com quem eu tenho feito a dobradinha aqui no MPI) na mesa redonda sobre a minha decisão de sair da SEART e ir pra ASSINT. Eles entenderam e avisaram que o processo tinha que ser formalizado por quem me requisita (ASSINT).
Subi de novo e informei que precisava abrir um processo SEI solicitando a minha movimentação. Dei meus dados e esperei. Mas o chefe da assessoria internacional tava com tanta coisa pra fazer, que o tal do ofício de lá pra cá só saiu na primeira semana de outubro. O secretário da SEART se surpreendeu e quis chamar para uma conversa, anunciando que com a licença maternidade da secretária que ele substituía, a gestão da SEART mudaria. Expliquei que a assessoria internacional me interessava mesmo. O processo tramitou com agilidade nos dois dias seguintes: eu manifestei interesse em mudar para a ASSINT, meu chefe manifestou anuência, mas o processo não saiu da caixa da SEART.
Meu chefe imediato entrou em férias e foi determinado (o secretário combinou com o chefe de gabinete) que eu ficaria até o homem voltar das férias, no fim do mês, pra não desfalcar o departamento. Fiquei muito brava, conversei com o secretário e a dificuldade de encontrar pessoas qualificadas para assumir o meu cargo de assistente foi colocado. Ficando por mais duas semanas, ele ganharia tempo para encontrar alguém.
Uma semana depois, fui informada que estava liberada e que o processo tinha sido despachado para o setor de pessoal. O processo voltou a tramitar, mas parou na Secretaria Executiva. Subi, fui falar com o assessor a quem o processo estava atribuído. Ele explicou que só precisava sentar com o Secretário Executivo pra fechar e que havia uma lista de movimentações no MPI que precisavam do aval dele. Enquanto conversávamos, o telefone dele tocou e alguém informou que o despacho com o Secretário Executivo tinha sido cancelado.
Entendi que eu precisava fazer algum ritual pra sair da SEART e ir pra ASSINT. Estava anunciado pra hoje o Café SEART, para o qual cada um contribui com alguma coisa. Fiz um bolo de chocolate com damasco e nozes. Assim que cheguei com o bolo de manhã, avisei que era o bolo da despedida. Depois anunciei na roda que eu esperava que assim que o bolo fosse todo comido, se destravasse o processo SEI e que eu pudesse assumir outra pauta. O pessoal, solidário, ajudou a acabar com o "bolo do despacho" rapidinho.
Quando meu chefe veio e apertou a minha mão, quebrou o meu anel de tucum. Eu entendi como um sinal.Por enquanto o meu ritual ainda não teve efeito. Mas hoje é dias das bruxas!
terça-feira, 29 de outubro de 2024
Escrever entrevistas
A primeira vez que me deparei com questões existenciais nas entrevistas foi quando entrevistei Arika Okrent e Kory Stamper e depois traduzi e transcrevi tudo pra ser publicado na CadLin como duas entrevistas separadas (Arika Okrent aqui e Kory Stamper aqui).
Eu era a entrevistadora, mas essa figura não constava no hall de colaboradores que a revista usava, a taxonomia CRediT. Escrever a entrevista não significa transcrever, ou seja, ouvir e escrever as palavras ouvidas, porque na conversa face-a-face muitos acordos comunicativos são fechados através de gestos, olhares, risos e outras coisas que não se escreve. Escrever uma entrevista então é um compromisso entre anotar o que foi dito e preencher vazios aos quais o leitor, em outro tempo, não tem acesso. Cheguei a ler o livro do Alberto Lins Caldas (Nas águas do texto) pra confirmar que escrever entrevistas envolvia um ato criativo.
Eu não queria ser a única autora da entrevista, meu nome não precisava aparecer em primeiro lugar, mas pô, na taxonomia, quem tinha ESCRITO a entrevista era eu - elas falaram.
