terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fonte de stress

Como em qualquer outra cidade grande, o trânsito é fonte de stress em Buenos Aires, com o atenuante para a animosidade. Businam para quem sai da linha, businam quando os da frente esperam o farol abrir mas dá pra ir. Já vi pedestre xingando taxista porque atravessou na faixa de pedestre (enquanto o taxista apontava para o farol verde para carros). Aconteceu mais de uma vez de esperar muito pelo ônibus e de repente aparecerem três. Vi mais de uma pessoa naufragada no ponto do coletivo reclamando com o motorista que não parou no ponto. Vi, com espanto, um motorista frear bruscamente, desatar o cinto de segurança e descer, para terminar de xingar o passageiro que tinha desembarcado.

Ao contrário de São Paulo, que conta com um trânsito pesado, as pessoas aqui parecem querer ter razão. No Brasil, tenho a impressão que o Código de Trânsito Brasileiro segue desconhecido, por isso a preocupação em ter razão é menor. A peocupação parece ser de demonstrar habilidade de alfaiate, coragem para a velocidade ou o status do próprio veículo.

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