segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Domingo no parque

Depois de descansar um pouco as pernas e os pés, voltei a caminhar pela cidade. Fiz um caminho novo, pela Avenida Del Libertador. Eis que ouço sons de festa. Cheguei na praça que estava toda enfeitada de barraquinhas de artesanato e comida, gente curtindo a grama e o som.
Sem saber que tocavam a última música, me aproximei da banda. Era uma banda independente, que não toca nas rádios, mas o público cantava junto, dançava e expressava sua alegria.
O show acabou, e antes que a peteca caísse, uma caixa e um tambor chamaram o público para o outro lado da praça. Capoeiristas se aqueciam para a apresentação.
Senti falta do berimbau, e as palmas eram de auditório, não de capoeira: 1,2,3. Daí a ficha foi caindo: os dois mais velhos eram capoeiristas, sim, mas também eram palhaços. Essa combinação eu nunca tinha visto.
O que eles apresentaram foi mais acrobático do que roda de capoeira. Mesmo assim, os meninos tinham habilidades impressionantes.
Antes de passarem o chapéu, pediram que duas voluntárias viessem ao palco, para ajudar a executar um número de acrobacia fantástico. As duas gurias ficaram lá, pacientemente esperando eles voltarem. Quando voltaram, perguntaram pelo nome das duas. Não entenderam o segundo nome. Perguntaram (em espanhol e tradução pseudo-inglês) de onde ela vinha. Ucrânia e não entendia uma palavra de espanhol. Ela respondia aleatoriamente que sim e que não para perguntas mal-intencionadas, o que foi a coroação do espetáculo.

Ainda bem que os meus pés tinham me levado pra esse rumo e não outro no domingo à tarde.

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