A segunda vez que me deparei com questões existenciais nas entrevistas foi agora, mas dessa vez com o foco na verdade. Quando eu estava no RS, o arqueólogo em exercício na SEART e uma representante da Sociedade Brasileira de Arqueologia entrevistaram quatro membros do GT de repatriação de artefatos indígenas situados em museus no exterior (Eliel, Julia, Karkaju e eu) sobre o processo de restituição do manto. Eles queriam entender qual tinha sido o papel do MPI - que quase não apareceu na mídia em relação ao manto tupinambá - nesse processo de repatriação.
A primeira data e horário marcados pra essa entrevista online não foi possível pra mim, então mudaram a data e horário e me senti importante. Fomos orientados a responder as perguntas um por vez, pra facilitar a transcrição. O Teams, a plataforma que usamos pra fazer a reunião online, grava e transcreve a fala - mas do jeito dela. Karkaju, por exemplo, foi transcrito como Carcaju, Carajá e Caixeta. Outro nome que saiu irreconhecível foi Amotara, que a máquina transcreveu como Mota Ramos. Universidade Indígena ficou anotado como Universidade de Jena. Isso não surpreende. A máquina não sabe os nomes das pessoas.
Mas o entrevistador, colega de MPI, deveria ler o que a máquina escreveu. Quando ele nos enviou "a entrevista pronta", identifiquei problemas com vírgulas, crases, frases soltas, nomes, afirmações do tipo que o GT do MPI conduziu o processo de repatriação do manto tupinambá, falhas na transcrição (Eliel dizia: os tupinambá vieram aqui no MPI pra reivindicar o retorno do manto. Ficou escrito: nós no MPI reivindicamos o retorno do manto). Por fim, reparei que as referências à Lou eram apagadas, além de que todos tinham o seu cargo de diretor, coordenador geral e coordenador ao lado do nome, ao passo que a Lou era só linguista. Meu cargo de assistente não me paga muito dinheiro, mas é um cargo.
Passei dois dias ouvindo a gravação e reescrevendo a entrevista que "tava pronta". O que mais me indignou foi a falta de familiaridade com o gênero entrevista e o descompromisso com o que os entrevistados falaram (em favor do que a máquina transcreveu). Dessa vez, eu fui uma das pessoas entrevistadas, mas quem escreveu a versão final fui eu - de novo.
domingo, 20 de outubro de 2024
Cinamomos e sapucaias
Pequena expedição fotográfica no Eixão.
A missão seguinte era fotografar as sapucaias que já estão mudando de cor.
Eu queria ver as flores mais de perto e só achamos algumas no chão. Os ouriços já estão vazios.
Agnes animou com as cascas de cigarras e fez algumas instalações.
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
Usufruto de horas acumuladas
Luis foi um dia antes. Agnes e eu fomos no sábado, depois da jornada de trabalho/escola na sexta. O avião que nos levaria a Campinas foi pego por uma tempestade e atrasou. Agnes abriu a mochila, tirou um livro (havia um livro dentro da mochila dela!) e começou a ler.
Depois do caldo de cana, levei o pessoal no observatório da Unicamp. Eu tinha boas memórias de lá (nos anos 2000 e pouco, não havia estrutura lá, era só um lugar alto que chamávamos de observatório), mas o lugar está totalmente diferente agora. Se divertiram, vimos o pôr-do-sol e seguimos.
Acostumada com museus de ciência, Agnes nos guiou pelos equipamentos dispostos lá, no museu a céu aberto.
No dia seguinte, logo de manhã, fomos no Bosque a pé. Achei um barato a disposição dos insetos nos painéis e me dei conta da curadoria por trás da exposição.
Agnes também curtiu a disposição dos insetos. É uma forma peculiar de exposição: intuitiva e que dialoga com as crianças.
No último dia, teve sorvete na Sergel (acho que me arrependi, porque no domingo é lotado e virou esquema self-service) e volta no Taquaral. Estou aprendendo a lidar com o meu banco de horas. Não trabalhar na segunda-feira foi muito massa!






















































