segunda-feira, 30 de março de 2009

Ciclotour para Colônia

A minha bicicleta tinha ficado na Heitor Pentado, porque não tinha ficado claro até a noite da bicicletada qual seria o nosso destino no dia seguinte. Se fosse a Zona Leste, eu teria que pedalar muito mais que os meus companheiros.
Saí da Zona Sul de manhãzinha, atravessei a cidade de ônibus e metrô e depois voltei para o mesmo ponto, por outro caminho, de bicicleta, em companhia do Dio e Lucas. Íamos pra Colônia.
Passamos por trás do autódromo, pela avenida + ponte nova, pegamos a Teotônio Vilela com trânsito e a Belmira Marin naquele inferno caótico de latas velhas e batidas, motos, escapamentos que faziam os meus olhos lacrimejarem, buzinas e gente atravessando tudo em todas as direções. Depois da última subida longa, em curva e cruel, a paisagem se acalmou e passamos por uma fila longa de carros que esperavam para subir na balsa. Depois da parada pro caldo de cana começou a chuva. Em seguida veio a terra. A velocidade baixou drasticamente, as pastilhas de freio eram mastigadas pela lama.
Perdemos a entrada à esquerda pra Colônia e fomos parar no lugar onde haverá mais um rodoanel.
Quando achamos os trilhos do trem que não circula mais, fizemos uma pausa. Ao voltarmos a girar o pedal, reparei que o meu pneu de trás estava escandalosamente murcho. Enchi o pneu, acreditando que conseguiríamos chegar em Colônia. A fé funcionou, e até achamos um restaurante aberto às 15 pras 4 numa tarde de sábado. Comemos arroz, feijão, carne e batata frita num restaurante em que as únicas cadeiras embaixo da mesa eram aquelas em estávamos sentados. Depois do almoço, Lucas trocou (eu não tive chance, mas obrigada!) a câmara furada do meu pneu furado. Voltamos pelo asfalto, passando pela Cratera, Varginha, Interlagos. Me despedi dos dois na estação Jurubatuba.
Foram 5:20 horas pedalando 86,57km, numa velocidade média (putz baixa) de 16.2km/h. Nunca cheguei em casa tão suja como dessa vez. Como a Amarilda tem paralamas e a minha capa de chuva é um poncho, minhas costas foram poupadas da lama.

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