sexta-feira, 28 de maio de 2010

Privação de sono

Eu andava tendo pensamentos malignos de aniquilação da vida alheia. Especialmente na cama, eu desejava ter a autoridade de Deus para fazer com que mosquitos e cachorros deixassem de existir. 

Cansada de tentar dormir, exausta de enxotar mosquitos da minha orelha e com os pensamentos embaralhados pelo sono, pensei que se fosse Deus, mataria todos os mosquitos sem deixar rastro nas paredes. Mas aí sonhei que se eu fosse de fato Deus, os mosquitos não me incomodariam. Talvez eu fosse um.

Às 6 da manhã, eu desejava ser Deus para promover a não-existência de cachorros no mundo. Não sei se eu detesto os cachorros ou os donos de cachorros. O meu desafeto, por exemplo, que não me deixava dormir, chorava de solidão. Subi na escada e olhei por cima do muro, pra ver se o cachorro tava mesmo morrendo por força do meu pensamento. O cachorro do vizinho (que divide parede com o meu quarto, não os cachorros que mataram o meu gato) é do tamanho de um bezerro e estava confinado num canil que é do tamanho do meu banheiro.

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