sexta-feira, 6 de março de 2009

De mudança

Toda vez que a gente faz mudança, percebe quanta tranqueira vinha acumulando. Numa pasta grande encontrei todas as minhas obras de arte produzidas no tempo de escola. Uma ou outra coisa valia a pena, mas o resto foi pro lixo. Me dei conta que eu fazia muitas camisetas. Os rascunhos estavam todos guardados:
Essa camiseta eu fiz pro Philip, mas aí um dia a mãe enfiou uma roupa nova e vermelha (que descoloriu, colorindo todas as outras roupas de cor de rosa) na máquina em que ela tava, e ele não usou mais a camiseta. Bobagem dele. A contraparte do rascunho eu ia usar pra fazer uma camiseta pra mim, pro meu irmão e eu sermos um par de vaso, apesar da distância geográfica entre nós. Não fiz.
Essa também foi pro Philip, e acho que a camiseta até já gastou. Desconfio que o desenho seja da minha mãe, e eu é que passei pro tecido da camiseta.
Fiz 8 camisetas pros meus amigos de faculdade e uma pra mim. Desenhei cada um fazendo o que gosta. Esse aí é o Paulo Punk. O Esteves toca violão clássico, o Dio conversa com um informante indígena, a Roberta está discutindo sobre as belezas do Rio, a Ellen está conversando com uma criança, a Vanessa está escrevendo, a Alessandra está representando no palco, o Everal está sentado num bar, o Rodrigo está todo moleque, no fundão da sala.
Outra camiseta que fiz pro Philip, quando eu ainda tava na escola. Ou será que foi pra mim?
Esses são trabalhos que a minha mãe quis jogar fora quando mudamos pra Nordwohlde. Acho que é um trabalho de faculdade, porque leva a data de 1976. Eu não pude permitir que fosse pro lixo.
Essa é uma xilogravura dela que também foi salva do lixo. As minhas coisas eu jogo fora na boa, mas as dela não dá pra dispensar. Bom, eu também não sou artista plástica, ela é.

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