domingo, 18 de dezembro de 2011

Esqueci a memória

Fui a segunda do meu quarto feminino de albergue da juventude a levantar e saí relativamente cedo. Caminhei até a Plaza de Mayo e fui tirando fotos no caminho. Quando tirei a quinta foto, já na Plaza de Mayo, minha câmera me comunicou que tinha acabado sua memória.

Lembrei imediatamente do cartão de memória da máquina fotográfica que ficou dentro do computador. Voltei pro hostel, porque sem memória não sou ninguém. No caminho, na altura do obelisco, topei com um grande aglomerado de ciclistas. Em roupas esportivas, de capacete e sorrindo pra todo mundo, eles aguardavam o fim da contagem regressiva para a largada do passeio. Eles deram sua volta, eu voltei pro albergue.

Quando voltei ao obelisco, os ciclistas já tinham voltado do passeio ciclístico. Fiquei para ouvir o que se dizia no microfone. Entendi que esse foi um passeio de domingo, não uma bicicletada (massa crítica). Gostei de ouvir o cara no microfone dizer que não era pra todo mundo voltar pra casa feliz por ter pedalado de bicicleta no domingo de manhã, porque a luta por melhores condições de trânsito para o cilcista estava apenas começando e havia muito a ser feito. O que eles podiam fazer era usar a bicileta diariamente, divulgar a bicicleta e o lema da bicicletada daqui: mejor en bici.

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