terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Telefone

Era preciso fazer alguma coisa. Como era sábado, não adiantava ir na agência nem na delegacia de polícia (pois é, em Barão Geraldo, a delegacia fecha aos sábados e domingos). O que eu podia fazer era ligar no Superlinha. Como o nosso telefone foi gentilmente cancelado pela Telefonica e os meninos desta casa são deveras fleumáticos, apelei para o Skype. Número inválido. Sem problema, vou no orelhão. Tentei usar o orelhão da delegacia (porque o local era mais silencioso) e notei que o orelhão ficava dentro das grades trancadas da delegacia. Público o caramba, esse telefone. Fui no orelhão do terminal de ônibus e fui informada que o Superlinha não aceita chamadas de telefones públicos. Maravilha, não se pode ser pobre ou azarado nesse país!

Peguei a minha bicicletinha e fui na casa da Maíra e do Ruy. No caminho, uma motoca com duas moças passou por mim, buzinando e sorrindo. Deram meia-volta ali na frente, passaram por mim sorrindo e depois de um tempo emparelharam comigo.

Moça, qual seu nome?
Lou.
Lu?
É.
Lu, qual o seu telefone?
EU NÃO TENHO TELEFONE!

Consegui falar com um atendente e forneci dois números de telefone não-meus, insistindo pra que o banco me escrevesse e-mail ao invés de ligar.
Segunda-feira pedalei 18km entre a minha casa e a Unicamp
(são 3km até lá. Fui e voltei 3 vezes), pra tentar resolver esse lance de estelionato (171), porque na sala da minha orientadora tem telefone.
Da última vez que fui, voltei brava, porque eu tinha ido achando que já tinham solucionado o meu caso. Maíra tinha me escrito que o banco tinha ligado na casa dela e que o namorado dela tinha atendido. Não reconheceu o meu nome como sendo nome de gente, porque admito que quando lêem o meu nome em voz alta, saem as mais loucas aventuras fonéticas. Fui na Unicamp (pela terceira vez) e a moça do Superlinha me informou que tinha tentado me contactar para notificar que tinham encaminhado o meu processo para análise. Hm. Em primeiro lugar, o banco desconfia de mim e precisa investigar se não sou eu a aplicar o golpe.

O que que o Ferrone tinha dito? Dor de cabeça? Ou era ansiedade, paralisia mental, sentimentos de impotência e incerteza?

Nenhum comentário: