domingo, 24 de janeiro de 2010

A vida é dura

Cheguei no portão trancado da Unir. O mesmo guarda que tinha me mandado pra casa no fim de semana passado me atendeu. Dei-lhe a minha carteira de motorista, para que ele verificasse o nome na lista dos que possuem autorização por escrito. Entrou na guarita, sentou, estudou a papelada, demorou, demorou, demorou e voltou a passos lentos.
- Professora, a sua autorização não veio pra guarita.
- Claro que tá aí. Eu vim aqui ontem.
- E é?
- É.
Voltou pra guarita, sentou, estudou a papelada, balançou a cabeça, levantou e voltou com o meu documento esticado diante de si.
- Não encontrei esse nome na lista. Karin Dorothea.
- Mas esse é o nome da minha mãe!
- E é?
- Rapaz, dá aqui esse documento que eu vou lhe mostrar o meu nome. Aqui, ó.
- Hmpf.
Voltou pra guarita rapidinho, bateu o olho na folha em cima da mesa, voltou voando e pedindo desculpas. Abriu o portão sem olhar na minha cara.

Não ser capaz de identificar o nome de um cidadão numa carteira de motorista é vergonhoso prum guarda que precisa controlar a entrada das pessoas orientando-se pelo nome das pessoas nos documentos que elas apresentam.

2 comentários:

Matias disse...

Realmente ridículo rssss e vc. quando volta para São Paulo?

iglou disse...

Bons motivos não me faltam, mas sou limitada por ocasiões acadêmicas para sair de Rondônia. Preciso garimpar congressos, simpósios, encontros e seminários Brasil afora e apresentar trabalho nesses lugares.

Antes, os congressos eram uma ocasião pra se viajar com os amigos para uma outra cidade. Agora serão ocasião pra reencontrar os amigos.