quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Tenta de novo

Quis comprar passagem pra Porto Velho pela Internet. Desculpe, não podemos aceitar o seu cartão. O pagamento não foi efetuado. Tentei outro cartão, de outro banco. Desculpe, não podemos aceitar o seu cartão. Fiquei com medo de pagar coisas pela Internet e fui na agência de viagens, que me cobraria R$ 120,- a mais. A moça tentou passar o meu cartão de crédito, mas não rolou de novo. Especulou que o problema fosse o meu limite de crédito. Fui no banco, pedir que aumentem o meu limite em R$ 250. Tudo bem, mas veja, a sua última atualização de cadastro foi em 2003. Vamos atualizar seus dados? Ok, qual é a sua renda atual? Zero? Puxa, então não posso aumentar o seu limite de crédito. Saí do banco me sentindo um zero à esquerda. Tive que pedir pra Olga comprar a passagem pra mim. Viu? Sou brasileira, não desisto nunca.

Meu cartão daquele banco famigerado tinha sido clonado e o meu dinheiro tinha sumido (ok, deixaram R$ 0,35 na conta corrente e R$ 3,64 na poupança). Em uma semana o banco devolveu a grana da conta corrente, mas ignorou completamente a minha conta poupança. Fiquei ligando no banco por uma semana, e no começo da segunda semana descobri que o meu caso tinha sido encerrado (por isso ninguém se mexia). O gerente do banco teve que interceder e o dinheiro da poupança me foi estornado.
Viu? Tem que insistir.

Quis fechar a minha conta neste banco, mas antes eu tinha que esperar o novo cartão e a nova senha chegarem. Peguei-os no banco, desbloqueei o cartão, fui no caixa pra zerar a conta e a nova senha não passava. A atendente de caixa ia e voltava, sempre confiante: agora vai dar certo, Lou! Ih, não deu. Só um instantinho, vou ver o que aconteceu. E sumia atrás da porta. Depois de várias tentativas, consegui sacar tudo e voltei à mesa do gerente, que pegou o telefone e me passou um cara que insistia em me chamar de senhor Lôu. Qual o motivo do senhor querer encerrar a sua conta, senhor Lôu? Ok, mas e se eu deixar a sua conta com taxa zero? Dê uma chance para o banco hoje, senhor Lôu, o senhor não vai se arrepender. O moço dou outro lado da linha repetiu três vezes o seu texto mal-memorizado, e quando ia engatar a quarta, cortei e pedi peloamordedeus pra fechar a conta. O gerente lembrou que era bom cancelar o cartão que tinha sido clonado. Mas já está bloqueado! Mas é bom cancelar, vai por mim. Pegou o telefone, conversei com um moço. Ok, mas antes de cancelar o seu cartão, eu vou falar dos benefícios deste cartão. Não, não. Já fechei a conta, não preciso perder o seu tempo. Ok, ... e a voz do homem sumia. Eu pedia pra ele falar mais alto, o gerente esticou a mão, pegou o telefone, deu umas pancadas no bichinho e devolveu. O sujeito do outro lado da linha agradeceu a preferência e me desejou uma boa tarde. Foi difícil encerrar esta conta, mas consegui.

Escrevi e-mail pra Unir (Universidade Federal de Rondônia), perguntando quando iam homologar as inscrições, porque afinal de contas estavam atrasados em relação à promessa que consta no edital. Nada. Ontem de noite publicaram a relação dos candidatos homologados. O meu nome estava na lista dos indeferidos. Motivo: não apresentou a ata da defesa. Fui no orelhão e liguei pra Porto Velho, perguntando se eu não tinha mandado a declaração de defesa. Sim, a declaração tá aqui, mas a gente queria a ata. Isso existe? Claro que sim, você deve ter assinado a ata no fim da sua defesa. Tá, vou correr na Unicamp e perguntar. Corre lá, que você tem até às 18:00 pra mandar recurso. Como assim, mandar recurso? Ora, manda a ata e explica que você não tinha mandado antes porque não tinha. Tá. Mas se vocês queriam uma prova de que eu defendi o doutorado, porque a declaração não basta? Porque no edital consta que queremos a ata. Mandei a ata por e-mail e fax, pra garantir. Liguei lá, perguntando se tinha chegado. Ela disse: sim, pode preparar a sua viagem.
Eu sou a única inscrita pra vaga de professor adjunto de Língua Portuguesa/ Lingüística, tô com a passagem comprada faz um mês. Imagina se minha inscrição não é aceita?! Foi aceita na segunda tentativa, mas foi.

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