- Pode passar na frente, o seu é só uma aguinha.
- Obrigada, mas eu não tenho pressa.
- Você vai ter uma vida longa, então!
- Hehehe...
- Que bom que não está estressada.
Na bicicletaria de frente pro supermercado, me encontrei com a Juliana. O almoço durou umas duas horas, e foi um bom começo pra sacarmos quem é essa pessoa do outro lado da mesa, que eu tenho o costume de ler, e que me lê. Voltamos pra bicicletaria Moema Bike Sport e ficamos o resto da tarde penduradas lá. Conversamos com a Soraya e sua filhinha no colo, o Márcio que foi buscar o pequeno Lucas de bicicleta, o filho mais velho que não gosta de estudar e o Éder, que revisou as nossas bicicletas. Agora posso usar todas as marchas da Amarilda (a pequena da coroa não entrava nem com reza brava) e os freios, comidos pela lama, foram nivelados. Éder também corrigiu as minhas incursões no mundo maravilhoso da mecânica, cometidas depois do pedal pra Colônia. Minhas intuições estavam certas, mas descobri que há muito mais parafusos e roscas para girar que eu tinha considerado. Fico feliz por ter conhecido tanta gente boa numa tarde sossegada.
Foto: Juliana
Voltei enquanto escurecia, um pouco mais devagar que quando fui, porque o trânsito como um todo estava mais devagar. Poucos encaram essa lentidão com a mesma tranqüilidade que eu.














































