sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Urbanização

A urbanização de Porto Velho é uma desgraça. Muitas ruas não têm calçadas e todo mundo transita pela rua. Quando tem calçada, ou ela é no mesmo nível da rua (e o pedestre não tem garantias de que não há motos, bicicletas ou carros transitando pela calçada) ou ela é muito alta e cheia de degraus dos quais é preciso saltar. Passarela ou qualquer outra maneira de permitir uma travessia segura o pedestre não tem não.
O recepcionista do hotel me explica como chegar nos lugares mencionando os nomes das ruas. Eu só vejo placas indicando os nomes das ruas em esquinas de avenidas. De resto, é tudo meio igual.
Alguns cruzamentos têm farol, alguns faróis têm contador de tempo (40seg), mas essa não é a regra. Há algumas rotatórias que causam mega congestionamentos porque a galera não sabe se comportar nas rotatórias. Na maioria das vezes os motoristas vão enfiando o carro, buzinando ferozmente para os motoqueiros, que respondem com gestos, gritos e buzinadas estridentes.
Ciclovia ou ciclofaixa não há por aqui. Na BR tem acostamento e postes de iluminação dos dois lados até a Unir. Depois dela não tem mais.
Essa coisa de mão e contramão só funciona nas grandes avenidas, e lá só vale para os carros. Motociclistas e ciclistas não respeitam mão ou contramão. A maioria dos ciclistas é do sexo masculino, passou dos 30 anos de idade e pedala uma Barra Forte.
Tentei alugar uma bicicleta, mas sem sucesso. Ou só trabalha com bike nova ou não tem nenhuma usada (com marcha!) pra disponibilizar. Mas tudo bem, porque a cidade não é arborizada, quase não tem praças e não é bonita ou limpinha. O completo oposto de Nijmegen.

2 comentários:

Mazu disse...

ei, o vagner me enganou.
disse q era bonito por aí.

iglou disse...

Beauty lies in the eyes of the beholder.