sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O custo da comunicação

Muito tempo atrás, nem lembro mais quando foi, recebemos uma conta de telefone com um valor obsceno: R$ 1.208,55. Somos 6 pessoas nesta república, e nossa conta vem sempre em torno de R$ 200,00.

Descobrimos que a nossa linha telefônica tinha sido clonada. Reclamamos na Telefonica, eles concordaram que aquele valor de conta era muito fora do nosso padrão, pediram pra gente discriminar as ligações que não reconhecíamos como nossas (todas para celular) e disseram que nos mandariam outra conta.

Mandaram outra conta, no valor de R$ 1.208,55, que não pagamos. Óbvio. Reclamamos de novo, responderam positivamente de novo. Pedimos pra que resolvessem o problema do gato na nossa conta, que é responsabilidade da Telefonica, não nossa. Será providenciado.

O tempo foi passando, e veio outra conta, referente ao mês seguinte. Quem ligava na Oca, ouvia uma mensagem de caixa postal de um celular Claro. Sabe aquelas coisas modernas de você direcionar a ligação do celular pro fixo... A nova conta ainda tinha umas ligações pros mesmos celulares alienígenas. Tentamos cancelar o telefone, a linha caía, a ligação era transferida, a pessoa era colocada em modo de espera.

Cortaram o nosso telefone porque não pagamos as contas. Não pagamos as contas porque não são inteiramente de nossa responsabilidade. A gente levantava o fone do telefone e não ouvia nada. Silêncio absoluto. O corte do telefone é ruim pra todo mundo. Fora eu, todos os tapioquenses têm celular. Eu tenho Skype, mas continuo sem telefone para contato. Eu posso ligar pras pessoas, e como no Skype estou ainda com o endereço da Holanda, a ligação pra casa do meu irmão ou dos meus pais é muito, mas muito mais barata que a ligação pra rua de trás aqui em Barão, pra pedir água mineral.

Veio uma proposta de parcelamento de dívida, que somava um total de aproximadamente 400 reais. Só que não vinha explicitado a que se referiam esses quase 400 reais. Fomos ao Procon, prestar queixa. Imediatamente recebemos um telegrama da Telefonica informando que a Telefonica tinha tentado entrar em contato conosco e não tinha conseguido. Será que tentaram ligar aqui, no telefone que eles cortaram? Não duvido. Ligamos lá (do orelhão) e disseram que nos mandariam, finalmente, a conta de R$ 1.208,55 corrigida.

Ontem chegou uma conta de R$ 8,21. Não está discrimado a que se refere este valor escandalosamente baixo. Pagamos a conta hoje mesmo, mas isso não significa que já tenhamos telefone. Ainda falta a Telefonica nos mandar a outra conta corrigida e nós pagarmos essa conta. Em todo caso, quando levantamos o fone do telefone, ouvimos o sinal de ocupado. Um passo a mais na evolução.

* * *

Minha mãe queria que eu lhe mandasse um fax. Onde que eu vou mandar um fax? Fui na Unicamp, olhando as placas dos estabelecimentos que fazem xerox, das lan houses e matutando quem oferece o serviço de envio de fax. Na Unicamp encontrei com a Maíra, que me deu a resposta do dilema: Correios. Fui no Correio e a atendente ligou. Desligou ao ouvir o telefone tocando do outro lado. Socorro, tá tocando. Calma, são os meus pais, pode falar português. Voltou lá, ligou, conversou com o meu pai, não enviou o fax e voltou. Disse que não tinha sinal de fax. Tentou de novo, esperou chamar até cair na caixa postal e desistiu. Perguntei se eu tinha que pagar alguma coisa, porque afinal de contas ela tinha completado uma ligação e conversado com o meu pai. Não, eu marco que deu erro. Beleza.

Voltei pra casa, conversei com a minha mãe pelo Skype e pedi a ela que me explicasse como o funcionário dos Correios deve proceder. Voltei ao Correio, pedi pro funcionário apertar o botão verde - aconteça o que acontecer - e o fax foi enviado. Perguntei quanto custava. Pra minha surpresa, deu R$ 13,00. Meu, nem o tempo da ligação nem o custo do papel de fax nem o tempo que o funcionário gastou apertando o botão verde justificam este valor.

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