domingo, 5 de julho de 2009

Mulheres do planeta na Oca

São fotos, aquarelas, desenhos, entrevistas e vídeos que Titouan Lamazou fez de mulheres em várias partes do planeta. Tudo está exposto na Oca, no Parque Ibirapuera, a R$ 11 a inteira e R$ 5,50 a meia. De terça é de grátis.

Achei legal ver esse mar de mulher, mas não me identifiquei com nenhuma delas. Nem pude fazer analogias com a Olga ou a Monica, por exemplo. O que o artista procurou foram dois tipos de mulheres: jovens e bonitas ou mães e avós. Pra mim isso está claro. Por mais que eu não acredite no poder explicativo da Psicologia, lanço mão de recursos vindos de lá: esse homem usou como matéria-prima a figura da amante e da mãe. Tudo bem, tinha lá uma exceção, uma francesa de meia-idade ativista da memória (seja lá o que isso for). Ela era gordinha e meio hipponga. Acha que o rosto dela apareceu? Nada, tava de costas. Nessa eu não colocaria o carimbo nem de amante nem de mãe, mas de colega excêntrica.

Muitas aquarelas eram mais expressivas que as fotos, poucas fotos eu penduraria na minha sala, não parei pra ver nenhum vídeo e sobre as entrevistas, bem, foram reduzidas a uma afirmação. É que o artista fez com todas o mesmo questionário (<- que a Juliana transcreveu no blog dela) que contempla questões sobre religiosidade, beleza própria, medo, opinião sobre os homens, motivação para sair da cama de manhã e a morte. Na exposição, embaixo do nome de cada uma, aparece uma frase (ou afirmação formulada em mais de uma frase) que a mulher proferiu para responder às perguntas. Algumas eu achei massa, outras me fizeram pensar se a moça não tinha dito nada de mais interessante que o que o artista escolheu pra botar lá.

Com uma mão só não dá pra aplaudir. Preciso das duas.
Por que você está me fazendo essas perguntas?
... e o amor é uma merda.
Agora os homens querem saber mais que Deus.
As pessoas acabam esquecendo que podem morrer a qualquer momento.
Deus determinou que quando partimos, nunca chegamos.

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