segunda-feira, 16 de março de 2009

Cenas insólitas

De noite, observo em pé e cansada, apoiando a cabeça no braço que segura a barra do ônibus parado no trânsito da 23, um mendigo acocorado de frente prum poste. Com uma caneta, ele desenha em cima da cal suja. Com o indicador, ameça seus desenhos e ordena que permaneçam ali.

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Tenho febre e frio, não consigo dormir no novo quarto de hotel que me deram, que é quase na cozinha e emana sons e cheiros de cozinha, tenho dor de cabeça e o ar não circula. Levanto e vou até a recepção, preocupada com o meu estado de saúde. Pergunto pra moça:
- O que uma pessoa com malária tem?
- Uma pessoa com malária tem que ir no posto de saúde e fazer exame.

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Olho pro velocímetro da Amarilda e vejo que ele registra uma velocidade de 30 km/h. Os carros que trafegam na pista, passam por mim a 120 km/h, e há radares espalhados no canteiro central que flagram abusos deste limite. Levanto o olhar e reparo em dois policiais medindo a velocidade dos carros. Percebo que o homem que segura o aparelho se vira para o outro e lhe pergunta alguma coisa. Quando os alcanço, ouço como o policial responde: não, bicicleta não.

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