terça-feira, 3 de março de 2009

Estranho

Um louva-a-deus entrou no meu quarto e ficou lá por um bom tempo. Interagindo com ele, percebi como o bichinho é invocado. Não é à toa que um certo estilo de kung fu carrega o seu nome. Mas o que faz um louva-a-deus no meu quarto? Acho que foi a primeira vez na vida que vi um, e logo ele foi se emaranhar no meu cabelo...
Um grilo completamente frenético e atordoado passou por todos os cômodos da casa. Consegui fotografá-lo na cozinha. O que leva um grilo a explorar a minha casa? Sede ou fome? Faz uns dias que não chove e faz muito calor.
Ouvi o passarinho que caiu do ninho no limoeiro piar. Encontrei-o de boca aberta. Trouxe água num copo porque não achei nenhum conta-gotas na casa. Quis alimentar o bichinho e cortei uma lagarta (lagarta tem de monte, minhoca é que é difícil) em três e dei pra ele, numa pinça. Observei uma bolota escura descendo pela garganta transparente do passarinho. Parou de piar e de levantar a cabeça com a boca aberta.
Já é o terceiro passarinho que cai pra fora do ninho no limoeiro, e cai longe, bem no meio do quintal. Como ele caiu de lá? Amanheceu morto e coberto de formigas. Desconfio que eu tenha matado o bicho quando ofereci lagarta no jantar. Acho que as mães-pássaro dão comida regurgitada aos filhotes, pré-processada. Mas não sei.
Vários passarinhos entraram em casa nos 2 últimos dias. Se não entraram, voltaram várias vezes à porta fechada, de cabeça baixa. Que venham voando até a pia ou o fogão eu entendo porque já vi. Mas que venham pra debaixo da mesa, em cima do banquinho, no meio do chão da cozinha, que são lugares onde não tem comida nem água, me espanta. A insistência deles também me surpreende. É o calor, a falta de chuva, ou tem outra coisa influenciando esses comportamentos desinibidos?
Este passarinho da foto, todo paradão e se deixando fotografar de perto, morreu. Tombou de lado, fechou os olhos e parou de respirar.

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