sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A gota d'água

A previsão tempo não anunciou essa chuva toda. Mas ela veio mesmo assim. Começou na madrugada do último dia do ano e só parou de manhã, lá pelas 9:00.
Às 7:00 eu saí da cama por causa do barulho da chuva. Pensei em voltar pra cama, mas com o barulho da chuva caindo no lago que era o meu jardim, seria impossível voltar a dormir. Fui ver a chuva tomando conta da rua, do quintal, ultrapassando a lombada e entrando na casa.
Primeiro, a água começou a minar do piso. Era pouquinho, nos cantos, saindo do rejunte que liga a cerâmica do piso. Um pano dava conta. Depois, a água começou a sair dos ralos dos banheiros.
As muretas nas portas impediram que entrassem lesmas, lama, folhas e bitucas de cigarro. Mas o batente, que é de madeira, deixou cachoeiras de água entrarem. Em uma hora, a água subiu 24 cm. E isso que eu estava lá, jogando baldes de água pra fora.
Dessa vez deu desânimo de trabalhar na operação casa alagada. Não parava de chover, a água não escorria pro esgoto, o nível da água fora de casa alcançava o nível da mureta da porta da cozinha. Eu estava de pijama, sem café da manhã, com os pés enfiados numa água que saiu do esgoto, tendo dores na coluna e nos braços. Vi que não adiantava fazer nada na casa pra evitar inundações. É muita água. E é água que fica. O chão do meu quarto levantou e o chão do escritório abriu. Provavelmente a chuva foi a causa do piso estourado quando eu entrei na casa. Foi o Philip quem me deu essa idéia, eu continuava não atinando pra isso.
Fui comer só às 15:00, totalmente esgotada. Dei banho nos dois gatos, porque Shaoran pulou na água. Não quis se juntar à Akari que estava plácida e tranquila na cama, se molhou e ficou se lambendo.
Enquanto chovia forte, tinha goteiras na casa. Onde tinha fresta no forro, a água caía. Tipo em cima da minha cama. O tempo todo eu tava preocupada que a água alcançasse o colchão. Veio de cima. 
Se o marceneiro não tivesse feito aquela estrutura pro meu armário, perigava de ele cair pra frente. Porque nessa enchente, a parte da frente, que eu tirei, certamente teria se desmanchado.
Entrou água no carro da Miyuki. Mas ele liga e anda. Tirei os tapetes, tirei dois dedos de água do lado do motorista e manobrei o carro pro sol secar o resto.
Vou sair dessa casa. Me dói muito não ter mais esse jardim, os açaís, tanto espaço. Mas não dá mais pra brigar com a água. Pessoas teimosas que nem eu aprendem assim: na porrada.

6 comentários:

juliana disse...

Lou
Lembrei do filme sob o sol da Toscana. Vc já viu?
assista!
bj

Leonardo disse...

muito chato... tenho acompanhado o blog e também acho que se fosse eu, teria saido bem antes

bill disse...

Ruim mesmo essa situação logo no primeiro dia do ano. Enfim, desejo o melhor pra vc Lou, espero que consiga achar um lugar que te proporcione mais sossego.

iglou disse...

Pessoas, obrigada pela força.

Borta disse...

ai lou.. que tristeza :(
mas mais cedo ou mais tarde a agua vai subir muito mais e voce vai perder muita coisa, é melhor se mudar mesmo.

Mônica disse...

Nossa, Lou, que chato!

Mas as coisas certamente vão melhorar.

Boa sorte e espero realmente que vc encontre a casa certinha para vc. Seca, com quintal e com vizinhos que não incomodem.

bjs