domingo, 12 de julho de 2009

Despedida de Barão

Um amigo ia se apresentar no palco, tocando surdo numa banda de samba. Eu não tive idéia mais empolgante para o fim de semana que ir a Barão Geraldo, vê-lo tocando. Arranjei carona de ida e volta, avisei aos amigos que ia e pedi um cantinho pra dormir.

Cheguei em Barão feliz da vida. Tinha pegado carona com um diretor de teatro e músico que produz instrumentos de percussão. Me apresentou Samwaad, um espetáculo que eu tinha perdido e me ensinou a ouvir instrumentos e perceber conversas musicais. E como esse mundo da Unicamp é muito pequeno e as pessoas circulam nos mesmos lugares, o motorista conhecia o amigo que eu ia ver tocando na Casa São Jorge, a namorada do meu amigo japonês ciclista, o marido da minha amiga que tinha acabado de ter uma criança lindinha, e mora na rua que desemboca na rua da minha ex-casa.

Primeira parada: Oca da Tapioca. Só tinha dois dos meus irmãos tapioquenses lá. Os outros ou estavam na casa dos pais, do namorado ou na Unicamp mesmo, procurando neutrinos. Como o meu ex-quarto estava livre, decidi que ia dormir na minha ex-cama. E pra minha sorte até tinha uma chave-reserva da casa dando sopa, ou seja, eu podia voltar do bar sozinha, se quisesse.

Segunda parada: AnaLu e Javier e a pequena Lila. Não a vi de olho aberto, mas a vi sorrindo em sonho. Crianças sempre me emocionam.

Terceira parada: Casa São Jorge. E foi chegando gente até a gente mudar de mesa. Nem cheguei a ver o PH tocando, mas ouvi o surdo de lá onde eu tava conversando com os meus amigos sobre bicicleta (esse é o Telmo), tatuagens (a mais recente da Maíra), atestados médicos para bêbados (reconheceram a Livinha?), números em que o palhaço toca violino e depois serrote com o mesmo arco (apresentando o Sales), transportadoras de mudança para Rondônia (Lari e Dani, as pessoas práticas), o Alexandre que me deu carona (Milena, namorada do Telmo) e o meu pé (preocupação do PH). Acabou a banda, fechou o bar.

Quarta parada: Bar do Zé. Mas tava rolando um som muito distante de samba, funk ou qualquer outra coisa animada e alegre. Fomos em 3 ao centro de Campinas, que era muito mais legal que ir pra casa, dormir.

Quinta parada: Ozz. Dançamos desde o momento em que chegamos. As seqüências das músicas escolhidas pelos DJs eram ou manjadas ou nadavê, mas mesmo assim dançamos e nos divertimos muito. Saímos de lá às 4 da manhã.

Sexta parada: Woodstock. O bar já tinha fechado, o que foi ótimo, porque só fomos buscar o namorado da minha amiga, que trabalha lá. Fazendo as contas, devo ter ido a 4 bares em 7 anos de Barão Geraldo. Dessa vez, fui a 4 bares numa mesma noite. Viu pra que servem os amigos?!

Dormi o suficiente para acordar a tempo de pegar a minha carona de volta pra São Paulo. Mas o mais importante foi rever esse povo todo, me sentir em casa de novo, rir com eles de novo, trocar estórias com eles mais uma vez. Espero revê-los um dia.

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