sexta-feira, 6 de março de 2009

Chamando pra discussão

Anônimo volta a chamar pra discussão:

Engraçado, se não fosse trágico!

Quando da discussão sobre o em si da bicicletA, sobre a transposição dos termos e seu desdobramento materializado na legitimidade daqueles que dizem nos representar: ficamos às moscas! Só um moço lá que...não entendi mto bem o que quis dizer!

Agora.......que a senhorita endiabrada toca a ferida das relações de poder e das macro-estruturas eis que surgem infinitos pedevela de gabinete pra resguardar um grupo, espaço ou ideal e dizer que é isso ou aquilo! Conseguem até identificar o eixo espistomológico da conversa (as ciências sociais agradecem, ou não!), mas ainda assim não me ajudam a esclarecer como poderíamos garantir o acesso a informação de modo que ao término de cada pedal realmente se experimentasse novas formas de esclarecimento sobre as reais condições de uso da bicicleta no mundo que é!


Será que ninguém tem nada a dizer sobre o post da transposição de termos?
Da limitação de um movimento que faz corking em construir uma ação educativa, que penetre nos hábitos e transforme a cultura?
é muito mouse e pouco guidão!
é muito discurso e pouco legado!


Tô virando sua fã, Anônimo!

Veja, há esperança: Marcelo entrou em contato comigo (no post sobre a bicicletada junina), propondo a confecção de um manual sobre como se comportar no trânsito. Se a gente fizer esse manual em formato de panfleto, vai ser tanto pra ciclistas como pra motoristas. Mas é papel, provavelmente terá baixa distribuição e não mudará a vida de tanta gente. Em Campinas elaboramos (do grupo Campinas Cicloviável) um livrinho sobre a bicicleta e sobre como pedalar na cidade em parceria com a Emdec (equivalente à CET). O livrinho foi distribuído no Dia Mundial Sem Meu Carro Na Cidade de 2007, mas sobrou um monte.

A Emdec nos (Cicloviável) chamou pra darmos palestras pra professores da rede municipal (as multiplicadoras). Se não me engano, essas palestras se enquadravam na campanha Preferência pela Vida.
Foram 3 palestras pra 40 multiplicadoras cansadas em cada dia. Lembro que uma professora me disse numa palestra que, depois de ver que uma mulher pedala de Barão a Campinas e vai no cinema de bicicleta de noite, ela vai permitir aos filhos que pedalem nas ruas de Campinas. Uhú!!!

Em conseqüência desse contato com as multiplicadoras, fomos chamados por uma escola para ensinarmos as crianças de 1° e 2° série a se comportarem no trânsito. Tínhamos a esperança que essas crianças fossem de bicicleta pra escola, acompanhadas ou não de adultos, mas acabamos não voltando à escola pra saber que efeito a nossa intervenção teve.

Esse contato de cicloativistas com a escola foi esporádico e provavelmente só afetou a vida de 3 ou 5 pessoas. Mesmo assim, eu acredito no poder de formação da escola, e acho que é um local para se investir na formação de cidadãos capacitados para o trânsito.

Eu queria mesmo é que a TV passasse esse tipo de informação educativa nos intervalos comerciais, numa campanha assinada pela prefeitura ou órgão regulador de trânsito.

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