quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

The long way home

O mesmo taxista que tinha me levado na Unir no primeiro dia de prova me levou ao aeroporto. Quando olhei na tabela de chegadas e partidas, percebi que mudaram o meu vôo e eu teria que esperar uma hora a mais que o planejado. Que idéia foi aquela de que eu conseguiria ler no aeroporto? Metade do aeroporto tem cheiro de comida, porque a praça de alimentação fica bem no meio do lugar. Há poucos lugares para os desocupados, e sempre há pessoas falando alto demais. Do lado de fora não tinha ar condicionado nem calor absurdo. Fiquei vendo a chuva cair.

Hora de fazer check-in. O seu vôo foi cancelado, senhora, porque o avião que deveria vir de Manaus não decolou lá. Aliás, devido ao tempo nenhum avião pousou aqui hoje. A senhora será acomodada num hotel e assim que tiver vôo a van busca a senhora no hotel e a senhora embarca.
Fui pro Rondon Palace, onde tinha Internet (!!!). Quando achei que eu estava muito fraca de fome, desci com o meu guarda-chuva e perguntei onde tinha restaurante perto dali. A senhora não teve o vôo retido? Sim. Então a alimentação é por conta da Gol. O nosso restaurante é ali, senhora. De barriga cheia, tentei descansar na cama do hotel. Lá pelas 22:00 acordo com o som do telefone. RRRCSCHFFFFRRRR Gol RRRRRCCCSCH mandaram avisar RRRRRCCFSCHRRR. Olha, não tô ouvindo nada, eu vou descer aí. OK. Pus o tênis, girei a maçaneta, empurrei, puxei, chutei e forcei a porta, mas ela continuava trancada. Liguei na recepção. Oi, acho que me tranquei pra dentro do quarto. Hehehe. Tô indo aí.

O vôo era das 2:15 da madrugada para Manaus, de lá para São Paulo (GRU). Não deu pra dormir mais de duas horas seguidas nem antes nem durante os vôos. Manaus é muito mais importante que eu pensava - ao menos o aeroporto é imponente. O rio (Negro? Amazonas?) que banha a cidade é imenso e tava banhado pela luz da lua. Algumas nuvens discretas faziam sombra nas águas escuras do rio.

Cheguei em São Paulo de manhã, morta de sono. Ao procurar pelo ônibus da Gol que vai de grátis pro aeroporto de Conhgonhas, topei com o motorista do ônibus da TAM que tinha me dado carona na ida (e tinha me aconselhado a lhe dar uma caixinha. Eu não dei caixinha coisa nenhuma, porque o cara fez suspense se ia me levar ou não, me levou no último minuto e ainda pediu uma caixinha. Eu tinha pensado em fazer uma caixinha de origami, mas me faltavam algumas coisas: papel e habilidade). Cheguei na casa da Olga branca de cansaço. Me enrolei num cobertor e dormi o dia todo e a noite inteira.

O trânsito monstruoso de São Paulo fez com que eu perdesse a carona que eu tinha arranjado pra vir a Barão. Ninguém espera por mim. Fui de ônibus Cometa. Na rodoviária de Campinas fui informada de que só o 3.32 passa no terminal adjunto à rodoviária. Eu queria o 3.31 e caminhei, com a mochila de quase 20kg nas costas, até o ponto. Depois de meia hora de espera, um motorista de outro ônibus olhou pra minha cara de Barão Geraldo e me informou que o ponto final do 3.31 não era mais ali. Bah, que acolhida boa!

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