sábado, 18 de julho de 2009

Vai lá, pedestre

Foto não minha

Uso a faixa de pedestre mesmo quando ando de bicicleta, porque é mais fácil pra mim atravessar a Vereador José Diniz pela faixa de pedestre, empurrando a bicicleta, montar na bicicleta de novo, andar um quarto de quadra e entrar numa ruazinha que leva à minha rua. Atravesso ali pra não ter que pedalar ao longo do Clube Banespa, passar por trás da Sta. Marcelina, subir aquilo tudo e depois descer tudo de novo.

Só não desmonto da bicicleta quando o farol pros carros fecha justamente quando eu estou ali e não há nenhum pedestre atravessando na faixa. Mesmo assim, sinto que eu estou dando um mau exemplo pra quem me vê atravessando na faixa de pedestre pedalando.

Toda vez que eu espero pelo farol verde para pedestres, aperto o botão. Às vezes conto até 20 entre uma apertada e outra, às vezes aperto de maneira randômica, às vezes de forma insisitente. Mas nunca tenho a sensação de que o fato de eu apertar ou não o botão faz qualquer diferença. O farol para pedestres funciona em função do farol para carros, que segue um tempo que não é alterado por pedestre nenhum.

Me pergunto pra quê me mandam apertar o botão. Me pergunto por que aperto o botão, se o meu aperto não muda nada no tempo que eu tenho que esperar pra atravessar a avenida. Ao pedestre é dada a falsa sensação de que suas intervenções no trânsito são relevantes. Lhe é dada uma falsa sensação de poder sobre o tempo dos carros.

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