terça-feira, 1 de abril de 2008

Marcia Nozawa

Renato, Pablares, Antonio, Célio, Laudino e Edson temos um amigo em comum: o Rogério, que foi funcionário do IEL e agora passou pro IFCH e foi demitido junto com uma pá de gente. Nossos encontros sempre foram de ordem gastronômica: nos juntávamos na casa de um ou de outro (nunca na Oca, mas tudo bem. Acho que é porque eu não tenho forno de pizza ou coragem de botar canela no frango) pra fazer comida, conversar e comer.

Rogério tem uma esposa, chamada Marcia, professora na Faculdade de Medicina na Unicamp. Na sexta, dia 14 de março, a Marcia sofreu um rompimento de aneurisma na aorta. Duas cirurgias depois, seu estado ficou estável. Marcia é japonesa, e seus parentes fizeram este tsuru, na esperança de que ela não morra. Não sabemos se foi consciente ou não, mas o fato é que a Marcia arrancou os tubos que a mantinham viva, de modo que ficou um tempo considerável sem oxigênio. Continuamos olhando pra foto do tsuru que nos foi enviada pelo Rogério.


Temos feito visitas constantes ao Rogério e sua filha, Maria Luiza. Sempre avisamos na portaria que não vamos ver um paciente, porque a professora Marcia ainda está na UTI, sedada (senão ela arranca tudo de novo) e inconsciente. Queremos ver o marido da paciente, que está na Sala da Família. Hoje ganhamos fitinhas que nos identificavam como visitantes. Nos outros dias, nos deixavam passar direto.
Com o Rogério, falamos pouco sobre a Marcia. Não fazemos perguntas, porque sabemos que ela está estável por enquanto. Nos preocupamos com o estado em que ela vai sair dessa, mas não falamos sobre isso. Tiramos o Rogério do hospital, e isso já é uma distração pra ele.

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