quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vento polar

Imagem roubada daqui


Temperatura às 13:47 em Porto Velho: 28°C. Não é normal, mas não é estranho.
Umidade relativa do ar: 39%. Altamente bizarro prum lugar que costuma registrar valores entre 80 e 100%.

Este é o quarto dia de tempo seco e temperaturas baixas à noite. Durmo de cobertor e a Akari levanta depois de mim. No caminho pra Unir, o vento sopra tanto que é preciso pedalar nas descidas. Chego sem verter uma gota de suor (isso é inédito). 

Em casa, o vento abre e fecha as venezianas e o som parece de casa assombrada. O sol não parece bravo. As plantas (principalmente os tomates e bambu) murcham por causa da secura. 

Os lábios de todos estão rachados, a boca seca e os pés frios. Nesses quatro dias estamos vivenciando um clima desértico, bem parecido com o de Brasília ou Campinas.

Ouvi dizer que passaríamos por uma friagem. Ouvi dizer que ventos polares erraram a curva e vieram soprar na Amazônia. Ouvi dizer que tudo isso tem a ver com as cinzas expelidas pelo vulcão na Islândia. Seja como for, me sinto em Barão Geraldo: com muito vento na cara.

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