quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Telefonemas

- Departamento de Línguas Vernáculas, boa tarde.
- Eita, então o telefone daí mudou de novo! Júlio, é Lou.
- Oi, Lou, que número você discou?
- Lembra que o final tinha mudado de 39 pra 33? Liguei no final 33 e chamava, chamava, e ninguém atendia. Aí tentei no antigo, e você atendeu.
- Então desmudou. Preciso avisar as pessoas.
- Quer que eu vá aí pra assinar a ata e te devolver o recarregador?
- Seria bom até que esse recarregador já ficasse aqui, no departamento, já que vamos precisar dele a cada três dias.
- Tá bom, então eu vou aí.
- Mas eu tenho que ir no centro, então eu posso ir até você.
- Então eu vou ficar aqui, quietinha, lendo o Lyons.

* * *

- Departamento de Línguas Vernáculas, boa tarde.
- Júlio, não venha agora, porque está chovendo muito e a minha rua vai alagar.
- Tá bom. Escuta, o meu celular arriou.
- Eu percebi.

* * *

- Boa tarde.
- Lou, estou pensando em sair daqui a pouco da Unir. Você vai ficar em casa?
- Não venha, não, porque a rua está embaixo d' água.
- E não tem canoa do portão da tua casa pra tua casa, né... entendi. E a tua casa, está embaixo d'água?
- Ainda não.
- Nenhuma lâmina de água brotando do chão?
- Não, já parou de chover forte. Apareceram goteiras em lugares novos, mas a água ainda vem de cima. Quando a água da rua baixar, eu ligo avisando.
- Tá bom, amiga.

* * *

- Departamento de Línguas Vernáculas, boa noite.
- Júlio, já dá pra ver asfalto no meio da minha rua.
- Que maravilha! Quando eu desenroscar aqui, dou uma passada aí.
- Beleza, té mais.

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