sábado, 1 de agosto de 2009

Surgiu um imprevisto

Nessa última semana, quando todo e qualquer homem me disse que ‘surgiu um imprevisto’, minha vida atrasou um pouquinho.

Primeiro foi o caminhão de mudança que tava marcado pra chegar às 8:00. Eu tinha acordado cedo e esperado e esperado e quando cansei de esperar, liguei pro cara da transportadora. Então, surgiu um imprevisto e o caminhão vai chegar só às 11:00. Tudo bem, eu espero. Chegou 12:30.

Depois foi o cara da bicicletaria onde deixei a minha Caloi 10. Eu não tinha visto nenhuma bicicleta desse tipo em PVH quando fui da primeira vez, portanto achei por bem trocar as peças dessa bicicleta histórica em São Paulo. Pneu da frente, catraca, corrente e coroa. O cara da bicicletaria virou quase meu amigo durante a conversa que tivemos sobre Rondônia, estabilidade no emprego e a aventura de viver. Concluímos o papo com o combinado de que eu voltaria em uma semana para pegá-la. A pessoa tinha uma semana pra fazer o serviço. Chego no dia combinado e vejo dois meninos esperando na frente da bicicletaria, esperando ela abrir. Eram os funcionários que estavam esperando ali fazia 3 horas. Um deles disse que tinha desmontado as peças da Caloi 10 e que só faltava botar as peças novas. Liguei e o sujeito me disse que não tinha encontrado a coroa. Expliquei que o caminhão de mudança viria de manhã cedo no dia seguinte, e que por causa da incompetência dele para achar uma coroa boa em uma semana a Caloi 10 não partiria com a mudança. Eu partiria só um dia depois, portanto ele ainda tinha um dia para achar a tal coroa.
Sim, claro, eu não gosto de andar de moto, mas amanhã vou eu mesmo de moto lá, buscar a coroa e te entrego a bicicleta de qualquer jeito.
Como assim, de qualquer jeito? A todo custo ou sem coroa?
A todo custo, rodando e tudo certinho.
No fim da tarde do dia seguinte apareço na bicicletaria e vejo a Caloi 10 pendurada e sem o pneu da frente. Então, surgiu um imprevisto.

Por fim é o Berg, cheio dos imprevistos. Quando cheguei no aeroporto de PVH, liguei pro celular dele e ele me disse que tava na casa, mas que era melhor eu não ficar na casa não, porque tava tudo muito sujo. Ele tinha tido um problema e não deu tempo de colocar o piso, pintar as paredes ou colocar os vidros. Quando o taxi me deixou na minha casa, vi que tinham capinado o mato, mas não tinham feito as reformas internas tão urgentes. Limpei um banheiro provisoriamente e coloquei a Akari lá dentro. Fui no supermercado e voltei com baldes, panos, detergente, sabão em pó, desinfetante e um rodo. Passei a tarde toda lavando chão, pra poder me instalar na sala. Os caras que iam botar os vidros tinham combinado de chegar às 14:00 e vieram às 16:30, dizendo que tinha surgido um imprevisto. Berg me disse que tinha sido assaltado na loja de materiais de construção e que tinham batido nele. Tinham levado tudo. Mas aparentemente não lhe levaram nem a moto nem o celular.
No dia seguinte eu não vi o Berg e os outros que vieram aqui pintaram as paredes. Ninguém colocou o piso. Akari já está suja de tanta poeira que tem dentro da casa. Com o piso colocado, poderei limpar toda a casa. Hoje Berg apareceu às 9:00, sozinho, dizendo que precisava ir numa aula de Formação de Condutores, porque ele tinha sido parado pela polícia e tava sem o documento da moto. Combinamos de eu voltar à casa pra abrir pra ele, pra ele colocar o piso, às 14:00. Saí de casa às 14:45, deixando o portão aberto e a chave da casa escondida. Liguei pro Berg explicando onde achar a chave. Ah, então, dona Lu. Surgiu um imprevisto.

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