sábado, 16 de janeiro de 2010

Meu celular zumbificado

Um dia acabou a bateria do celular e o recarregador não estava surtindo efeito algum. Com o celular morto, fui na loja que me vendeu esse celular perecível. O cara me disse que o problema não era o recarregador, mas o aparelho e que a solução era mandar pra assistência técnica. Como as assistências técnicas da Nokia em Porto Velho eram ruins, o esquema era mandar os objetos defeituosos pelo correio pra São Paulo.

Liguei na Nokia, o cara me deu um número, que eu levei no Correio. O atendente colocou o meu celular mortão numa caixa e a despachou pra Goiânia, sem que eu tivesse que pagar nada. Júlio, meu chefe, me deu um celular dele e ficamos compartilhando um recarregador da namorada dele.

Mudei de casa, mas sempre volto (neste momento estou na Venezuela, porque telefone e internet ainda não foram transferidos por incompetência da Brasil Telecom) pra ver correspondência. Ainda aguardo o presente de Natal dos meus pais (!). O carteiro tinha deixado um bilhete. Fui na central dos correios e o que me aguardava era o meu celular - com a bateria cheia. Liguei pro Júlio pra dizer que o meu celular tinha voltado.

Feliz, acreditei que tivessem consertado aquele problema de alimentação de energia. O celular descarregou em um dia. Eu enfiava o recarregador no aparelho moribundo, mas nada acontecia. Enquanto ele passava dessa dimensão pra outra, ainda consegui ligar na Nokia pra reclamar que o problema persistia. Fui transferida para 3 pessoas diferentes, e a última atendente me disse que eu tinha que mandar o celular pra Goiânia de novo.

E assim eu volto a mandar um zumbi pra algum lugar que deveria consertá-lo e volto a usar o celular do Júlio e marcar encontros com ele só pra recarregar o bichinho.

Um comentário:

Karin und Walter disse...

Lou, du schreibst spitzenmäßig! Ich bin stolz auf dich! Trotz oder auch wegen aller Tragik..ist es immer ein Genuss, deinen Blog zu lesen.
Ma