sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Junta Médica de novo

Fui na Junta Médica, aquele lugar onde não se pode entrar trajando bermuda e regata, para que me dessem um laudo a partir de todos os meus exames médicos, confirmando que estou apta para assumir o cargo de professora. A gordinha baixinha de regata e cara de sapo me disse: pode sentar, porque aqui demora bastante.

40 minutos depois, com o semblante totalmente transformado pelo tédio, ouço alguém murmurando o meu nome. Era ela, ensaiando um chamado enquanto alisava os meus documentos com ... eu diria carinho. Sou encaminhada para uma sala onde estão sentados seis ou sete médicos gordos e velhos. O doutor que me tinha sido indicado não me cumprimenta, mal me olha, mas estuda o meu RG minuciosamente. Demorou esse tempo todo para formular a sua primeira pergunta: você fala alemão?

Um por um, desdobrou os laudos e examinou os carimbos dos médicos. Por fim, perguntou pelo meu laudo toxicológico. Não está aí? Mandou eu procurar na papelada. Eu não sabia por o que procurar, e expliquei que eu não entedia aquelas siglas todas. Chegamos à conclusão de que os exames de maconha e cocaína não estavam na minha coleção de exames. Com essa minha cara de bicho grilo, como que eu ia provar que não há nem vestígio de entorpecentes no meu corpo?

Voei pra casa, confirmei que eu não tenho esses exames, nem mesmo os fiz. Fui no consultório em que eu tinha feito o pacote de exames médicos e mostrei que o exame toxicológico tinha sido esquecido. O laboratório que analisou a minha urina semanas atrás vai emitir o laudo.

3 comentários:

Ju Reis disse...

Lou
A universidade não tem um serviço de atendimento ao trabalhador?
Não podem te tratar assim isso é preconceito.
bj

iglou disse...

Não é preconceito, é falta de estrutura. A Unir não tem hospital universitário...

Juliana disse...

Mas Lou isso não se faz no hospital universitário.
Bom mas se vc não sentiu como preconceito tudo bem...
bj