Ontem eu não estava mais fazendo sinapses suficientes pra lembrar de escrever da paisagem que eu via pela janela embaçada do ônibus.
Porto Velho tem muito asfalto e pouco verde. Quase não tem árvores, tem muito pouca grama e muita poeira de terra vermelha. Mas saindo de PVH vejo os comércios de mudas, viveiros de plantas ornamentais e frutíferas. Já sei pra onde ir, pra conseguir plantas e sementes.
No estado de Rondônia há poucas cidades grandes, e todas (exceto duas ou três) ficam na BR 364, que liga o Acre com o Mato Grosso. Isso significa que a paisagem na estrada (no estado de Rondônia) é bem marcada pela intervenção humana. Queimadas, pastos, fazendas, descampados e um ou outro coqueiro despontando por entre as árvores baixas.
Em Mato Grosso os acampamentos de sem-terra me chamam atenção. E de repente há uma serra no horizonte. Começam a aparecer pedras. Rochas mesmo. Engraçado como eu logo planejo onde colocar mãos e pés, e em vez de fendas, vejo agarras. Mas fora as pedras a paisagem é bem de cerrado.Vejo poucas e pequenas árvores com seus troncos pretos e engruvinhados, folhas cinza e esparsas flores amarelas.
No Goiás, o cerrado se mistura com as plantações e os pastos de vacas magras. Quando tem plantação, é de milho seco, queimado e retorcido. Kilômetros de mar marrom, de plantação perdida.
A viagem de ônibus não é mais tão desconfortável agora que a paisagem muda, é bonita e diferente do que eu conheço. As pessoas à minha volta fazem essa viagem regularmente e não reclamam tanto assim.
Em Minas já vejo pastos com gado gordo, do tipo de exposição ou para churrasco (vai saber). E em São Paulo as plantações tomam conta do cenário. Cana de açúcar e laranja me dizem que estou chegando perto de Campinas.
3 comentários:
No Brasil 47% de área cultivavel é pasto.
Puxa, Anônimo!
Isso é impressionante. E na outra parte da área cultivável plantam a soja que serve de ração pro gado?
Pra exposição no espeto lá na gringa!?
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