quarta-feira, 22 de julho de 2009

A caminho de Porto Velho

Eu nunca tinha pegado um taxi por causa do peso das malas. Sempre carreguei minha casa nas costas e não tinha muito problema pra subir os degraus do ônibus. Mas dessa vez a mala, mesmo que equipada com rodinhas, estava suficientemente pesada para uma viagem de ônibus. E a mochila estava quase tão pesada quanto a mala, então fui de taxi mesmo até o metrô.

É, metrô Tatuapé. Lá eu peguei um ônibus convencional até o aeroporto de GRU por R$ 3,65. Nada de pegar o Airport Service com ar condicionado a R$ 30,00. Mas o que eu economizei no ônibus a GRU eu gastei no taxi. Empatou, então.

Botei a mala na balança do check-in da Ocean Air. Ups, só podia 23kg, né? Sim, senhora, a senhora tem 4kg de excesso. Hm. Essa mochila a senhora vai levar como bagagem de mão? 16,3kg, senhora. São permitidos apenas 5 kg de bagagem de mão. Tirei o computador e continuei com 13kg. Tive que despachar a mochila e pagar por 17kg de excesso de peso. O que deu R$ 178,00. Acabei gastado o mesmo que eu teria pagado numa passagem da Gol. Empate de novo.

Não existem vôos diretos de São Paulo a Porto Velho. As escalas ou conexões são em Brasília ou Cuiabá. No caso da Ocean Air, nas duas cidades. Essas paradas fizeram com que a minha viagem durasse 6 horas. E o avião esvaziou e lotou em cada parada, ou seja, não teria nem adiantado chorar por causa do excesso de bagagem.

Quando sobrevoamos Brasília, ouvi a mulher sentada atrás de mim exclamar: ai, que lindinho, tudo retinho, certinho. Quando nos aproximamos do aeroporto, na altura do que eu desconfio tenha sido um dos eixões, a mesma mulher comentou: uia esse trânsito, parece São Paulo! Credo!
Em Brasília a temperatura era de 26°C.


Quando sobrevoamos Rondônia, ficou difícil imaginar a linha do horizonte que separava os pontinhos brilhantes no céu daqueles no chão. Sair do avião foi como entrar numa bolsa de ar quente e úmido. 30°C às 23:00h. Maravilha, cheguei ao meu destino.

2 comentários:

Carlos Teixeira disse...

Lou, faz tempo que a gente não se fala e também fazia tempo que eu não visitava o seu blog. É sempre bom saber como e onde andam os amigos. Boa sorte com a mudança e com a nova vida aí em Rondônia!

iglou disse...

Carlos, que saudade!