terça-feira, 3 de março de 2009

É isso aí

Caro Anônimo, quis te dar maior visibilidade, porque acho que estamos em sintonia:

É bem triste formar a ínfima minoria que consegue fazer a distinção clara entre "critical mass" e "corking". Enquanto muitos desavisados, num lampejo de protagonismo social e na ânsia de participar de algum grupo imprimem ao imaginário social uma conotação que desgasta a imagem do uso da bicicleta no trânsito. Coisa de movimento social! Sempre querem carregar mais bandeiras do que suas próprias causas. Se a causa é a bicicleta na rua, precisamos pois então da bicicleta na rua e só! Só que aquelas pessoas, como você minuciosamente descreve, não são da turma da bicicleta na rua, são dessa tal de bicicletada!
Logo falta-lhes o conhecimento tácito, de quem experimenta, como bem diz, fechadas, brigas por espaço e atenção, poluição, buzinadas e vidros fumê impenetráveis.

Quem brinca de andar de bicicleta com seu "abadá", atrás do trio elétrico e dentro dos cordões de isolamento do corking não vai nem entender qual o problema do ciclista com um vidrô fumê que não dá seta! A baderna de massa dificulta o acesso e a socialização da informação! O uso do corking elimina de vez o exercício fundamental no indivíduo em qualquer condição de trânsito: O de Sinalizar e o de Comunicar-se!

Aposto que muitos devem sair de tal passeio analfabetos em relação a como se posicionar e de que maneira se fazer visível quando solitário no trânsito! Querem conscientizar os motoristas? Como? Se não fazem a lição de casa...

Um comentário:

Cabelo disse...

Oi Lou!
Queria dizer uma coisa.

Como um estudo sociológico da bicicletada, os textos esclarecem alguns fatos e demosntram as diferenças entre as formas de ação direta, perfeito. No entanto algumas coisas precisam ser ditas.

Ao contrário do que o anônimo disse, a "causa" não é só a bicicleta na rua, nem de longe é isso. Existe o problema dos carros tomando o espaço público, trafegando muito rápido dentro da cidade, do transporte público sucateado. A bicicleta surge como uma alternativa, mas ela sozinha não fará milagres.

Podemos passar horas discutindo sobre causas, formas de ação direta, maneiras de se conscientizar e pressionar o poder público, mas o principal é que várias pessoas, cada um a sua maneira tem feito a sua parte.

Quem gosta de bike mesmo, não usa ela como se fosse um carro do ano, né? Porque tem cara que "milita" pela bike, mas a dele parece um SUV de tanta peça importada, mas cada um cada um.

Acho que São Paulo precisa da bicicletada, mesmo ela seguindo ou não as "regras oficiais do jogo".

Vamo que vamo que o mundo precisa da gente.