terça-feira, 11 de dezembro de 2007

High tech no IEL?

Recebemos um e-mail em que éramos convocados a carregar nossos cartões de identificação estudantil para podermos ter acesso ao prédio do IEL nos horários que não são de funcionamento normal. As instruções eram detalhadas: vá à Secretaria de Graduação munido do seu RA, peça para cadastrar e carregar o seu cartão, vá até uma das portas, insira o cartão e espere pela mensagem aluno liberado. Tudo isso tem nome em inglês, só pra impressionar: smartcard.

No IEL, antes desse smartcard, o sistema sempre foi mais mecânico e prosaico: a gente pedia a chave que abria a sala dos computadores e ela vinha junto com o cartão magnético que abria a porta do prédio. Com o tempo, a gente ia ficando esperto e fazia cópia da chave que abre a sala dos computadores. Os macaco-véio já tinham um esquema de passar pela porta do prédio usando qualquer cartão, enfiado por trás na fenda, levantando a lingüeta da porta.

Só no IEL mesmo era possível burlar o sistema desse jeito. Nos outros institutos, não era preciso torcer pra ter chave suficiente ou fazer cópia da chave e entrar no prédio usando truques. O RA (cadastrado) bastava pra se poder entrar no Instituto de Química no sábado, por exemplo. Mas agora o IEL está como os outros institutos, com portas eletrônicas, nada mais de chave.

Fui lá, na Secretaria, cadastrar o meu RA (meio arranhado, de tanto passar por detrás da fenda da porta de entrada do IEL). O funcionário, muito prestativo, quis me acompanhar até a porta da sala dos computadores do IEL, pra verificar se o cartão realmente funciona. Estava desativada, porque tinha gente dentro, entrando e saindo. A porta eletrônica só faz efeito se trancar quando for fechada. Tudo bem, descemos as escadas. Outro funcionário passou por nós, avisando que queria sair antes da gente trancar a porta. Demos risada, eu fiquei dentro, o funcionário atencioso saiu e trancou a porta. Inseriu o meu smartcard no dispositivo, leu em voz alta: aluno liberado e quis abir a porta. Nada.

Gente querendo sair, gente querendo entrar, gente oferecendo seu smartcard, e a porta continuava trancadinha. O funcionário solícito foi correr atrás de alguém que tenha a chave daquela porta. Em vez de aparecer o seu Abraão, o homem das chaves (que já me trancou uma vez no pavilhão dos professores, diga-se passagem), apareceu um moço jovem, com um cartão na mão. Enfiou o cartão na fenda da porta, por trás, levantando a lingüeta.

É isso aí, o IEL agora está high tech!

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