sábado, 17 de outubro de 2009

Festa dos professores

As pessoas do sindicato dos professores fizeram propaganda da festa, abaixaram o preço do ingresso de 25 pra 15 pila, fizeram e divulgaram a lista dos participantes (160 inscritos) e dispensaram os alunos na noite após o dia do professor. Eu ainda tenho duas aulas (de sexta à noite) com os bibliotecônomos. Achei que seria egoísta da minha parte dispensá-los pra ir numa festa.

Na quinta, avisei lá no sindicato que eu já tinha aderido, pagado e tudo, mas sentia obrigação de dar aula. Não, que é isso! Seus alunos foram dispensados. Desconfiada, fui à procura do departamento de Biblioteconomia. Eu precisava dos diários de classe e confirmar essa dispensa. Conversei com ex-chefe do núcleo que abriga a Biblioteconomia (que ainda não tem departamento). Um figura. Quis me mostrar o Projeto Pedagógico do curso, elogiou os alunos, me deu conselhos e confirmou que os alunos provavelmente tinham sido dispensados.

Na sexta eu estava no dilema de ir à Unir pra dar aula às 19:00 ou à festa no Clube Ferroviário (centro), que começava às 20:00. Confiei que os alunos tinham sido de fato dispensados, não preparei a aula deles e me deitei na rede com um livro até a hora da festa. Fui de bicicleta, sem vestido mas com salto alto.
Rapaz, como é ruim chegar numa festa cheia de espaços vazios e rostos desconhecidos. Fui reconhecida por uma professora do meu departamento e convidada para sentar na mesa com eles (ela, marido, irmão e cunhada). Falar dos pepinos do departamento não rolava, e quando falaram da construção que estavam fazendo, eu não acompanhava. Quando a banda começou, todas as conversas calaram porque era impossível competir com o som alto e desafinado que nos ensurdecia. Nos pusemos a observar as pessoas que chegavam.

Distintas senhoras sufocadas em espartilhos vermelhos, senhores barrigudos de camiseta e tênis, filhas de professores metidas em vestidos esquisitos, mulheres exageradamente maquiadas, homens notoriamente tingidos. Senti falta de todos os professores jovens que entraram recentemente na universidade. A velha patota bebeu a noite toda, comeu às 22:00, dançou até perder o fôlego, se homenageou mutuamente no microfone e traçou planos de candidatura à reitoria em particular.

Como eu já sei que ano que vem será tudo igual (até a comida), vou preferir dar aula na noite da festa dos professores.

Um comentário:

Leonardo disse...

kkk uma professora que quer trabalhar no dia dos professores... mas com uma festa dessas eu até entendo...