sábado, 29 de agosto de 2009

O preço da mensagem

“(...) Tudo começou com as tentativas de [Claude] Shannon, nos Bell Telephone Laboratories, para definir e medir quantidades de informação transmitidas pelas linhas de telégrafo e de telefone, a fim de conseguir estimar eficiências e de estabelecer uma base para fazer a cobrança das mensagens transmitidas.”
(Capra, 1996, p. 65)

Esse seria um ótimo começo para uma história. Já fizeram filmes sobre Einstein, peças de teatro sobre Heisenberg e até coloriram um filme sobre mágica com pitadas da biografia de Tesla. Por que não uma história sobre a informação e seu preço? Quais são as unidades mínimas de informação? Uma palavra? Um silêncio revelador? Cobra-se pela mensagem ou pelo tempo de interação? Ou ainda pela distância que a mensagem viaja?

O que vem depois desse primeiro passo não é enfadonho, porque os meios de comunicação à distância se multiplicam com o passar do tempo. E os custos para a transmissão de informação variam conforme os modos de comunicação, o tempo e a distância que a informação percorre.

Darei um exemplo prático.
60 minutos de lan house, em que eu posso fazer uso das minhas contas de skype e e-mail, me custam R$ 1,50.
4 minutos no orelhão de conversa com a minha vó em Gramado me custam 28 unidades no cartão telefônico. O cartão de 40 unidades custa R$ 6,00, portanto gastei R$ 4,20.
3 minutos e 24 segundos de conversa com o meu pai na Alemanha pelo celular custaram todos os meus R$ 14,44 de crédito.
Você duvida da minha sanidade mental quando digo que liguei para a Alemanha do celular. Mas o fato é que R$ 14,44 de crédito são mais que 40 unidades no cartão telefônico.

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