quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Carfree

Pronto. Entreguei o carro da Miyuki lavado e cheiroso. Nesse mês que fiquei com o carro dela, gastei R$ 200,- em gasolina, R$ 6,- de estacionamento, R$ 25,- na lavagem completa e muita paciência no trânsito. Outra coisa difícil de contabilizar foi a agonia de ter o carro cheio de água nas chuvas. A bicicleta não me custa tanto.

Durante esse tempo que fiquei dirigindo por aí, me dei conta, pela primeira vez na vida, que eu estava pilotando uma arma em potencial. Não sei se é porque o trânsito aqui é meio caótico, mas me dei conta de que não está excluída a possibilidade de eu ferir (ou matar) alguma pessoa (pedestre, ciclista, motociclista ou motorista) num acidente. Volto à questão do senso comum de que o "carro é mais seguro". De carro, eu posso representar um risco pros outros. De bicicleta, não sou uma potencial homicida.

Livre do carro e livre na bicicleta, fiquei sem fôlego nas subidas, suei bastante, fiquei com o cabelo bagunçado e feliz da vida.

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