quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Primeira correspondência

O carteiro não me achou em casa, então deixou um aviso de tentativa de entrega de encomenda na minha caixa de correio. Avisava que voltaria no próximo dia útil. Liguei nos Correios na tarde do dia seguinte, perguntando onde estava a minha encomenda. A moça me explicou que o que determina a freqüência das entregas é a quantidade de Sedexes. Encomendas vão de carona com Sedex. Como não tinha havido nenhum Sedex naquele dia, minha encomenda tinha ficado na sede dos Correios. Pedi o endereço e ela me explicou que ficava a caminho da balsa para Manaus.


Voltei a ligar hoje de tarde, reclamando a minha encomenda. Isabela me disse que ainda estava lá, porque chegou pouco Sedex. Sem saber quem era o remetente da minha encomenda, nem qual era o seu tamanho, fui de Amarilda e uma mochila vazia no rumo da balsa. 


O pacote era enorme e não cabia na mochila. Quase pedi pra deixar a encomenda lá e que o carteiro me trouxesse aquele pacote gigantesco quando houvesse Sedexes suficientes para o carteiro se dignar a entregar a minha encomenda em casa. Mas ela disse: é levinho, ó. Prendi o pacote entre a mochila e as costas e lá fui eu, trazer minha primeira correspondência e ao mesmo tempo o meu primeiro presente pra casa. 


Ferrone e Kit, vocês alegraram a minha vida. Só de poder olhar pras montanhas, sinto que a minha vida aqui é menos chata.